Jesus Regressará

<<(Lembra-te) quando os anjos disseram: “Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: O seu nome será Messias, Jesus, filho de Maria, İlustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos (de Allah)”.>> (Surah 4, Al’Imran:45)

HARUN YAHYA

Traduçáo de : M. YIOSSUF ADAMGY

Ficha Técnica

Título Original: Jesus Wil Return

Autor: Harun Yahya

Versão Portuguesa de: M. Yiossuf Mohamed Adamgy

1°. edição, 1.Novembro. 2001 / 14.Xaban.1422

Fotocomposição, Impressão e Acabamento: Al Furqán – Portugal

Capa: Liton, Ld°.

Depósito Legal N°. 3017/2001

ISBN 972-8217-51-X

<< A alguns desses Menssageiros, Nós fizemos com que se elevassem uns acima de outros: entre eles, há um a quem Allah falou; e outros que Ele elevou conforme os seus graus; E Nós demos a Jesus, filho de Maria, Provas Claras, e fortalecêmo-lo com o Espírito de Santidade...>> (Surat al Baqara: 253)

<<Quando Allah disse: “Ó Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei desses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia de Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis”.>> (Surat al ‘Imran: 55)

<<E por dizerem: “Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” ─ Mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram. Outros sim, Allah elevou-o até Ele: E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio.>> (Surat al Nissa’: 157-158)

ÍNDICE

-   INTRODUÇÃO

-   A RELIGIÃO DE ALLAH É O ISLÃO

-   PESSOAS EM APUROS SUPLICAM

 POR UM SALVADOR

-   JESUS (AS), FILHO DE MARIA (AS), NO ALCORÃO

-   O REGRESSO DE JESUS (AS) À TERRA

-   JESUS (AS) NA COLECÇÃO RISSALE-I NUR

-   COMO PODEMOS NÓS RECONHECER JESUS (AS) ?

-   CONCLUSÃO

-  O ENGANO DA EVOLUÇÃO

Sobre o Autor

Sob o pseudónimo HARUN YAHYA, o autor publicou muitos livros relacionados com o tema de política e fé. Uma parte principal da sua obra trata do mundo materialista e o respectivo impacto na política e historia mundial. (O pseudónimo é formado pelos nomes “Harun” [Aaráo] e “Yahya” [Joáo], em consideraçáo á memória dos dois Profetas que lutaram contra a descrença).

As suas outras obras incluem: New Masonic Order, Freemasonry and Capitalism, The “Secret Hand” in Bosnia, Behind the Scenes of Terrorism, Israel’s Kurdish Card, A National Strategy for Turkey, Perished Nations, For Men of Understanging, The Miracle in the Cell, The Miracle in the Eye, The Miracle in the Spider, The Miracle in the Gnat, The Miracle in the Ant, Allah is Known by Wisdom and The Real Face of the Worldly Life.

Entre os seus opúsculos encontram-se: The Collapse of the Theory of Evolution, The Fact of Creation, The Collapse of Materialism, The End of Materialism, The Blunders of Evolutionists I, The Blunders of Evolutionists II, The Biochemical Collapse of Evolution, The Design in the Atom, The Collapse of Evolution in 20 Questions and The Biggest Deception in the History of Science: Darwinism.

Os outros trabalhos do autor sobre os tópicos Alcoránicos incluem: Ever Thought About the Truth?, Devoted to Allah, Abandoning the Society of Ignorance, Paradise, Moral Values in the Qur’an, Knowledge of the Qur’an, Qur’an Index, Migrating for the Cause of Allah, The Character of Hypocrites in the Qur’an, The Secrets of the Hypocrite, Epithets of Allah, Communicating the Message and Disputing in the Qur’an, Basic Concepts in the Qur’an, Answers from the Qur’an, Death, Ressurrection and Hell, The Struggle of the Prophets, The Avowed Enemy of Man: Satan, Idolatry, Religion of Ignorant, The Arrogance of Satan, Prayer in the Qur’an, Conscience in the Qur’an, Day of Ressurrection, Do Not Ever Forget and Disregarded Judgments of the Qur’an. 

Ao Leitor

O motivo pelo qual se consignou um capítulo especial ao colapso da teoria da evolução, é o de que esta teoria constitui a base de todas as filosofias anti-espiritualistas. Dado que o Darwinismo rejeitou a realidade da criação e, consequentemente, a existência de Allah, fez com que, durante os últimos 140 anos, muitos abandonassem as suas fés ou mergulhassem na dúvida. Consequentemente, demonstrar que esta teoria é uma decepção constitui um dever muito importante, o qual se encontra fortemente relacionado com a religião. É imperativo que este importante serviço seja prestado a todos. Alguns dos nossos leitores podem encontrar a oportunidade para ler apenas um dos nossos livros. Assim, pensamos que é apropriado reservar um capítulo para um sumário deste assunto.

Em todos os livros do autor, questóes relacionadas com a fé estão explicadas á luz dos versículos Alcorânicos, e as pessoas são convidadas a escutarem as palavras de Allah e a viverem de acordo com estas. Todos os assuntos relacionados com os versículos de Allah encontram-se explicados de modo a não deixar espaço algum a dúvidas ou questões na mente do leitor. O estilo sincero, planeado e fluente empregue assegura que todos, de todas as idades e de todos os grupos sociais, podem facilmente compreender os livros. Esta narrativa eficaz e lúcida torna possível lê-los numa única sessão. Mesmo aqueles que rejeitam rigorosamente a espiritualidade são influenciados pelos factos contados nestes livros e não podem refutar a honestidade do seu conteúdo.

Este livro e todos os outros trabalhos do autor podem ser lidos individualmente ou discutidos em grupo numa conversa. Aqueles leitores que desejam tirar proveito destes livros, encontrarão debate muito útil no sentido de que estarão aptos a relatar as suas próprias reflexões e experiências uns aos outros.

Como suplemento, será um grande serviço para a religião contriuir para a apresentação e leitura destes livros, os quais foram escritos unicamente para comprazer de Allah. Todos os livros do autor são extremamente convincentes. Por este motivo, áqueles que pretendem transmitir a religião a outras pessoas, um dos mais eficazes métodos é encorajá-los a ler ester livros.

Espera-se que leitor tenha tempo para passar uma vista de olhos pelos titulos de outros livros do autor, na rúbrica “Sobre o Autor”, para avaliar a rica fonte de material respeitante a questóes relacionadas com a fé, a qual é muito útil e é um prazer ler.

Nestes livros, não encontrará, como em alguns de outros livros, as concepções pessoais do autor, explicações baseadas em fontes dúbias, estilos que não estão de acordo com o respeito e a reverência devidos aos assuntos sagrados, nem considerações desesperadas, fazedoras de dúvidas e pessimistas que criam desvios no coração.

O nome de Jesus, que a paz esteja com ele, é ‘Issa no Arábico mas, uma vez que, a intenção do autor, ao escrever o livro, era a de alcançar tantas pessoas quanto possível, quer Muçulmanas, quer não Muçulmanas, decidimos manter o nome actualmente mais familiar para a maioria das pessoas.

JESUS (A.S.) REGRESSARÁ ● 7-8

INTRODUÇÃO

Jesus (‘Issa) (as), tal como todos os outros profetas, é um servo escolhido por Allah, a quem Allah destinou convocar as pessoas para o verdadeiro caminho. Contudo, existem determinados atributos de Jesus que o distinguem dos outros profetas, sendo que o mais importante é o facto dele tersido elevado por Allah, e o de que regressará à Terra uma segunda vez.

Contrariamente ao que a maioria das pessoas acredita, Jesus não foi crucificado e morto, nem morreu por qualquer outro motivo. O Alcorão diz-nos que o não mataram nem o crucificarem e que Allah o elevou para junto de Si. Em nenhum dos versículos, existe uma referência efectiva ao seu assassinato ou ao facto de ter sido morto, com excepção do versículo (ayah) que nega que isto tenha sucedido. Além disso, o Alcorão dá-nos a conhecer alguns acontecimentos da vida de Jesus (as) que não aconteceram ainda. Deste modo, a sua segunda vinda à terra constitui um pré-requisito para estes acontecimentos aconteçam. Não existe dúvida alguma de que as revelações do Alcorão acontecerão de facto.

Apesar disto, contudo, muitas pessoas acreditam que Jesus (as) faleceu há algumas centenas de anos e que, consequentemente, o seu regresso é improvável. Isto é uma concepção errónea, originada pela falta de conhecimento a respeito do Alcorão e da Sunnah. Um exame cuidadoso ao Alcorão dará em troca uma compreensão precisa dos possíveis versículos a respeito de Jesus (as).

   O nosso Profeta (saw) disse-nos também que Jesus (as) será de novo enviado á terra e referiu que, nessa época, a qual é denominada de “o fim dos tempos”, poderá haver um período durante o qual a terra obterá paz, justiça e bem-estar nunca antes precedentes.

 O “fim dos tempos” refere-se ao período próximo do fim do mundo. Segundo o Islão, nesta altura, acontecerão as terríveis provações do, Dajjal, imensos tremores de terra e o aparecimento de Yajuj e Majuj, após os quais caminhos da Alcorão prevalecerão e as pessoas aderirão consideravelmente aos valores por este introduzidos.

 Nos seus sohnos, as pessoas aguardam sempre pelo melhor. Uma paisagem mais bela, uma comida mais deliciosa, uma sociedade socialmente mais prometedora...

 O último período do “fim dos tempos” exprime um período que abraça inteiramente todos estes conceitos favoráveis, “o melhor”, “o mais belo” etc. É um período abençoado, que as pessoas aguardam há séculos. É o tempo glorioso do bem-estar e da abundância, da justiça e da paz. É o tempo em que todas estas benções substituirão, a injustiça a imoralidade, os conflitos e as guerras. É, com certeza, o tempo abençoado em que os princípios morais Islâmicos penetrarão em todos os aspectos da vida.

 A prova de que Jesus (as) não morreu, de que foi elevado á presença de Allah e de que regressará de novo, será examinada neste livro à luz dos versículos Alcorânicos. Contudo, antes de a isto proceder, será benéfico recordarmo-nos de alguns conhecimentos básicos directamente relacionadas com este tópico.

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 9...13

A RELIGIÃO DE ALLAH É O ISLÃO

Durante toda a história, Allah enviou os Seus mensageiros a vários povos. Os mensageiros de Allah chamaram os povos (da humanidade) paraa senda verdadeira e comunicaram-lhes os Seus caminhos. Contudo, actualmente, existe a crença generalizada de que o que foi revelado à humanidade, através dos vários mensageiros, são diferentes religiões. Isto é uma concepção errada. As religiões por Allah reveladas aos diferentes povos em diferentes períodos de tempo são as mesmas. Por exemplo, Jesus (as) aboliu algumas das proibições introduzidas pelas religiões precedentes. Contudo, em princípio, não existem grandes diferenças entre as religiões reveladas por Allah. O que fora revelado aos primeiros profetas, a Moisés (Mussa) (as), a Jesus (as) e ao último Profeta (saw) é, essencialmente, o mesmo.

   << Dize: “Cremos em Allah, e no que nos foi revelado, e no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacob e às (doze) Tribos, e no que foi dado a Moisés, a Jesus e aos Profetas, pelo seu Senhor: não fazemos distinção nenhuma entre eles, e submetemo-nos à Vontade d’Ele (somos muçulmanos). E quem quer que deseje outra religião que não seja o Islão, não lhe será aceite; e na Vida Futura contar-se-á entre os perdedores (de todos os bens espirituais)”>> (Surah 3, Al ‘Imran: 84-85)

Como referido no versículo em cima mencionado, o verdadeiro caminho revelado ao Homem é o Islão. O que compreendemos tendo por base o Alcorão, é que todos os profetas convocaram os seus povos para um caminho comum. Allah chama a nossa atenção para este facto no versículo seguinte:

   << Prescreveu-vos a mesma religião que havia instituído para Noé, a qual te revelamos, a qual havíamos recomendado a Abraão, o Moisés e a Jesus, (dizendo-lhes): Observai a religião e não sejais dividos por ela. Terrível para os idólatras é isso para que vós os chamais. Allah escolhe para Ele mesmo a quem quere, e guia aquele que se volta para Ele.>>  (Surah 42, Ach-Chura:13)

   Num outro versículo Allah diz: “...E estou satisfeito com o Islão como religião (din) para vós!” (Surah 5, Al-Ma’idah:3). Allah enviou os Seus mensageiros para transmitirem esta religião, a única com a qual Ele se encontra satisfeito, aos seus povos e, assim, prevenir a humanidade. Cada pessoa, a quem a mensagem de Allah é comunicada, e que pessoa, a quem a mensagem de Allah é comunicada, e que assim é convocada para esta religião, torna-se responsável por a ela aderir.

   No entanto, algumas sociedades aceitaram a mensagem na sua totalidade, enquanto que outras a negaram. Por outro lado, em algumas sociedades o verdadeiro caminho degenerou em crenças pervertidas após a morte do seu mensageiro. Isto encontra-se referido no Alcorão da seguinte forma:

   << Na verdade, para Allah a religião é o Islão e os Povos do Livro só discordaram por causa da invenja entre eles, depois que a verdade (a sabedoria) lhes foi revelada. E quem negar os versículos de Allah, saiba que Allah é rápido em ajutor contas>>.  (Surah 3, Al ‘Imran:19)

   Uma das sociedades que foi desencaminhada depois de, por momentos, ter permanecido no verdadeiro caminho, foi a dos Filhos de Israel. Tal como o Alcorão nos informa, Allah enviou vários profetas aos Filhos de Israel e informou-os a respeito do verdadeiro caminho. Contudo, de cada vez que isto sucedeu, eles revoltaram-se contra o profeta ou, após a morte do profeta, transformaram o verdadeiro caminho num conjunto de crenças pervertidas. Além disso, tendo por base o Alcorão, sabemos que, mesmo enquanto Moisés (as) estava ainda vivo, os Filhos de Israel adoraram o bezerro de oiro durante a sua curta ausência. (Ver a Surah 20, Ta Há : 83-94). Após a morte de Moisés (as), Allah enviou muitos outros profetas aos Filhos de Israel para os prevenir, sendo que o último destes profetas foi Jesus (as).

   Durante a sua vida, Jesus (as) chamou o seu povo para viver de acorda com a religião (din) revelada por Allah e lembrou-os para que fossem verdadeiros servos de Allah. Ele instruiu-os nos mandamentos do Injil – a revelação confiou-lhe fragmentos do que pode sobreviver em partes dos Evangelhos. Esse livro confirmou os mandamentos da Tawrah – a revelação confiada a Moisés (as), alguma da qual permanece na Tora e no Velho Testamento – e que foram depois corrompidos. Criticando os ensinamentos impróprios dos rabis, os quais foram responsáveis pela degeneração da verdadeira religião (din), Jesus (as) aboliu regras inventadas pelos próprios rabis e através das quais obtinham ganhos pessoais. Ele convocou os Filhos de Israel para a unicidade de Allah, para a honestidade e para a conduta virtuosa. No Alcorão, o versículo com isto relacionado é o seguinte:

_ << E venho confirmar o que existia antes de mim na Tora, e tornar legal parte do que vos estava proibido; e vim para vós co um Sinal do vosso Senhor. Portanto, temei a Allah e obedecei-me.>> (Surah 3, Al ‘Imran:50)

   Contudo, após Jesus (as) ter deixado a terra, alguns dos sesu últimos seguidores começaram a corromper a revelação. Sob a influência de algumas ideias pagãs dos Gregos, desenvolveram a crença na “trindade” (o pai, o filho e o espírito santo). Sob o nome de Cristandade, aderiram a uma religião completamente diferente. Hoje, um quarto da população mundial pratica uma Cristandade que, de um modo geral, se acredita estar baseada nos ensinamentos de Jesus (as). Contudo, os factos são diferentes.

Muitos anos após o desaparecimento de Jesus (as), pessoas não identificadas escreveram o livro que conhecemos hoje como sendo o Novo Testamento, e escreveram-nos em Grego, não obstante a língua de Jesus (as) e dos seus discípulos ser o Aramaico, um idioma próximo do Arábico. Em épocas procedentes, historiadores compeliram estes escritos. Consequentemente, a Cristandade actual perdeu muito dos ensinamentos ariginais de Jesus (as).

   Depois de Jesus (as), Allah enviou um outro mensageiro, de uma outra tribo, de modo a que, através dele, pudesse revelar ao mundo a religião original e confiou-lhe um nobre livro. Este mensageiro é o Profeta Muhammad (saw) e o livro é o Alcorão, a única revelação não adulterada.

   O Alcorão dirigi-se a todas as pessoas do mundo. Todas as pessoas de todas as idades serão responsáveis por este livro, se tiverem sido expostas á mensagem do Islão. Elas serão julgadas o Alcarão no Dia do Juízo Final. Na nossa época em especial, todas as nações do mundo estão, num sentido, unidas, quase como uma única tribo, graças ao avanços tecnológicos. Um académico referiu-se ao mundo actual como a “aldeia global”. Consequentemente, existem poucas pessoas no mundo de hoje que desconhecem a existência do Alcorão e que, por conseguinte, não estão informadas a respeito do Islão. Não obstante isto, uma certa parte de pessoas tem fé no Alcorão. Entre aqueles que seguem esta fé (iman), contudo, muitos não vivem de acordo com os princípios proclamados do Alcorão.

   Esperamos que Jesus (as) regresse à terra e chame as pessoas para o verdadeiro caminho. Allah referiu esta boa nova no Alcorão. Como será tratado em capítulos procedentes deste livro, Jesus (as) foi elevado à prensença de Allah e não morreu ainda uma morte fisica. Após um espaço de tempo, ele regressará e levará o Islão a prevalecer no mundo. Dentro das suas melhores capacidades, ambos os mundos, Cristão e Muçulmano, encontram-se preparados para conhecer este visitante abençoado e para não repetir as ofensas contra ele cometidas na história.

JESUS (A.S.) REGRESSARÁ ● 14...21

PESSOAS EM APUROS SUPLICAM POR UM SALVADOR

 <<E porque não lutaríeis pela causa de Allah, e pelos fracos entre os homens, mulheres e crianças, que dizem: “Senhor nosso, tira-nos desta cidade, cujos habitantes são opressores; e concede-nos, da Tua parte, um protector; e concede-nos, da Tua parte, um defensor”?>> (Surah 4, An-Nissa:75)

Ao lermos o Alcorão, constatamos um determinado facto: antes do envio de um mensageiro a uma sociedade, frequentemente, prevalecem aí a corrupção social e moral. Uma vez verificada a chegada de um mensageiro a uma sociedade, aqueles que o seguem alcançam uma vida feliz, pacífica e beneficente, justamente no meio da sua honrada luta pelo comprazer de Allah. Contudo, após este período abençoado, as pessoas que desfrutaram das graças deste período, afastam-se dos seus valores espirituais, revoltam-se e, por fim, tendem quase a não acreditar. Em alguns casos, adoram outros deuses que não Allah e, desse modo, são injustos para consigo mesmos e, num sentido, moldam o seu fim com as suas próprias mãos.

No Alcorão (Surah Maryam), Allah refere a lealdade, a sinceridade e o receio que os mensageiros têm para com Allah, informando-nos, em seguida, de como as gerações procedentes perderam por completo a sua fé. Estas gerações afastaram-se devido aos seus caprichos e desejos, privando-se de todos os seus valores. O versículo em causa é o siguinte:

<< Eis aqueles que Deus favoreceu, dentre os profetas, da descendência de Adão, os que embarcamos com Noê, da descendência de Abraão e de Israel, que encaminhamos e preferimos sobre os outros, os quais, quando lhes são recitados os versículos do Clemente, prostram-se, contritos, em prantos. Sucedeu-lhes, depois, uma descendência, que abandonou a oração e se entregou ás concupiscências. Porém, logo terão o seu merecido castigo>>. (Surah 19, Maryam:58-59)

Estas pessoas, que negligenciam as suas responsabilidades divinas, sofrem a ira de Allah, expressa em vários desastres. Allah retira a Sua graça a estas pessoas. De acordo com o versículo “Em troca, quem desdenhar a Minha Mensagem, levará uma mísera vida...” (Surah 20, Ta Há: 124), estas pessoas sofrem de várias aflições, tais como a escassez e problemas sociais e económicos, originadas pela sua degeneração moral e pela sua instabilidade política.

Sob os prevalecentes sistemas de descrença (sistemas de kufr), estas pessoas, que eram insolentes para com a divina revelação, viram-se expostas a várias pressões e injustiças. O período do Faraó (Fir’awn) é um exemplo típico referido no Alcorão. Exultante na sua opulência, o Faraó levava uma vida extravagante e o seu povo sofria, submetido á sua tirania. 

<< Faraó se envaideceu na terra e dividiu em castas o seu povo; subjugou um grupo deles, sacrificando-lhes os filhos e deixando com vida as mulheres. Ele era um dos corruptores>>. (Surah 28, Al-Qassas:4)

Em tais circunstâncias, em que as pessoas sofrem problemas económicos e sociais submetidos à tirania de líderes injustos, a necessidade de um salvador é profundamente sentida. Este salvador é a pessoa que elimina os aspectos desfavoráveis do sistema, provocados pela descrença (Kufr) do governador e do seu povo, e que trás a paz, a justiça e a segurança que acompanham a obediência a Allah e ao Seu Mensageiro.

 Depois do Profeta Moisés (as), os Filhos de Israel enfrentaram também as mesmas dificuldades sob o governo de tiranos. Eles foram afastados das suas casas e das suas terras e sofreram extremamente. Compreendendo que nem os ídolos que adoravam, nem as suas posses ou os seus antepassados os salvariam de tais indesejáveis circunstâncias, pediram ao seu Criador um rei; um salvador, que os salvasse deste cruel sistema. Allah respondeu ao pedido deste povo, e enviou-lhes Talut (Saul na Bíblia):

<< Não reparaste nos chefes dos Filhos de Israel depois (da morte) de Moisés? Eles disseram a um Profeta deles: “Designa-nos um rei, que nós combateremos pela causa de Allah”. Ele disse: “Seria possível que não combatésseis quando vos fosse ordenada a luta?” Eles disseram: “Porque não havíamos de lutar pela causa de Allah, agora que fomos expulsos das nossas casas e afastados dos nossos filhos?” Porém, quando lhes foi ordenada a luta, eles voltaram as costas, excepto, uns poucos deles. E Allah conhece os injustos.>> (Surah 2, Al-Baqara:246)

“Nunca acharás qualquer mudança na Lei de Allah”

Tendo por base as histórias referidas no Alcorão, compreendemos que aconteceu quase a mesma coisa a civilizações passadas, as quais se revoltaram contra os seus mensageiros. As circunstâncias segundo as quais as pessoas organizavam as suas vidas, o envio de mensageiros para as prevenir e a sua destruição, tudo isto segue o mesmo modelo.

   Também as sociedades modernas rapidamente sucumbiram à corrupção e à degenaração. A pobreza, a miséria e a desordem transformam as vidas das pessoas numa completa confusão, e leva-as a ansiar por uma vida pacífica, onde prevalece a virtude. Aparentemente, a justiça apenas pode prevalecer se os valores de Alcorão se tornarem predominantes entre as pessoas. Apenas pessoas que possuem valores verdadeiros podem trazer soluções a todos os problemas que as pessoas experimentam actualmente. De facto, Allah enviou profetas e mensageiros às primeiras gerações que experimentaram depressões sociais similares e, por vezes, Ele concedeu incrível riqueza e esplendor àqueles que seguiram os mensageiros. Este facto é referido no seguinte versículo:

<< Se os habitantes das cidades tivessem acreditado (em Allah) e O tivessem temido, ter-lhes-íamos concedido as bênçãos do céu e da terra. Mas, eles rejeitaram (a verdade) e, então, Nõs castigámo-los pelas acções que fizeram.>>   (Surah al-A’raf:96)

   Este versículo, bem como muitos outros que o confirmam, revela que a única forma para alcançar a felicidade e a paz consiste em aderir ao Islão. Este princípio é aplicável a gerações futuras, assim como se aplicou ás gerações precedentes. Em locais privados do Islão, prevalecem a injustiça, a insegurança e a instabilidade. Esta é a Lei de Allah. A não existência de qualquer mudança na Lei de Allah, é da seguinte forma referida no Alcorão.

 << Juraram solenemente por Allah que, se lhes fosse apresentado um admoestador, encaminhar-se-iam mais do que qualquer povo; porém, qundo um admoestador lhes chegou, nada lhes foi aumentado, senão em aversão, ensoberbecimento na terra e em conspiração para o mal; todavia, a conspiração para o mal somente assedia os seus feitores. Porvemtura, almejam algo, além da sorte dos povos primitivos? Porém, nunca acharás variações na Lei de Allah; e nunca acharás mudanças na Lei de Allah>>.  (Surah 35, Al Fáter:42-43)

A Prevalência do Islão Segundo a Alcorão

  Como mencionado na secção precedente, que Allah envia profetas e mensageiros às comunidades para as libertar da descrença e da injustiça, é algo a respeito do qual o Alcorão nos informa. Este profeta ou mensageiro conduz o seu povo à crença (a ter iman) em Allah sem a Ele outros associar, e a receá-Lo. Se a comunidade insiste em negá-Lo, ele avisa-os a respeito da ira de Allah. Allah diz que não destrói nenhuma tribo antes deste aviso ser entrgue: 

 << Não abstante, jamais destruímos cidade alguma, sem que antes tivéssemos enviado admoestadores, como uma advertência, porque nunca fomos injustos>>. (Surah 26, Ach-Chu’ara: 208-209)

 Na época em que vivemos, observamos a degeneração, quer física, quer espiritual, na sociedade largamente acompanhada pela instabilidade económica e política. Existem lacunas imensas entre pobres e ricos, e a corrupção social agrava-se constantemente. O Alcorão lembra ao Homem que após e mesmo durante estes períodos negros, Allah indica sempre o caminho para a salvação àqueles que inicialmente o desejaram. Desta forma, o Islão certamente prevalecerá em todo o mundo e a verdadeira religião substituirá todas as religiões pagãs. Aos Seus crentes verdadeiros (muminun), Allah concede as boas novas a isto referentes na Surah At-Taubah:

<< Desejam apagar a luz de Allah com as suas bocas; mas Allah não permitirá, e fará brilhar mais a Sua luz, ainda que isso desgoste os descrentes. Ele foi Quem enviou o Seu Mensageior com a Orientação e a Religião da Verdade, para fazê-la prevalecer sobre todas as religiões, ainda que isso desgoste os idólatras>>.  (Surah 9, At-Taubah 32-33)

Na Surah An-Nur, Allah informa os seus crentes verdadeiros, que se envolvem em “acções correctas”, sem a Ele associarem modelos, e que procuram simplesmente o Seu comprazer, de que obterão poder, tal como os crentes precedentes sempre obtiveram:

<< Allah prometeu, àqueles dentre vós que crêem e praticam o bem, fazê-los herdeiros da terra, como fez com os seus antepassados; consolidar-lhes a religião que escolheu para eles, e trocar a sua apreensão por tranquilidade __ Que Me adorem e não Me associem a ninguém! __ Mas aqueles que, depois disto, renegarem, serão depravados>>. (Surah 24, An-Nur:55)

Hâ um ponto que aqui merece ser mencionado. No versículo atrás citado, é referido o requisito para a difusão do Islão; a existência de crentes que são simplesmente servos de Allah, que a Ele não associam outros e que se envolvem em boas acções no Seu caminho... 

O Salvador Esperado 

O que até aqui tem sido relatado é o seguinte: em cada época, Allah respondeu ao pedido dos Seus servos, os quais necessitavam desesperadamente da Sua ajuda. Isto é também verdadeiro para esta época e para a futura. Como foi o caso das épocas precedentes, também actualmente se espera que Allah salve as pessoas da injustiça do sistema da descrença e as presenteie com as belezas do Islão.

   Espera-se especialmente que o Mundo Islâmico encontre um caminho livre da corrupção que experimenta actualmente, e que os verdadeiros crentes comuniquem os valores do Islão ao mundo inteiro. Certamente, como em todas as épocas, as pessoas esperam hoje que apareça um salvador. Este salvador, que conduzirá a humanidade da “escuridão para a luz”, é a religião do Islão. As pessoas que procuram viver segundo estes valores superiores, desafiarão todos os sistemas que negam Allah e invalidarão as ideologias corruptas.

Em resumo, Allah ajudará todos os povos como fez em épocas anteriores. Allah promete isto aos Seus servos que, de forma sincera, se voltam para Ele e Lhe têm um temor profundo.

<< São aqueles que foram expulsos injustamente dos seus lares, só porque disseram: Nosso Senhor é Allah! E se Allah não tivesse refreado os instintos malignos de uns em relação aos outros, teriam sido destruídos mosteiros, igrejas, sinagogas e mesquitas, onde o nome de Allah é frequentemente celebrado. Sabei que Allah secundará quem O secundar, em Sua causa, porque é Forte, Poderoso. São aqueles que, quando os estabelecemos na terra, observam a oração, pagam o zakat, recomendam o bem e proíbem o ilícito. E em Allah repousa o destino de todos os assuntos>>. (Surah 22, Al-Hajj:40-41)

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 22...37

JESUS (AS), FILHO DE MARIA (AS), NO ALCORÁO

Nesta secção, examinaremos os pormenores relacionados com a segunda vinda de Jesus (as), proporcionados pelas fontes mais fidedignas. A primeira dessas fontes é, definitivamente, o Alcorão, o inalterado Discurso de Allah, conforme referido no Alcorão: “Ninguém pode mudar as Suas palavras.” (Surah 6, Al-An’am:115), e a segunda é a Sunnah do Último Mensageiro de Allah, Muhammad, que Allah o abençoe e lhe conceda a paz. O Alcorão proporciona-nos informações detalhadas relativamente a muitas fases da vida de Jesus (as), incluindo o seu nascimento, a sua elevação à presença de Allah, a sua segunda vinda e a sua morte.

Jesus (as), que viveu há 2000 atrás, é um mensageiro abençoado de Allah. Encontra-se em alta estima, quer no mundo, quer no Além, tal como somos informados pelo Alcorão. A verdadeira religião por ele trazida permanece actualmente, não obstante meramente em nome. Isto é devido ao facto de, o ensinamento original comunicado por Jesus (as), se encontrar actualmente distorcido. Também o livro revelado por Allah a Jesus (as), permanece nos nossos dias apenas em nome. Actualmente, o texto original deste livro não se ancontra disponível. As fontes Cristãs sofreram várias alterações e distorções. Consequentemente, hoje, não é provável que consigamos obter conhecimentos verdadeiros relativamente a Jesus (as), tendo por base fontes Cristãs.

As únicas fontes a partir das quais podemos obter conhecimentos precisos a respeito de Jesus (as) são: o Alcorão, o Livro que Allah afirma manter inalterável até ao Dia do Juízo Final, e a Sunnah do Seu Mensageiro, Muhammad (saw). No Alcorão, Allah refere o nascimento e a vida de Jesus (as), assim como alguns dos incidentes que este encontrou durante a sua vida, do povo que o rodeava, bem como de muitos outros assuntos com ele relacionados. Além disso, os versículos Alcorânicos informam-nos também a respeito da vida de Maria (Maryam) (as) antes desta dar à luz Jesus (as), de como ela engravidou de forma miraculosa e a forma como as pessoas em seu redor reagiram a este acontecimento. Além disso, Allah transmite a boa nova de que Jesus (as) regressará à terra uma segunda vez, no fim dos tempos. Nesta secção, encontrareis algumas das informações dadas no Alcorão a respeito de Jesus (as). 

O nascimento de Maria (Maryam) e o modo como foi educada

Maria (as), a qual foi escolhida para dar à luz Jesus (as), nasceu numa época de desordem, durante a qual os Filhos de Israel depositavam todas as suas esperanças na vinda de um Messias. De todo inconsciente de ser ela o centro de todas as esperanças, Maria foi excepcionalmente escolhida por Allah para este dever abençoado e educada em conformidade com o mesmo. Maria descendia de uma família nobre, a família de ‘Imran. Allah escolheu esta família de entre todas as restantes famílias.

Os membros da família de ‘Imran eram conhecidos como sendo pessoas que possuíam uma profunda fé em Allah. Eles dirigiam-se a Ele em todos os actos que executavam, e observavam meticulosamente os Seus limites. Quando a esposa de ‘Imran percebeu que estava grávida, dirigiu-se ao seu Criador e orou, devotando a pessoa que se encontrava em seu útero ao serviço de Allah. Allah refere isto no Alcorão:

<< (Lembra-te de) quando a mulher de ‘Imran disse: “Ó meu Senhor! Consagrei-te o que está no meu ventre, liberto de tudo; portanto, aceita-o de mim; na verdade, Tu és o que ouve e sabe tudo”. Quando ela deu à luz disse: “Ó meu Senhor! Eu dei à luz uma menina!” ─ E Allah bem sabia o que ela dera à luz ─ “E o macho não é como a fêmea; dei-lhe o nome de Maryam, e ponho-a, bem como a sua descendência, sob a Tua protecção, contra Satanás, o amaldiçoado>>.   (Surah 3, Al ‘Imran: 35-36)

   Quando Maria nasceu, a esposa de Imran procurou apenas o comprazer de Allah. Ela dirigiu-se para Allah e colocou Maria e a sua descendência à Sua segurança do chaytan amaldiçoado. Em resposta à sua sinceridade e à sua oração, Allah concedeu a Maria nobres virtudes. No Alcorão, Allah explica como Maria foi entregue à Sua protecção e cuidado meticuloso. “O seu Senhor aceitou-a com aprovação e fê-la crescer saudável e bela.” (Surah 3, Al ‘Imran: 37) Zakariyya (Zacarias) tornou-se o guardião de Maria e durante o tempo que passaram juntos, compreendeu que ela fora favorecida com qualidades excepcionais. Além disso, Allah concedeu-lhe graças “sem conta”:

<< ... Cada vez que Zacarias entrava no mihráb (oratório) para visitá-la, encontrava-a provida de alimentos. Ele disse: “Ó Maria! De onde te vem isto?” Ela disse: “De Allah: na verdade, Allah providencia o alimento a quem deseja, imensuravelmente”>>.   (Surah 3, Al ‘Imran: 37)

   Da mesma forma que Allah escolheu a família de ‘Imran, escolheu também Maria, um dos membros da família de ‘Imran, e concedeu-lhe uma educação excepcional. Allah purificou Maria e escolheu-a de entre todas as outras mulheres. Os seus atributos encontram-se referidos Alcorão da seguinte forma:

   << E (lembra-te) quando os anjos disseram: “Ó Maria! Na verdade, Allah escolheu-te e purificou-te ─ e escolheu-te acima das mulheres de todas as nações. Ó Maria! Sê obediente ao teu Senhor, prostra-te e curva-te com os que curvam (na adoração)”>>.   (Surah 3, Al ‘Imran: 42-43)

   Na comunidade em que vivia, Maria tornou-se uma pessoa conhecida pela lealdade e sinceridade que mostrava para com Allah. Ela é particularmente caracterizada como uma mulher “que guardava a sua castidade”. Na Surah 66, At-Tahrim, encontramos o seguinte a este respeito:

   <<E com Maria, filha de Imran, que conservou o seu pudor, e a qual alentamos com o Nosso Espírito, por ter acreditado nas palavras do seu Senhor e nos Seus Livros, e por se Ter contado entre os obedientes.>> (Surah 66, At-Tahrim: 12)

Maria Engravida

<< E menciona Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo para um local que dava para o leste. E colocou uma cortina para ocultar-se dela (da família), e lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu personificado, como um homem perfeito. Disse-lhe ela: Guardo-me de ti no Clemente, se é que temes a Deus. Ele disse-lhe: Sou tâo-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado.  (Surah 19, Maryam: 16-19)

Como informados nos versículos atrás mencionados, após o fim de uma das fases do seu treino, Maria abandonou o seu povo, indo para um local situado a oriente e aí permaneceu parte da sua vida. Foi exactamente nesta fase da sua vida que, por ordem de Allah, Jibril (Gabriel) apareceu a Maria. Esta, por ser uma mulher nobre e casta, ficou profundamente perturbada ao ver um estranho. Contudo, Jibril explicou-lhe que era um anjo enviado por Allah, para lhe comunicar a boa nova da vinda de um filho:

 << E quando os anjos disseram: Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah”>>.  (Surah 3, Al ‘Imran:45)

   Ao receber esta boa nova, Maria colocou a questão de como poderia ela ter um filho, quando homem algum lhe havia ainda tocado sequer:

<< Ela disse: “Ó meu Senhor! Como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou? Ele disse: “Assim é: Allah cria o que deseja; quando Ele ordena uma coisa, apenas diz: “Sê”, e ela acontece”>>.  (Surah 3, Al ‘Imran: 47)

Durante o tempo em que Maria permaneceu no “local distante” mencionado nos versículos atrás citados, Allah correspondeu ao seu sustento, quer fisica, quer materialmente. Durante a sua gravidez, Maria encontrou-se completamente sob a Sua protecção e cuidado. Todas as suas necessidades eram particularmente conhecidas por Allah. Entretanto, ao escolher um local isolado para sua morada, Allah preveniu todo o mal que, porventura, lhe pudesse ser infligido por pessoas desprovidas de compreensão para com esta situação.

Jesus (as) é uma Palavra de Allah

No Alcorão, Allah chama a nossa atenção para o facto de que, desde o seu nascimento até à sua morte, Jesus (as) era muito diferente de todos os outros homens à face de terra. O Alcorão confirma o seu nascimento virginal, um tipo de criação com o qual não estamos familiarizados. Antes do seu nascimento, Allah informou a sua mãe a respeito de muitos dos atributos de Jesus (as), incluindo o de que ele fora enviado como um Messias aos Filhos de Israel. Ele foi também declarado como sendo “uma Palavra de Allah”:

<<O Messias, Jesus, filho de Maria, foi (apenas) um Mensageiro de Allah e a Sua Palavra que Ele insuflou em Maria; e um Espírito vindo d’Ele... ─ (Surah 4, An-Nissa: 171) ─ << E quando os anjos disseram: “Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah”>>.  (Surah 3, Al ‘Imran: 45)

Allah escolheu o seu nome antes do seu nascimento, tal como fez com Yahya (João) (as). Normalmente, as famílias escolhem os nomes dos seus filhos. Contudo, no caso de Jesus (as), foi diferente. Allah deu-lhe o nome de o Messias, Jesus, o filho de Maria. Esta é uma das mais explícitas indicações de que Jesus (as) foi criado de modo diferente do das outras pessoas.

De facto, tal como o seu nascimento, os milagres por ele realizados ao longo da sua vida, e o modo como foi elevado à presença de Allah, são sinais da sua diferença relativamente às outras pessoas.

O Nascimento de Jesus (as) 

Como é bem sabido, o nascimento é um processo muito dificil que exige muito cuidado. Dar à luz um bebé sem a assistência de uma pessoa experiente e o devido cuidado médico é dificil. Contudo, Maria, completamente só, foi bem sucedida no parto, graças à sua lealdade para com Allah e a confiança que n’Ele depositava.

Enquanto sofria as fortes dores do parto, Allah inspirava-a e instruía-a a cada passo. Desta forma, Maria deu à luz o seu filho sem esforço e nas melhores circunstâncias. Isto foi uma grande graça para com Maria:

<<As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: “Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida”. Porém, chamou-a uma voz, junto a ela: “Não te atormentes, porque teu Senhor fez correr um riacho a teus pés! E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras maduras e frescas. Come, pois, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma”>>. (Surah 19, Maryam: 23-26)

Jesus (as) falou enquanto ainda estava no berço

<<E (recorda-te) também daquela que conservou a sua castidade (Maria) e a quem alentamos com o Nosso Espírito, fazendo dela e de seu filho sinais para a humanidade.>>   (Surah 21, Al-Anbiya: 91)

Um dos acontecimentos com que Allah testou o povo de Maria, foi o nascimento de Jesus (as). Este nascimento, que representava um acontecimento raro para as pessoas, foi um teste, quer para Maria quer para o seu povo. Na verdade, o modo pelo qual Jesus (as) nasceu foi um milagre, utilizado por Allah para chamar as pessoas para a verdadeira fé e uma das mais explícitas evidências da existência de Allah. Contudo, o povo de Maria não conseguiu compreendê-lo e desconfiou dela:

<<Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços. E lhes disseram: Ó Maria! Eis que fizeste algo extraordinário! Ó irmã de Aarão, teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade! >>  (Surah 19, Maryam: 27-28)

Como explicado nos versículos em cima mencionados, depois que Maria regressou do local distante onde se encontrava, trazendo consigo Jesus (as), o seu povo não lhe permitiu explicar-se. Supuseram que Maria cometera um acto chocante e indecente, limitando-se simplesmente a difamarem-na de forma horrível. Contudo, aqueles que difamaram Maria, conheciam-na praticamente desde o dia do seu nascimento e estavam conscientes da sua pureza e da sua piedade (taqwa), idênticas às dos outros membros da família de ‘Imran.

Certamente, estes acusações e difamações constituíam um teste para Maria. É evidente que uma pessoa, assim tão pura e piedosa, não agiria como culpada. Isto foi apenas um teste para Maria. desde o momento do seu nascimento, Allah ajudou-a sempre e transformou em bem tudo o que ela fazia. Em contrapartida, Maria sabia que tudo acontece por Vontade de Allah e somente Allah podia provar a natureza infundada de tais difamações.

De facto, Allah proporcionou conforto a Maria e inspirou-a a permanecer quieta. Allah instruiu-a a não falar com o seu povo mas a apontar para Jesus (as), se estes se aproximassem dela com o intuito de a acusarem. Desta forma, Maria evitava qualquer problema, como o que uma descussão provavelmente originaria. O único que providenciaria as respostas mais precisas para o povo era Jesus (as). Quando Allah deu a boa nova do nascimento de Jesus (as) a Maria, Ele informou-a tambèm de que ele falaria claramente enquanto estivesse ainda no berço.

<< Ele falará às pessoas, ainda no berço, bem como na maturidade. E pertencerá ao número de justos>>.  (Surah 3, Al ‘Imran: 46)

Assim, Allah facilitou as coisas a Maria e, através das palavras de Jesus (as), proporcionou a verdadeira explicação para o povo. Com tal milagre, a descrença do povo que rodeava Maria desapareceu simplesmente:

<< Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: “Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?” Ele lhes disse: “Sou o servo de Allah, o Qual me concedeu o Livro e me designou com profeta. Fez-me abençoado, onde quer qeu eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado”>>.   (Surah 19, Maryam: 29-33)

Sem dúvida, um bebé que fala fluentemente ainda no berço, constitui um grande milagre. O povo de Maria ficou atónito ao ouvir estas palavras de sabedoria de um bebé de berço, e esta ocasião provou-lhes que o seu nascimento era um milagre. Todos estes acontecimentos miraculosos mostraram que o bebé que estava no berço era um mensageiro de Allah.

Esta é a ajuda que Allah proporcionou a Maria, em troca da confiança que n’Ele ela depositara. Ao mostrar um tão impressionante milagre, ela respondeu às difamações que contra si eram levantadas. Contudo, Allah informa-nos de que um doloroso desastre aguardava aqueles que persistiam nos seus maus pensamentos a respeito de Maria, não obstante este milagre:

 << E por causa da sua descrença e por proferirem a respeito da Maria uma calúnia grave>>. (Surah 4, An-Nissa: 156)

Os Milagres de Jesus (as)

Com a permissão de Allah Jesus (as) realizou muitos outros milagres, isto para além do seu nascimento virginal e a da declaração da sua profecia enquanto recém-nascido. De facto, estes dois milagres eram suficientes para revelar a natureza axtraordinária de Jesus (as). Afinal, somente um milagre pode fazer com que uma criança recém-nascida fale tão racionalmente e com fé: 

<< Então, Allah dirá: "Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria...”>>.   (Surah 5, Al-Ma’idah: 110)

No Alcorão, os milagres de Jesus (as) estão assim referidos:

<<E (fará dele) um Mensageiro para os Filhos de Israel (dizendo-lhes): Na verdade, eu vim para vós com um Sinal do vosso Senhor, em que faço para vós, de um pedaço de barro, a figura de um pássaro; assopro-a, e ele transforma-se num pássora (vivo) com a permissão de Allah; e curo o cego de nascença, e o leproso, e faço ressuscitar os mortos com a permissão de Allah; e digo-vos o que comeis e o que armazenais em vossas casas. Na verdade, nisso está um Sinal para vós, se sois crentes; (Sura Al ‘Imran: 49)

Não obstante todos estes extraordinários acontecimentos até aqui referidos, algumas pessoas rejeitaram arrogantemente os milagres de Jesus (as) e disseram que estes eram magia.

Jesus (as) Comunica a Mensagem e Algumas das Dificuldades por ele Enfrentadas

Na época em que Jesus (as) foi enviado, o povo de Israel encontrava-se em completo tumulto, tanto no aspecto político como económico. Por um lado, existiam as cruéis condições infligidas ao público e, por outro, crenças e seitas divergentes que dificultavam a vida.

O Messias que o povo há tanto esperava era Jesus (as). Por vontade de Allah, Jesus (as) falou quando estava ainda no berço, indicando, assim, ás pessoas que o Messias que aguardavam havia chegado. A partir de então, muitos depositaram nele as suas esperanças em busca de orientação.

No entanto, houve também pessoas que recusaram aceitar Jesus (as). Os apoiantes do sistema descrente da época, em particular, consideravam-no simplesmente como uma ameaça à sua existência. Por este motivo, planearam matá-lo mal ouviram falar dele. Para seu horror, contudo, os seus planos encontravam-se, logo à partida, condenados ao fracasso. No entanto, isto não os impediu de se declararem inimigos de Jesus (as), enquanto este cumpria a sua missão.

Não obstante, não foram apenas os descrentes aqueles que se colocaram contra Jesus (as). Durante aquele período, por várias razões, a maioria dos rabis tomou partido contra Jesus (as), insistindo que este abolira a sua religião e, certamente devido à sua oposição a um Mensageiro de Allah, tornaram-se descrentes. O que na realidade Jesus (as) fez, foi apenas chamar o povo para o verdadeiro caminho, e eliminar as falsas regras introduzidas no Judaísmo pelos próprios rabis. O povo de Israel distorcera a sua religião, proibindo o que era permitido pela revelação original, e permitindo o que era proibido pela mesma. Deste modo, haviam mudado completamente o verdadeiro caminho revelado por Allah. Dado isto, Allah enviou Jesus (as) para purificar a verdadeira religião de todas as inovações nela incorporadas numa fase precedente. Jesus (as) chamou o seu povo para o Injil (Evangelho), o qual confirmava a verdadeira Tora (Tawrah) revelada o Moisés (Mussa) (as). O versículo em causa no Alcorão é o senguinte:

<< E venho confirmar o que existia antes de mim na Tora, e tornar legal parte do que vos estava proibido; E vim para vós como um. Sinal do vosso Senhor. Portanto, temei a Allah eobedecei-me>>. (Surah 3, Al ‘Imran: 50) 

Num outro versículo, Allah informa-nos de que o Evangelho revelado a Jesus (as) era uma orientação para os crentes para o verdadeiro caminho, e para os ajudar a discernir entre o bem e o mal. Era também um livro que confirmava a Tora:

<< E nas suas pegadas (dos profetas) Nós enviamos Jesus, filho de Maria, para confirmar aquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora; e Nós demos-lhe o Evangelho onde há Orientação e Luz, e a confirmação daquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora: uma orientação e admoestação para aqueles que temem>>. (Surah 5, Al-Ma’idah: 46)

As pessoas proeminentes de entre os Filhos de Israel, mais preocupadas com as regras que se haviam tornado tradição, duvidaram do que Jesus (as) trouxera. Isto deveu-se simplesmente ao facto de, na sua opinião, Jesus (as) não enfatizar as regras tradicionais, chamando antes o povo para a devoção a Allah, para a renúncia ao mundo, para a sinceridade, a fraternidade e a honestidade. Ao encontrarem um modo diferente de entender a religião, os Judeus sentiram-se frustrados com o aconselhado por Jesus (as). No Alcorão, Allah refere assim o modo como Jesus (as) comunicou os mandamentos de Allah:

<< E quando Jesus lhes apresentou as evidências, disse: Trago-vos a sabedoria, para elucidar-vos sobre algo que é objecto das vossas divergências. Temei, pois, a Allah, e obedecei-me! Allah é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois! Eis aqui a senda recta! Porém, os partidos discreparam entre si. Ai dos iníquos, quanto ao castigo do dia doloroso!>> (Surah 43, Az-Zukhruf: 63-65)

A sinceridade e a atitude diferente de Jesus (as) atraiu a atenção do povo. O número dos seus seguidores aumentava constantemente.

Os Judeus Afirmam ter morto Jesus (as)

Sem dúvida alguma, estamos todos familiarizados com a alegação de que os Romanos crucificaram Jesus (as). Como refere a alegação, os Romanos e os rabis Judeus arrastaram Jesus (as) e crucificaram-no. De facto, todo o mundo Cristão abraça a crença de que Jesus (as) morreu, mas que depois voltou à vida e ascendeu aos céus. Contudo, quando nos referimos ao Alcorão, verificamos que o que realmente aconteceu não é conforme se acredita:

E por dizerem: “Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” ─ mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-o até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio>>.  (Surah 4, An-Nissa’: 157-158)

O facto que o Alcorão nos revela é óbvio. A tentativa dos Romanos, provocada pelos Judeus, para assassinar Jesus (as), mostrou ser mal sucedida. A expressão citada a partir do versículo em cima mencionado “... apenas isso lhes foi simulado” explica a verdadeira natureza deste acontecimento. Jesus (as) não foi assassinado mas elevado à presença de Allah. Além disso, Allah chama a nossa atenção para o facto de que, aqueles que isto afirmaram, nada sabiam a respeito da verdade. De novo, num outro versículo, Allah diz que, Ele Próprio, receberia Jesus (as) de volta e que Ele o elevaria para Si:

<< Quando Allah disse: “Q Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei dessses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis”>>.   (Surah 3, Al ‘Imran: 55)

Analisaremos o real significado da palavra “tomar-te-ei” no capítulo seguinte. Outras importantes provas, que o Alcorão nos proporciona relativamente a este assunto, são as expressões gerais usadas para a morte de outros profetas. As expressões usadas no Alcorão para a morte ou para o assassinato de profetas, são muito claras. Por exemplo, na Surat an-Nissa’:155, existe um exemplo explícito. O versículo seguinte: <<(Eles incorreram no Divino descontentamento): por terem quebrado o seu pacto; por terem rejeitado os versículos de Allah; por terem assassinado os Profetas sem direito algum para o fazerem; e por terem dito: “Os nossos corações estão insensíveis”. Allah lhes selou os corações, pela sua descrença, ...>>. A expressão usada para Jesus (as) no Alcorão é muito clara: “Eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado”. Esta referência realça o facto de que Jesus (as) não foi morto, independentemente do método utilizado para este fim.

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 38-54

O REGRESSO DE JESUS (AS) À TERRA

Jesus (as) Não Morreu

Um exame aos versículos do Alcorão relacionados com Jesus (as), indicam que Jesus (as) não morreu nem foi morto, mas que foi elevado à presença de Allah.

Como atrás mencionado, na Surat an-Nissa’, é referido que Jesus (as) não foi morto mas elevado à presença de Allah. O versículo em questão é o seguinte:

<< E por dizerem: “Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio>>.   (Surah 4, An-Nissa’: 157-158)

Em algumas traduções Inglesas, verificamos que alguns outros versículos estão traduzidos, para transmitir a sensação de que o Profeta Jesus (as) morreu antes de ter sido elevado à presença de Allah. Estes versículos são os seguintes:

Allah disse: “Q Jesus (a.s.)! Na verdade, causar-te-ei a morte (tawaffa), e elevar-te-ei a Mim...”  (Surah 3, Al ‘Imran: 55)

No 117° versículo da Surat al-Ma’idah, o acontecimento narrado segundo as palavras do Profeta Jesus (as), encontra-se também traduzido de modo a sugerir que ele morreu:

“E não lhes disse senão o que Tu me ordenaste dizer: ‘Adoria Allah meu Senhor e vosso Senhor’. E fui uma testemunha do que eles fizeram durante o tempo em que vive entre eles; e quando Tu causaste-me a morte (tawaffa), Tu foste o único Vigilante sobre eles. E Tu és testemunha de todas as coisas”.  (Surah 5, Al-Ma’idah: 117)

Contudo, os significados Arábicos dos versículos atrás mencionados, indicam que o Profeta Jesus (as) não morreu no sentido por nós conhecido. Em Arábico, a palavra que nestes versículos é traduzida como “morreu” é “tawaffa”, e vem da raiz “wafa ─ cumprir”. Tawaffa não significa realmente “morte” mas o acto de “tomar/elevar/recolher (a alma)”, quer no sono, quer na morte. Tendo uma vez mais o Alcorão como base, compreendemos que “tomar/recolher/acolher (a alma)” não significa necessariamente morte. Por exemplo, num versículo em que é usada a palavra “tawaffa”, tal não significa a morte de um ser humano, mas sim “recolher/acolher (a alma) durante o seu sono”:

<< Ele é Quem vos recolhe durante o sono e sabe o que fizestes durante a dia; e vos reanima outra vez para a vida do mundo, para que seja cumprido o termo que vos foi determinado. E depois disto, é para Ele o vosso regresso. Então, Ele, vos proclamará as acções praticadas por vós>>. (Surah 6, Al-An’am: 60)

A palavra neste versículo usada para “recolher”, é a mesma que a usada na Surah Al ‘Imran:55. Por outras palavras, em ambos os versículos, a palavra “tawaffa” é usada e é obvio que a pessoa não morre durante o seu sono. Consequentemente, e uma vez mais, o que isto significa é “tomar”.

O mesmo é também verdade para o seguinte versículo: 

<< Deus recolhe as almas (tawaffa), no momento da morte e, dos que não morreram, ainda (recolhe) durante o sono. Ele retém aqueles cujas mortes tem decretadas e deixa em liberdade outros, até um término prefixado. Em verdade, nisto há sinais para os sensatos.  (Surah 39, Az-Zumar: 42)

Como sugerido por estes versículos, Allah recolhe a alma dequele que se encontra adormecido. Contudo, Ele liberta as almas daqueles cujas mortes não foram ainda decretadas. Neste contexto, no seu sono, a pessoa não morre no sentido em que percebemos a morte. Por um período temporário apenas, a alma deixa o corpo e permanece numa outra dimensão. Quando a pessoa acorda, a alma regressa ao corpo! (1)

Imam al-Qurtubi torna claro que existem três significados para o termo “wafat”: o wafat da morte, o wafat do sono e, por último, o wafat de ser elevado a Allah. Como no caso de Sayyiduna “Issa (as) (Jesus).

Para concluir, podemos dizer que Jesus (as) pode ter estado num estado especial, elevado à presença de Allah. O que ele realmente sentiu não foi a morte no sentido com que estamos familiarizados, mas somente uma partida desta dimensão. Seguramente, Allah é Quem melhor o sabe. 

Jesus (as) Regressará à Terra

Com base no que até aqui tem sido referido, é evidente que Jesus (as) não morreu, mas que foi elevado à presença de Allah. Contudo, há um ponto sublinhado pelo Alcorão: o de que Jesus (as) regressará à Terra.

O Alcorão declara explicitamente o regresso de Jesus (as) à terra. 

A Surah Al ‘Imran:55 é um dos versículos que indicam que Jesus (as) regressará à terra:

<< Quando Allah disse: “Ó Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei dessses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis>>. (Surah 3, Al ‘Imran: 55)

O referido no versículo, “e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição” é importante. Há aqui referência a um grupo estrito que aderiu a Jesus (as), e que se manterá acima dos descrentes até ao Dia do Juízo Final. Bem, quem são estes seguidores, então? São estes os discípulos que viveram no tempo de Jesus, ou serão os Cristãos de hoje?

Durante a sua vida, os seguidores de Jesus (as) foram poucos. Após a sua morte, a essência da religião rapidamente se degenerou. Além disso, as pessoas conhecidas como os discípulos, enfrentaram sérias pressões durante as suas vidas. Durante os dois séculos que se sucederam, sem possuírem poder político algum, estes Cristãos que acreditavam em Jesus (as) viram-se também oprimidos. Neste caso, não é possível dizer que os primeiros Cristãos, ou os seus sucessores, durante estes períodos eram fisicamente superiores aos descrentes no mundo. Podemos, logicamente, pensar que este versículo não se refere a eles.

Por outro lado, quando olhamos para os Cristãos de hoje, verificamos que a essência da Cristandade mudou imenso, e que é muito diferente da que, originalmente, Jesus (as) trouxe à humanidade. Os Cristãos abraçaram a ideia pervertida que surgiu de que Jesus (as) é o filho de Deus e, similarmente, a doutrina da trindade (O Pai, o Filho e o Espírito Santo). Neste caso, é errado aceitar os Cristãos de hoje como os seguidores de Jesus (as). Em muitos versículos do Alcorão, Allah refere que aqueles que acreditam na trindade são, com certeza, descrentes:

 << São descrentes os que dizem: “Na verdade, Allah é um dos três da Trindade”: pois não há divindade alguma além do Deus Único>>. (Surah 5, Al-Ma’idah: 73)

Neste caso, o comentário à afirmação: “E Eu colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até eo Dia da Ressurreição” é o seguinte: primeiro, é dito que estas pessoas são os Muçulmanos, que são os únicos seguidores verdadeiros dos ensinamentos autênticos de Jesus (as); segundo, é dito que estas pessoas são os Cristãos, quer estes tenham ou não abraçado crenças idólatras, o que pode ser visto como estando confirmado pela posição dominante que Cristãos nominais mantêm actualmente na terra. Contudo, ambas as posições serão unificadas pela chegada de Jesus (as), uma vez que este abolirá o jizyah, o que significa que ele não aceitará que Cristãos e Judeus sigam uma outra religião que não o Islão e, deste modo, unirá todos os crentes como Muçulmanos.

O Profeta e último Mensageiro de Allah (saw), trouxe também a boa nova do regresso de Jesus (as). Os eruditos dos ahadice (citações dos ditos e das tradições do Profeta Muhammad) dizem que os ahadice a este respeito, no qual o Mensageiro de Allah (saw) disse que o Profeta Jesus (as) descerá entre os povos como um líder antes do Dia do Juízo             Final, alcançaram o estatuto de mutawatir. Isto significa que foram referidos por tantas pessoas de diferentes gerações, a partir de um grande grupo dos Companheiros, que não se pode de forma alguma duvidar da sua autenticidade. Por exemplo:

Abu Hurairah (ra) referiu que o Mensageiro de Allah, que a paz esteja com ele, disse: “Por Aquele em Cujas Mãos está aminha alma, certamente que o filho de Maryam em breve descerá entre vós como um juiz justo, e quebrará a cruz, matará o porco e abolirá o jizyah, e a riqueza será tão abundante que ninguém a aceitará, até uma única prostração será melhor do que o mundo e tudo nele”. (Sahih al-Bukhaari)

Jabir ibn ‘Abdullah disse: “Ouvi o profeta, que Allah o abençoe e lhe conceda a paz, dize: “Uma parte da minha ummah munca parará de lutar vitoriosamente pela verdade até ao Dia do Juízo Final”. Ele disse, “Então, ‘Issa ibn Maryam, que a paz esteja com ele, descerá e o seu emir dirá: “Vem e guia-nos na oração,” mas ele responderá, “Não! Alguns de vós sois emires sobre outros”, conforme demonstradores de honra de Allah a esta ummah.”  (Sahih Muçlim)

Abu Hurairah (ra) contou, “O Profeta, que a paz esteja com ele, disse: “Não existe profeta algum entre mim e ele, isto é, ‘Issa, que a paz esteja com ele. Ele descará (à terra). Quando o virdes, reconhecei-o: um homem de estatura média, face corada, que usa duas vestes de amarelo vivo, parecendo pingar da sua cabeça embora ele não esteja molhado. Ele desafiará as pessoas para a causa do Islão. Ele quebrará a cruz, matará o porco e abolirá o jizyah. Allah fará parecer todas as religiões com excepção do Islão. Ele destruirá o Dajjal e viverá na terra por quarenta anos e, então, morrerá. Os Muçulmanos rezarão por ele.”  (Abu Dawud)

Inicialmente nesta secção, analisámos os versículos 157-158 da Surat an-Nissa’. Precisamente a seguir a estes versículos, Allah refere o seguinte na Surat an Nisa:159: 

<< E ninguém, nos Povos do Livro, deixará de crer nele, antes de sua morte; e no dia da Ressurreição ele será uma testemunha contra eles>>. (Surah 4, An Nissa’: 159)

O em cima referido “ninguém ... deixará de crer nele, antes da sua morte” é importante.

Alguns eruditos referiram que o “ele” deste versículo é usado para o Alcorão e, desta forma, chegaram à seguinte interpretação: não existirá ninguém de entre o povo do Livro que não tenha fé no Alcorão antes de (uma pessoa de entre povo do livro) morrer.

Não obstante, nos versículo 157 e 158, que são os dois versículos procedentes a este, o mesmo “ele” é indubitavelmente usado para Jesus (as) :

<< E por dizerem: “Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah” ─ mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram>>. (Surah 4, An-Nissa’: 157)

<< Outrossim, Allah elevou-o até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio>>.    (Surah 4, An-Nissa’: 158)

Precisamente a seguir a estes versículos na Surat an-Nissa’: 159, não existe nenhuma prova que indique que o “ele” é usado para referir outro que não Jesus (as):

<< E ninguém, nos Povos do Livro, deixará de crer nele, antes da sua morte; e no dia da Ressurreição ele será uma testemunha contra eles >>.  (Surah 4, An Nissa’: 159)

No Alcorão, Allah informa-nos que no Dia do Juízo Final, as “línguas, mãos e pés testemunharão contra eles a respeito do que fizeram” (Surah 24, An-Nur:24 e Surah 36, Yá-Sin:65). A partir da Surah 41, Fussilat:20-23, aprendemos que “a audição, a vista e a pele testemunharão contra nós.” Contudo, em nenhum dos versículos existe referência ao “Alcorão como uma testemunha”. Se aceitarmos que o “ele” da primeira frase se refere ao Alcorão ─ embora gramaticalmente ou logicamente nós não tenhamos qualquer evidência ─ então devemos também aceitar que o “ele” no segundo comentário também se refere ao Alcorão. Para aceitar isto, contudo, deveria existir um versículo explícito a confirmar este ponto de vista. Contudo, o comentador Ibn Juzayy não menciona a possibilidade do Alcorão ser o “ele” referido, e Ibn Juzayy transmite as concepções de todos os principais comentadores na sua obra.

Quando nos referimos so Alcorão, vimos que quando o mesmo pronome pessoal é usado para o Alcorão, geralmente há menção ao Alcorão antes e após esse versículo específico, como nos casos das Surah 27, An-Naml:77 e Surah 26, Ach-Chu’ara:192-196. O versículo define directamente que o Povo do Livro terá fé em Jesus (as) e que ele Jesus (as) será uma testemunha contra eles.

O segundo ponto é relativo à interpretação da expressão “antes dele morrer”. Alguns pensam que isto é “ter fé em Jesus (as) antes da sua própria morte.” De acordo com esta interpretação, todos de entre o povo do Livro acreditarão definitivamente em Jesus (as) antes de enfrentarem a sua própria morte. No tempo de Jesus, contudo, os Jodeus, definidos como o povo do Livro, não só não tinham fé em Jesus, como tentaram também matá-lo. Por outro lado, não seria razoável dizer que Judeus e Cristãos que viveram e morreram após a época de Jesus têm fé nele ─ o tipo de fé descrito no Alcorão.

Para concluir, quando fazemos uma estreita avaliação do versículo, chegamos à seguinte conclusão: antes da morte de Jesus (as), todo o Povo do Livro terá fé nele. (2)

No seu verdadeiro sentido, o versículo revela factos planeados, que são os seguintes:

Em primeiro lugar, é evidente que o versículo se refere ao futuro, porque menciona a morte de Jesus (as). Contudo, Jesus (as) não morreu mas foi elevado à presença de Allah. Jesus (as) regressará de novo à terra, viverá por um tempo especificado e, então, morrerá.

Em segundo lugar, todos os povos do Livro terão fé nele. Este é um acontecimento que ainda não ocorreu, mas que definitivamente acontecerá no futuro.

Consequentemente, pela expressão “antes dele morrer”, há uma referência a Jesus (as). O povo do Livro vê-lo-á, conhecê-lo-á e obedecer-lhe-á enquanto ele estiver vivo. Entretanto, Jesus (as) testemunhará contra eles no Último Dia. Allah, seguramente, é Quem melhor o sabe.

Que Jesus (as) regressará à terra aquando do fim dos tempos está referido num outro versículo na Surah 43, Az-Zukhruf: 61.

Recuando até à Az-Zukhruf: 57, há referência a Jesus (as):

<< E quando é dado como exemplo o filho de Maria (Jesus), eis que o teu povo o escarnece! E dizem: Porventura, nossas divindades não são melhores do que ele? Porém, tal não aventaram, senão com o intuito de disputa. Esses são os litigiosos!

Ele (Jesus) não é mais do que um servo sobre quem lançámos a Nossa benção, e do qual fizemos um exemplo para os israelitas.

E, se quiséssemos, teríamos feito a vossa prole de anjos, para que vos sucedessem na terra>>.  (Surah 43, Az-Zukhuruf: 57-60)

Precisamente a seguir a estes versículos, Allah declara que Jesus (as) será um sinal do Dia do Juízo Final:

<< E ele (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda recta.  (Surah 43, Az-Zukhuruf: 61)

Ibn Juzayy refere que o principal significado deste versículo é o de que Jesus (as) é um sinal ou uma condição prévia da Última Hora. Podemos dizer que este versículo é uma indicação clara de que Jesus (as) regressará à terra no fim dos tempos. Isto deve-se ao facto de Jesus (as) ter vivido seis séculos antes da revelação do Alcorão. Consequentemente, não podemos interpretar a sua primeira vinda como um sinal do Dia do Juízo Final. O que este versículo realmente indica é que Jesus (as) regressará à terra aquando do fim dos tempos. Isto é, durante o último período de tempo que antecede o Dia do Juízo Final, e isto será um sinal do Dia do Juízo Final. Allah certamente é Quem melhor e sabe.

O Arábico do versículo “Ele será um Sinal da Hora” é “Innahu la ‘ilmun li’s-sa-‘ati...” Algumas pessoas interpretam o pronome “hu” (ele) neste versículo como sendo o Alcorão. Contudo, os versículos precedentes indicam explicitamente que Jesus (as) está mencionado no versículo: “ Ele não é mais do que um servo sobre quem lançámos a Nossa benção, e do qual fizemos um exemplo para os israelitas.” (3)

Em Sahih Muçlim, é também referido que os ahadice onde é dito que o Profeta Jesus (as) descerá entre as pessoas no fim dos tempos, alcançou o estado de mutawatir, i.é, o de ser narrado por tantas pessoas de cada geração que não é possível haver qualquer dúvida da sua autenticidade, e que é referido como sendo um dos maiores sinais do Dia do Juízo Final.    (Sahih Muçlim, 2/58)

Hudhayfah ibn Usayd al-Ghifari disse: “O Mensageiro de Allah (saw) chegou junto de nós inesperadamente, enquanto estávamos envolvidos numa discussão. Ele perguntou: “O que estão a discutir?” Nós respondemos: “Estamos a discutir a Última Hora.” A este respeito, ele disse: “Não chegará até que vejam dez sinais que a precedem – e (nesta conexão) ele mencionou o fumo, o Dajjal, a besta, o nascer do sol a oeste, a descida de ‘Issa o filho de Maryam (as), Yajuj e Majuj, e deslizamentos de terra em três locais, um a oriente, outro a ocidente e um outro na Arábia, no fim dos quais o fogo brotará fortemente do Yemen, e conduzirá as pessoas ao local da sua reunião.”    (Sahih Muçlim)

Um outro versículo que indica a segunda vinda de Jesus (as) é o seguinte:

<< E quando os anjos disseram: “Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah. Ele falará às pessoas, ainda no berço, bem como na maturidade. E pertencerá ao número de justos. Ela disse: “Ó meu Senhor! Como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou? Ele disse: “Assim é: Allah cria o que deseja; quando Ele ordena uma coisa, apenas diz: “Sê”, e ela acontece”. “E Ele ensinar-lhe-á o Livro, a Sabedoria, a Tora e o Evngelho...>>. (Surah 3, Al ‘Imran: 45-48)

No versículo, é anunciado que Allah instruirá Jesus (as) a respeito do Injil, da Tora e do “Livro”. Sem dúvida alguma, este livro em questão é muito importante. Encontramos a mesma expressão na Surah 5, Al-Ma’idah:110:

<< Então, Allah dirá: “Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria, a Tora e o Evangelho; e como tu moldaste o barro dando-lhe uma forma de ave, com Minha permissão...>>.    (Surah 5, Al-Ma’idah:110)

Quando analisamos o “Livro” em ambos os versículos, vimos que pode indicar o Alcorão. Em primeiro lugar, existe apenas um livro divino conhecido na terra, para além da Torah, do Zabur e do Injil. Além disso, num outro versículo do Alcorão, a seguir à Torah e ao Injil, a palavra “Livro” é usada para indicar o Alcorão:

<< Allah! Não há outra divindade além d’Ele, o Vivo, o Absoluto. Ele revelou-te o Livro com a verdade, confirmando os que o precederam; e revelou a Tora e o Evangelho, anteriormente, para servir de orientação aos humanos; e revelou (agora) o Al Furqán (o Critério de julgamento entre o bem e o mal)>>.  (Surah 3, Al ‘Imran: 2-4)

Neste caso, podemos perfeitamente considerar que o terceiro livro que será ensinado a Jesus (as), será o Alcorão, e podemos supor que isto apenas será possível se ele vier à terra no fim dos tempos. Jesus (as) viveu 600 anos antes da revelação do Alcorão e não é provável que ele conhecesse o Alcorão antes deste ser revelado. Neste caso, que ele aprenderá o Alcorão durante a sua segunda permanência na terra, será uma explicação rezoável.

Isto está também explicado num hadice (singular de ahadice):

Abu Hurairah (ra) contou que o Mensageiro de Allah, que a paz esteja com ele, disse: “Por Aquele em Cujas Mãos está a minha alma, definitivamente o filho de Maryam brevemente descerá entre vós como um juiz justo, e ele quebrará a cruz, matará oporco e abolirá o jizyah, e a riqueza será tão abundante que ninguém a aceitará, até que uma simples prostração será melhor do que o mundo e tudo que está nele”.  (Sahih al-Bukhaari)

Os ‘ulama (eruditos Islâmicos) dizem que, neste hadice, o significado de a sua acção ser idêntica à de um juiz justo, é o de que ele julgará segundo a chari’ah do Islão, i.é., segundo os julgamentos do Livro de Allah, o Alcorão, e da Sunnah do Último Mensageiro de Allah, Muhammad, que Allah o abençoes e lhe conceda a paz. Certamente, Allah é Quem melhor o sabe.

Como se vê, os versículos a respeito do regresso de Jesus (as) à terra são muito explícitos e extraordinários. Nenhumas observações similares são feitas por qualquer outro profeta mencionado no Alcorão. Além disso, nenhum outro profeta é referido como “um Sinal de Hora”, e nenhum outro comentário, usado para qualquer outro profeta no Alcorão, inclui qualquer conotação que implique o seu regresso à terra. Contudo, todas estas observações são usadas para Jesus (as). O significado disto é muito claro.

Existem, no Alcorão, Outros Exemplos de Pessoas que Deixaram o Mundo e Regressaram Após Centenas de Anos

Um homem que foi ressuscitado um século depois

Uma destas pessoas é um homem que permaneceu morto durante um século. Isto é referido na Surat al-Baqarah:

<< Ou não viste aquele que, ao passar por uma cidade em ruínas, exclamou: “Como poderá Allah ressuscitá-la depois da sua morte?” Então Allah fê-lo morrer por cem anos; depois o ressuscitou e lhe perguntou: Quanto tempo permaneceste aqui (assim)? Ele disse: Permaneci um dia ou parte dele. (Allah) disse-lhe: Não; tu permaneceste aqui cem anos. Observa a tua comida e a tua bebida; constata que ainda não se deterioraram. Agora observa teu asno (não resta dele mais do que a ossada); isto é para fazer de ti um exemplo para os humanos. Observa como dispomos os seus ossos e em seguida os revestimos de carne. Diante da evidência, exclamou: Reconheço (agora) que Allah é Onipotente! >>  (Surah 2, Al-Baqarah: 259)

Nos versículos referidos nos páginas anteriores, é referido o facto de que Jesus (as) não morreu, mas que foi “elevado”. Contudo, no versículo em cima referido, o homem morreu definitivamente. Consequentemente, até mesmo uma pessoa morta pode de novo erguer-se por vontade de Allah. Isto está explicitamente referido no Alcorão. Existem outros exemplos similares no Alcorão. 

Companheiros da Caverna Despertaram Anos Depois

Um outro exemplo é referido na história dos “Companheiros da Caverna”, a qual é relatada na Surat al-Kahf.

Allah refere a história de um grupo de jovens forçados a refugiarem-se, numa caverna, da cruel tirania do imperador da época. É dito que eles adormeceram e despertaram após anos de sono. Os versículos em causa são os seguintes:

<< Recorda de quando um grupo de jovens se refugiou na caverna, dizendo: “Ó Senhor nosso, concede-nos a Tua misericórdia, e reserva-nos um bom êxito em nossa empresa!” Adormecemo-los na caverna durante anos>>.  (Surah 18, Al-Kahf: 10-11)

<< (Se os houvesses visto), terias acreditado que estavam despertos, apesar de estarem dormindo, pois Nós os virávamos, ora para a direita, ora para a esquerda, enquanto o seu cão dormia, com as patas estendidas, na entrada da caverna. Sim, se os tivesses visto, terias retrocedido e fugido, transido de espanto!

E eis que os despertamos para que se interrogassem entre si. Um deles perguntou: Quanto tempo permanecestes aqui? Responderam: Estivemos um dia, ou parte dele! Outros disseram: Nosso Senhor sabe melhor do que ninguém o quanto permanecestes. Enviai à cidade alguns de vós com este dinheiro; que procure o melhor alimento e vos traga uma parte; que seja afável e não inteire ninguém a vosso respeito>>.    (Surah 18, Al-Kahf:18-19)

O Alcorão não explica com exactidão quanto tempo os jovens passaram na cave. Em vez disso, a duranção deste período é indicada pelas palavras “durante vários anos”. Contudo, o palpite de pessoas desta época era muito elevado: 309 anos. Allah diz:

<< Eis que permaneceram na caverna trezentos e nove anos. Dize-lhes: “Allah sabe melhor do que ninguém o quanto permaneceram, porque é Seu o mistério dos céus e da terra. Quão perfeito Ele é de vista e apurado de ouvido! Eles não têm, em vez d’Ele, protector algum, e Ele não divide com ninguém o seu comando>>. (Surah 18, Al-Kahf:25-26)

Certamente, o que importa aqui não é se este período é curto ou longo. O que importa é que Allah tomou algumas pessoas, quer fazendo-as dormir, ou simplesmente levando-as a morrer por um período particular de tempo e, em seguida, devolveu-as de volta à vida. Exactamente como pessoas que acordam de um sono. Allah deu-lhes vida de novo. Jesus (as) é uma destas pessoas e, no momento devido, ele viverá de novo neste mundo. Após cumprir a sua tarefa, ele morrerá exactamente como qualquer outro ser humano, de acordo com o mandamento do versículo no qual Ele disse: “Lá vós vivereis e lá vós morrereis; e de lá vós sereis trazidos um dia”.   (Surah 7, Al-A’raf: 25)

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 55-58

JESUS (AS) NA COLECÇÃO RISSALE-I-NUR

Na colecção Rissale-I-Nur, um comentário Alcorânico escrito por Said Nursi, também conhecido como Bediuzzaman (A Maravilha da Idade), um dos maiores letrados Islâmicos do século XX, existe referência extensiva ao fim dos tempos e à segunda vinda de Jesus (as).

É um facto que as comunidades Muçulmanos actuais abraçam diferentes pensamentos. Contudo, um grande número de Muçulmanos de diferentes culturas concordam que Bediuzzaman foi um dos maiores eruditos do século XIII (Calendário Islâmco). É por isso que as descrições detalhadas do fim dos tempos de Bediuzzaman são de grande importância para todos os Muçulmanos.

Nas suas explicações respeitantes ao fim dos tempos, Bediuzzaman diz que dois movimentos filosóficos, descritos como sérios esforços para estabelecerem a descrença, provocariam a desordem à face de terra. O primeiro seria uma dissimulada ameaça ao Islão, enquanto o segundo rejeitaria abertamente a existência de Allah. A segunda corrente é composta de formas de compreensão metarialistas e naturalistas, que afirmam que a matéria é um ser absoluto, que existe desde e eternidade e que existirá até à eternidade. Os dois movimentos asseguram também que os seres vivos surgiram de forma acidental a partir de matéria não-viva. (O naturalismo é conhecido como a dimensão filosófica da teoria da evolução de Darwin).

Esta definição proporciona seguramente a base de todas as ideologias que negam a existência de Allah. Desde os primeiros tempos que os materialistas se opõem a todas as religiões reveladas por Allah, lutando contra os que as apoiam, oprimindo as pessoas, travando guerras e abrindo caminho a toda a espécie de degeneração na sociedade.

Também Jesus (as), na sua segunda vinda à terra, lutará contra estes movimentos materialistas e naturalistas e, por vontade de Allah, triunfará sobre eles. Nos seus livros, Bediuzzaman chama a atenção para o movimento materialista, assim:

<< A Segunda Corrente: Uma corrente tirânica, nascida da filosofia Naturalista e Materialista, de forma gradual tornar-se-á forte e expandir-se-á no fim dos tempos por meio da filosofia materialista, alcançando um estádio tal que negará Deus.>> (4)

Bediuzzaman anuncia que Jesus (as) regressará num período em que a descrença dominará a terra. Conforme referido pelas seguintes palavras de Bediuzzaman, na sua segunda vinda à terra, Jesus (as) governará de acordo com o Alcorão e eliminará todo o fanatismo da Cristandade. Unido-se contra a descrença, Cristãos, que haviam abraçado o Islão, e Muçulmanos, prevalecerão do outro lado das ideologias descrentes, orientados pelo Alcorão. Segue-se a secção da Rissale-i-Nur que com isto está relacionada:

<< Nesse ponto, quando a corrente parecer ser muito forte, a religião da verdadeira Cristandade, a qual compreende a personalidade colectiva de Jesus (que a paz esteja com ele), emergirá. Isto é, descerá dos céus da Divina Misericórdia. Face à realidade, a Cristandade actual será purificada; cortará com a superstição e com a distorção, e unir-se-á com as verdades do Islão. A Cristandade será, de facto, transformada numa espécie do Islão. Seguindo o Alcorão, a personalidade colectiva da Cristandade encontrar-se-á ao nível do seguidor, e o Islão no de líder. Como resultado dessa junção, a verdadeira religião tornar-se-á uma poderosa força. Se bem que antes derrotados face à corrente ateísta, enquanto separados, Cristandade e Islão terão a capacidade de a desafiarem e derrotarem, como resultado da sua união. Então, a pessoa de Jesus (que a paz esteja com ele), que está presente com o seu corpo humano no mundo dos céus, virá para liderar a corrente da verdadeira religião, como, confiando na promessa do que é Poderoso Sobre Todas as Coisas, o Portador de Notícias Certas disse. Uma vez que ele falou disso, é verdade, e uma vez que o Único Poderoso Sobre Todas as Coisas o prometeu, Ele, com certeza, o provocará>>. (5)

Em todas as sua descrições da segunda vinda, Bediuzzaman indica que, nesse período, Jesus (as) removerá todos os sistemas de descrentes. Adianta, também, que ele receberá grande apoio por parte dos Muçulmanos. Jesus (as) agirá como um Muçulmano e orará perante o imame dos Muçulmanos, e trabalhará em conjunto com as pessoas do mundo Islâmico que agem correctamente, e assumirá a liderança na expansão do Alcorão e dos seus ensinamentos, e removerá a progressiva violência do sistema dos descrentes:

<< Serão os seguidores de Jesus verdadeiramente piedosos que matarão a gigantesca personalidade colectiva do materialismo e da irreligião que o Dajjal formará ─ porque o Dajjal será morto pela espada de Jesus (paz estaja com ele) ─ e destruirão as suas ideias e descrença, a qual é ateísta. Esses Cristãos verdadeiramente piedosos unirão a essência da verdadeira Cristandade com a essência do Islão e derrotarão o Dajjal, matando-o de facto. A narração: “Jesus (que a paz esteja com ele) virá e realizará as orações obrigatórias perante o Mahdi e seguí-lo-á”, alude a esta união, e à soberania do Alcorão e ao seu seguimento>>. (6)

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 59-71

COMO PODEMOS NÓS RECONHECER JESUS (AS)?

Quem será capaz de reconhecer Jesus(as)?

Em capítulos anteriores, o facto de que Jesus (as) não morreu, que foi elevado à presença de Allah e de que regressará à terra, encontra-se explicado à luz dos versículos do Alcorão. Depois de tudo o que até aqui foi dito, ocorre à mente das pessoas a seguinte questão: “Como reconheceremos nós Jesus (as) quando ele regressar ao mundo, e que atributos seus o tornarão reconhecível?”. Nesta fase, as únicas fontes que, uma vez mais, podemos referir são o Alcorão e a verdadeira Sunnah.

O Alcorão, quer nos versículos quer em histórias particulares, proporciona-nos várias explicações relativamente aos primeiros profetas. Muitos dos atributos comuns aos profetas e aos verdadeiros crentes encontram-se mencionados no Alcorão. Além disso, é também possível encontrar todos os atributos dos crentes nos versículos. Neste contexto, os atributos superiores de Jesus (as), relacionados com a fé, são também perceptíveis no Alcorão. Consequentemente, e com referência ao Alcorão, os crentes sinceros podem avaliar estes atributos superiores nele observáveis e, por conseguinte, reconhecê-lo.

Neste ponto, há que ter em mente que reconhecer Jesus (as) pode não ser possível para todos. Relativamente a este assunto, Bediuzzaman Said Nursi refere o seguinte:

<< Quando Jesus (que a paz esteja com ele) vier, não é forçosamente necessário que todos o reconheçam para ser o verdadeiro Jesus. Os seus eleitos e os que se encontrarem próximos dele reconhecê-lo-ão à luz da crença. Não será, assim, auto-evidente que todos o reconheçam>>. (7)

Como Bediuzzaman concorda também, durante os primeiros anos da sua segunda vinda, as pessoas que reconhecerão Jesus (as) encontrar-se-ão limitadas a pequenos grupos de pessoas próximas dele. Além disso, isto apenas será possível pela “luz da fé”. Claro que esta frase necessita de maior explicação: “A luz da fé” é a compreensão concedida por Allah àqueles que acreditam na existência e na unidade de Allah e que observam os mandamentos do Alcorão. Com tal compreensão, os crentes podem avaliar situações precisas e captar os detalhes de acontecimentos sem qualquer dificuldade. Conforme o Alcorão nos diz, os crentes são aquelas pessoas que ponderam sobre tudo o que se encontra ao seu redor e que, desta forma, nunca perdem os detalhes ou aspectos subtis das coisas. De facto, Allah informa o Homem de que Ele concederá o critério (para julgar entre o certo e errado) áqueles que reflectem sobre cada coisa, num esforço para compreender a grandiosidade e o poder de Allah, e àqueles que O temem.

<< Ó vos que credes! Se temerdes a Allah, Ele vos concedará o critério, (para julgar entre o bem e o mal), e absolverá os vossos pecados, e perdoar-vos-á. E a bondade de Allah é imensa>> (Surah 8, Al-Anfal:29)

Assim, aqueles que reconhecerão Jesus (as) durante a sua segunda vinda e que o seguirão, na realidade, aqueles que acreditam em Allah e no Alcorão, e que ponderam profundamente sobre as coisas. Também Bediuzzaman Said Nursi chama a nossa atenção a respeito desta questão: 

<< De facto, ainda que quando Jesus (que a paz esteja com ele) vier ele próprio saiba que é Jesus, nem todos o reconhecerão>> (8)

Que atributos de Jesus (as) o tornarão reconhecível ?

Conforme em cima mencionado, e remetendo para o Alcorão, tendo como objectivo encontrar respostas para estas questões, devemos, em primeiro lugar, procurar os atributos comuns a todos os profetas referidos no Alcorão. Assim, a forma para reconhecer Jesus (as) será examinar os atributos dos profetas. Com certeza, existem centenas deles. Contudo, nesta secção enfatizaremos os atributos mais aparentes, que são evidentes de forma imediata.

1. Ele é diferente das outras pessoas devido aos seus excepcionais valores morais

Tal como todos os outros profetas escolhidos por Allah para proclamarem a Sua mensagem à humanidade, Jesus (as) é conhecido pelos seus excelentes valores morais. O atributo de Jesus (as) que mais o distingue é a sua pessoa exemplar, imediatamente perceptível na sociedade em que ele vive. De facto, ele possui um carácter exemplar, sem precedentes na natureza e que impressiona qualquer um à primeira vista. Uma pessoa extremamente comprometida, corajosa e forte, uma manifestação da confiança que ele deposita em Allah e a fé pura que ele tem n’Ele. Com tais características pessoais, ele tem profunda influência sobre todos. Esta superioridade, um atributo partilhado por todos os profetas, encontra-se referida no seguinte versículo:

<< E este é o Nosso argumento, que demos a Abraão (para usar) contra o seu povo. Nós elevamos a diginidade de quem Nos apraz. Na verdade, o teu Senhor é Sábio e Conhecedor. E demos-lhe por sucessores Isaac e Jacob; a todos guiámos: como no passado, havíamos já guiado Noé; e da sua descendência guiámos David, Salomão, Job, José, Moisés e Aarão. E assim recompensamos os que praticam o bem. E Zacarias e João, e Jesus e Elias: todos eles se contavam entre os virtuosos. E Ismael, Eliseu, Jonas e Lot: e a todos eles Nós favorecemos acima das nações. E a alguns dos seus antepassados, descendentes e irmãos, Nós escolhemo-los e guiámo-los pelo caminho recto>>.      (Surah 6, Al-An’am: 83-87)

O facto de Allah ter concedido atributos superiores aos profetas encontra-se, precisamente, referido no versículo em cima mencionado. Existem muitos outros exemplos referidos no Alcorão. Os comentários em baixo informam-nos das características pessoais superiores concedidas aos profetas:

<< Abraão era Imame e monoteísta, consagrado a Allah>>. (Surah 16, An-Nahl: 120)

 << E recorda os Nossos servos Abraão, Isaac e Jacob, possuidores de poder e de visão>>.  (Surah 38, Sad: 45)

<< Na verdade, aos nossos olhos, eles contam-se entre os eleitos e preferidos>>.   (Surah 38, Sad: 47)

<< Nós havíamos concedido a sabedoria a David e a Salomão, os quais disseram: “Louvado seja Allah Que nos preferiu a muitos de Seus servos fiéis!>>  (Surah 27, An-Naml: 15)

Jesus (as) é também um dos profetas escolhidos de Allah. Allah refere o seguinte a seu respeito:

<< A alguns desses Mensageiros fizemos com que se elevassem uns acima de outros: entre eles há um a quem Allah falou; e outros que Ele elevou conforme os seus graus (de dignidade); e demos a Jesus, filho de Maria, Provas Claras, e fortalecemo-lo com o Espírito de Santidade>>. (Surah 2, Al-Baqarah: 253)

2. Ele será reconhecido pela expressão da sua face, a qual é visível apenas nos Profetas

Allah informa-nos no Alcorão de que a superioridade daqueles por Si escolhidos, tanto pode corresponder em termos do seu conhecimento, como em termos da sua força fisica:

<< ... Ele disse: “Allah escolheu-o sobre vós, e deu-lhe, com abundância, o conhecimento e o corpo fisico: Allah dá o Seu reino a quem Ele quer. E Allah é Todo-Poderoso, Omnisciente”>>. (Surah 2, Al-Baqarah: 247)

Dotado de sabedoria, força fisica, conhecimento e perfeição de carácter, Jesus (as) possuirá uma expressão facial visível apenas em profetas. O seu forte temor a Allah e a luz da sua fé decidida, tudo isto será visível na sua face. Esta expressão na sua face distingui-lo-á dos outros e as pessoas que o virem perceberão imediatamente que encontraram alguém muito superior a elas. Seguramente, nem todos concordarão com isto. Devido à raiva e ao orgulho, é provável que algumas pessoas permaneçam indiferentes a esta superioridade. Não obstante sentirem-no profundamente, podem fingir ignorância, percebendo a sua presença como uma ameaça à sua existência. Apenas aqueles que possuem uma fé sincera compreenderão esta superioridade e a apreciarão.

Allah informa-nos que Jesus (as) está em “alta estima no mundo e no Além, e que é um dos que se encontram próximo...” (Surah 2, Al ‘Imran: 45). Assim , Jesus (as) será conhecido pelas pessoas que o rodeiam pela honra e pela excelência apenas visíveis naqueles que foram escolhidos por Allah.

3. Ele possui uma sabedoria excepcional e um discurso decisivo

 << Tal é a orientação de Allah, com a qual Ele orienta a quem quer dentre os seus servos...>>.  (Surah 6, Al-An’am: 88)

Ao longo da história, Allah tem transmitido as Suas mensagens e revelações através dos Seus mensageiros. Ele concedeu também sabedoria a esses mensageiros: um discurso decisivo e altamente pertinente, maneiras exemplares na forma como usufruem de acções correctas e proíbem o mal, são tudo atributos comuns aos profetas. No Alcorão, Allah chama também a nossa atenção para a sabedoria concedida a cada profeta. Por exemplo, para o pofeta Daud (as), Allah refere: “... Concedemos-lhe sabedoria e discurso decisivo.” (Surah 36, Sad: 20). É similar para o profeta Yahya (as): “Yahya,... concedemos-lhe sabedoria anquanto era ainda criança.” (Surah 19, Maryam: 12). A respeito de Moisés, Allah informa-nos: “E quando chegou à idade adulta, e estava bem estabelecido, concedemos-lhe prudência e sabedoria.” (Surah 28, Al-Qassas: 14). Segue-se um outro versículo relevante: “Concedemos a Lucman a sabedoria (dizendo-lhe): Agradece a Allah...” (Surah 31, Luqman: 12). Similarmente, Allah refere: “Mas Nós já havíamos concedido à família de Ibrahim o Livro e a sabedoria...” (Surah 4, An-Nissa’: 54)

De acordo com o versículo: “Ele concede sabedoria a quem quer; e, aquele, a quem a sabedoria foi concedida, recebeu, na verdade, um enorme bem;” (Surah 2, Al-Baqarah: 269), Allah recompensou todos os profetas. Esta recompensa é também verdade para Jesus (as), tal como constatamos no Alcorão:

<< Recorda quando Allah disse: “Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria, a Tora e o Evangelho;...”>>. (Surah 5, Al-Ma’idah: 110)

<< E quando Jesus lhes apresentou as evidências, disse: Trago-vos a sabedoria, para elucidar-vos sobre algo que é objecto das vossas divergências. Temei, pois, a Allah, e obedecei-me!>>   (Surah 43, Az-Zukhruf: 63) 

À luz destes versículos, podemos concluir que um atributo particular de Jesus (as), o qual nos permitirá reconhecê-lo, será o seu discurso decisivo, altamente pertinente e impressionante. Como em todas as outras questões, uma forma decisiva de falar é um atributo impressionante comum aos profetas. Os crentes que aderem ao Alcorão como um guia para a verdade compreendem que o discurso de Jesus (as) tem “o poder concedido” (Surah 18, Al-Kahf: 91) exclusivamente aos mensageiros escolhidos por Allah. A sabedoria por ele revelada, os diagnósticos infalíveis por ele feitos, as soluções inteligentes por ele apresentadas, serão os sinais claros de um dom especial concedido por Allah. Ninguém ao seu redor será capaz de revelar tal excelência, o que evidencia ainda mais a sua superioridade.

4. Ele é muito fiável

Cada mensageiro apresenta-se a si mesmo à comunidade a que foi enviado dizendo: “Sou um fiel Mensageiro para vós.” (Surah 26, Ach-Chua’ra: 107). Esta confiança dos mensageiros é resultado da sua aderência estrita ao Livro e à religião de Allah e às obrigações por Ele estabelecidas. Observam meticulosamente os limites de Allah e nunca se desviam do Seu caminho verdadeiro. Pretendendo apenas alcançar o comprazer de Allah, nunca se submetem a ninguém. No Alcorão, Allah chama a nossa atenção para este atributo dos profetas. Por exemplo, Moisés (as) apresentou-se à comunidade em que vivia da seguinte forma:

<< Antes deles, testamos o povo do faraó, ao ser-lhes apresentado um honorável mensageiro. (Que lhes disse): “Entregai-me os servos de Allah, porque sou um fidedigno mensageiro, para vós”.>>     (Surah 44, Ad-Dukhan: 17-18)

Sem dúvida alguma, de modo geral, as comunidades fracassam na apreciação deste importante atributo dos mensageiros. Além disso, ao declinarem abandonar a forma ignorante segundo a qual vivem e na qual se afundam, e recusando viver de acordo com a verdadeira religião para a qual os mensageiros os chamam, mostram-se, normalmente, intolerantes para com estes. Somente algum tempo depois é que percebem como os mensageiros são de confiança. O profeta Yussuf (as) é um bom exemplo. Foi testado por meio de dificuldades durante um longo período de tempo; primeiro, foi vendido como escravo e, depois, aprisionado durande imenso tempo. Contudo, por vontade de Allah, quando o momento apropriado chegou, foi reconhecido pelo povo como uma pessoa de confiança, e o rei responsabilizou-o pelo tesouro do estado:

<< Então o rei disse: Trazei-mo! Quero que sirva exclusivamente a mim)! E quando lhe falou, disse: Doravante gozarás, entre nós, de estabilidade e de confiança.>>    (Surah 12, Yussuf: 54)

Estes atributos dos profetas mencionados no Alcorão serão também observáveis em Jesus (as). Na sua segunda vinda à terra, como uma lei não mutável de Allah, ele será conhecido pela sua confiança. Allah providenciar-lhe-á a Sua ajuda, como fez com todos os outros profetas e a sua confiança será manifestada no devido momento.

5. Ele encontra-se sob a protecção de Allah

<< Sem dúvida que foi dada a Nossa palavra aos Nossos servos mensageiros, de que seriam socorridos. E de que os Nossos exércitos sairiam vencedores.>>      (Surah 37, As-Saffat: 171-173)

Allah concede superioridade aos Seus mensageiros sobre as outras pessoas, concede-lhes o poder para derrotar os seus inimigos e protege-os contra todas as suas conspirações. Estando estes para tomarem uma decisão ou para porem em prática um plano, Allah apoia-os sempre.

   Um outro sinal para os crentes que estão à espera de Jesus (as), o Mensageiro de Allah, é o seu dom de fazer de tudo o que fizer um sucesso. Os seus julgamentos, por exemplo, os métodos que empregar, tudo trazer resultados notáveis para si mesmo e para as pessoas em seu redor. Na verdade, alguns acontecimentos que parecerem estar contra o bem do público, cedo provarão ser precisamente o contrário. Tais ocorrências indicarão a pertinência dos seus julgamentos. Isto assim é porque Allah assegura aos seus Mensageiros que, sob todas as circunstâncias, eles prevalecerão. Assim, esta segunda vinda de Jesus (as) será muito diferente da primeira, uma vez que a segunda estará sob a insígnia vitoriosa do Islão. Esta promessa assegura o sucesso completo que Jesus (as) alcançará na sua missão.

De facto, isto será tão evidente que, inevitavelmente, atrairá a atenção dos crentes que o seguem. Entretanto, os seus inimigos noticiarão o natureza extraordinária desta situação. Contudo, eles não conseguirão reconhecer que esta é a orientação clara de Allah. Que o seu progresso sempre traga o bem, permanecerá para eles um mistério. Isto deve-se simplesmente ao facto de, o seu principal objectivo na vida, ser o de submeter esta distinta pessoa que vêem como “com um ser humano igual a eles”. Contudo, conforme referido no versículo: “Então, salvaremos os Nossos Mensageiros juntamente com os fiéis, pois incumbe a Nós salvar os crentes.” (Surah 10, Yonus: 103). Allah tornará imprestáveis todos os seus esforços e ajudará o Seu mensageiro. As conspirações feitas ou as lutas travadas contra ele nunca seráo bem sucedidas.

6.   Ele não pede recompensa alguma em troca dos seus serviços

Todos os profetas referidos no Alcorão prestam os seus serviços no caminho de Allah sem pedirem qualquer recompensa em troca. O único ganho que pedem é o comprazer de Allah. Não pediram a ninguém qualquer ganho terreno ou beneficio. Um dos versículos que exalta esta virtude dos Mensageiros é o seguinte:

 << Ó povo meu, não vos exijo, por isso, recompensa alguma, porque minha recompensa só procede de Quem me criou. Não raciocinais?>>  (Surah 11, Hud: 51)

Esta virtude comum a todos os mensageiros será também manifesta em Jesus (as). Na sua segunda vinda, ele chamará pessoas de todo o mundo para a verdadeira religião de Allah. No entanto, ele não terá em mira nenhum ganho terreno. Tal como todos os outros mensageiros referidos no Alcorão, ele dedicar-se-à ao comprazer de Allah desejando ser recompensado por Ele. Esta sua característica obter-lhe-á reputação entre a sociedade. Contudo, deve-se também ter em mente que, como em todos os outros aspectos, apenas os crentes reconhecerão e apreciarão esta sua característica. Além disso, embora os seus inimigos o reconheçam, é de todo possível que possam espalhar calúnias a seu respeito, o que constitui uma repetição do sentido por outros profetas no passado. Muito provavelmente, entre estas calúnias poderá incluir-se a de que “ele tenta obter o seu próprio beneficio pessoal”. No entanto, Allah provará a natureza infundada destas calúnias e ajudá-lo-â, da mesma forma que o orienta em todos os seus actos.

7. Ele é muito compassivo e misericordioso para com os crentes

Um outro atributo peculiar dos mensageiros é a sua natureza “compassiva e misericordiosa” para com os crentes. Sendo gentis e misericordiosos para com os crentes que os seguem, todos os mensageiros esforçaram-se para melhorar os carácteres dos crentes, para o bem-estar destes, tanto neste mundo como no próximo. O atributo mais distintivo de Jesus (as) será a sua misericórdia para com os crentes. Allah refere este atributo como exemplificou no Último dos Mensageiros, Muhammad (saw), mas que é comum a todos os mensageiros, da seguinte forma:

<< Um Mensageiro chegou até vós, saído de entre vós, que se aflige com o vosso infortúnio, anseia por proteger-vos, e é compassivo e misericordioso para com os fieís>>.     (Surah 9, At-Taubah: 128)

Jesus (as) possuirá também um “interesse profundo” para com os crentes que o rodeiam. Esta sinceridade extrema inerente à sua forma de ser, proporcionará uma das provas em concreto de que é ele verdadeiro Jesus (as).

Ele não Possuirá Quaisquer Parentes, Família ou Conhecidos na Terra

Jesus (as) será reconhecível pelos atributos mencionados no Alcorão. Contudo, existirão outros factores que revelarão a sua identidade. Sem dúvida alguma, um desses factores será o facto dele não possuir quaisquer parentes, uma família ou conhecidos na terra. De facto, ninguém o conhecerá quando ele vier à terra uma segunda vez. Nem uma única pessoa aparecerá e dirá: “Conheci-o há muito tempo, vi-o quando...”, simplesmente porque as pessoas que o conheceram viveram e morreram há dois mil (e ...) anos atrás. Assim sendo, ninguém testemunhou o seu nascimento, a sua infância, juventude ou vida adulta. Ninguàém saberá uma única palavra a seu respeito.

Conforme explicado em secções precedentes do livro, Jesus (as) nasceu por ordem de Allah, a ordem “Se!”. Milénios depois, é muito natural que ele não possua familiares alguns sobre a terra. Allah estabelece uma analogia entre a sua situação e a de Adão, quando refere:

<< Na verdade, o caso de Jesus, perante Allah, é como o caso de Adão; Ele criou-o do pó, e depois disse-lhe: “Se!”, e ele foi>>. (Surah 3, Al ‘Imran: 59)

Conforme mencionado no versículo, Allah deu a ordem “Se!” a Adão, e este foi criado em conformidade. A forma como Jesus (as) apareceu pela primeira vez aconteceu também da mesma maneira, ambora ele tivesse mãe. Adão não tinha quaisquer parentes, tal como Jesus (as) também os não terá na sua segunda vinda.
 

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 72-74

CONCLUSÃO

Na história da humanidade, que Jesus (as) seja enviado à terra uma segunda vez por Allah é, seguramente, uma graça divina para toda a humanidade. Apenas uma minoria de pessoas usufruirá desta ocasião. Ele será, assim, um abençoado “salvador” enviado a toda a humanidade. De facto, numa época em que a violência e a desordem são sentidas pelo mundo de forma crescente, os seres humanos imploram a Allah um “defensor”. Em conformidade, Allah respondeu a este pedido:

<< E porque não lutaríeis pela causa de Allah, e pelos fracos entre os homens, mulheres e crianças, que dizem: “Senhor nosso, tira-nos desta cidade, cujos habitantes são opressores; e concede-nos, da Tua parte, um protector; e concede-nos, da Tua parte, um defensor”?>> (Surah 4, An-Nissa’: 75)

Como previamente mencionado, na nossa época o “salvador” é a penetração dos valores Alcorânicos nas nossas almas e na nossa sociedade. Na sua segunda vinda, Jesus (as) aderirá de forma sincera a estes valores revelados por Allah, e esforçar-se-á sinceramente por difundi-los pelas pessoas de todo o mundo.

O conhecimento do invisível e de acontecimentos futuros é algo conhecido apenas por Allah. No entanto, é certo que aqueles que aguardam este período abençoado e esta pessoa devem, nessa altura, assumir importantes obrigações. Do mesmo modo que Jesus (as) protegerá e conduzirá todos os crentes, de forma sincera os crentes deverão também oferecer apoio a Jesus (as) e ajudá-lo nos serviços por ele prestados em nome de Allah. Por outras palavras, desta vez, durante a sua segunda vinda, os crentes não deverão nunca levá-lo a perguntar de novo, “Quem serão os meus auxiliadoresna causa de Allah?” (Surah 3, Al ‘Imran: 52). De outro modo, a pessoa sentir-se-á profundamente arrependida e atormentada tanto neste mundo como no Além. Allah ameaça claramente aqueles que são ingratos:

<< Então enviamos, sucessivamente, os Nossos mensageiros. Cada vez que um mensageiro chegava ao seu povo, este o desmentia. Então fizemos uns seguirem outros, e fizemos deles a lenda das nações. Distância com o povo descrente!>>    (Surah 23, Al-Muminun: 44)

Por outro lado, aqueles que o seguem, que lhe proporcionam ajuda sincera e adoptam os valores revelados por ele trazidos, poderão esperar obter o comprazer, a misericórdia e o paraíso eterno de Allah. Isto é promessa definida e boas notícias oferecidas por Allah:

<< Por um Mensageiro, que vos recita os lúcidos versículos de Allah, para tirar, os que crêem e praticam o bem, das trevas, para os levar à luz. E os que crêem em Allah e praticam o bem, Ele os introduzirá em jardins, sob os quais correm os rios, onde morarão eternamente. Allah lhes reservou uma excelente provisão.  (Surah 65, At-Talaq: 11)

Estamos gratos a Allah, o Todo-Poderoso, que assim honrará os Seus servos como deseja, numa tão grandiosa ocasião como a segunda vinda de Jesus (as) e lhes concederá esta importante oportunidade para obterem merecimento para as suas vidas no Além.  

 << E que a paz esteja com os Mensageiros! E louvado seja Allah, o Senhor de todos os mundos!>>    (Surah 37, As-Saffat: 181-182)

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 75-97

O ENGANO DA EVOLUÇÃO

Todo o pormenor neste universo aponta para uma criação superior. Em contraste, o materialismo, que procura negar o facto de criação no universo, nada é senão um sofisma não científico.

Uma vez invalidado o materialismo, todas as outras teorias baseadas nesta filosofia são desprovidas de fundamento. A principal delas é o Darwinismo, isto é, a teoria da evolução. Esta teoria, que argumenta que a vida se originou a partir de matéria inanimada por meio de coincidências, foi demolida com o reconhecimento de que o universo foi criado por Allah. O astrofisico americano Hugh Ross explica isto da seguinte forma:

<< O Ateísmo, o Darwinismo e, na prática, todos os “ismos” que emanaram das filosofias dos séculos dezoito ao vinte, edificaram-se tendo por base a suposição, a suposição incorrecta, de que o universo é infinito. A singularidade colocou-nos face a face com a causa ─ ou o causador ─ além /por detrás/anterior ao universo e a tudo o que ele contém, incluindo a própria vida>>. (9)

Foi Allah Quem criou o universo e Quem o determinou até ao mais ínfimo pormenor. Consequentemente, é impossível à teoria da evolução, a qual afirma que os seres humanos não foram criados por Allah, mas que são o produto de coincidências,ser verdadeira.

Não é, assim, surpreendente que, quando olhamos para a teoria da evolução, constatemos que esta teoria é denunciada por descobertas científicas. O esboço da vida é extremamente complexo e impressionante. No mundo inanimado, por exemplo, podemos examinar o quão sensíveis são as balanças que firmam-se em átomos e mais distante, no mundo animado, podemos observar em que esboços complexos estes átomos foram reunidos, e quão extraordinários são os mecanismos e as estruturas tais como proteínas, enzimas e células, que com eles são manufacturados.

Este extraordinário esboço da vida invalidou o Darwinismo no fim do século vinte.

Temos tratado deste assunto com grande pormenor em alguns dos nossos estudos, e continuaremos a fazê-lo. Contudo, pensamos que, considerando a sua importância, será útil fazer também aqui um pequeno resumo.

O Colapso Científico do Darwinismo

Embora uma doutrina retroceda até à antiga Grécia, a teoria da evolução avançou intensivamente no século 19. O acontecimento mais importante, que fez desta teoria o principal tópico do mundo da ciência, foi o livro de Charles Darwin intitulado “A Origem das Espécies” publicado em 1859. Neste livro, Darwin negou que as diferentes espécies vivas à face da terra foram criadas, separadamente, por Allah. Segundo Darwin, todos os seres vivos têm um antepassado comum e diversificaram uns dos outros através do tempo por meio de pequenas mudanças.

A teoria de Darwin não se baseava em qualquer descoberta científica concreta; como também ele o aceitou, era apenas uma “suposição.” Além disso, como Darwin confessou no longo capítulo do seu livro intitulado “Dificuldades da Teoria”, a teoria fracassava face a muitas questões críticas.

Darwin investiu todas as suas esperanças em novas descobertas científicas, as quais esperava que resolvessem as “Dificuldades da Teoria”. Contudo, e contrariamente às suas exceptativas, as descobertas científicas expandiram as dimensões destas dificuldades.

A derrota do Darwinismo face à ciência pode ser revista sob três tópicos básicos:

1)   De modo algum a teoria pode explicar como se originou a vida sobre a terra;

2)   Não existe qualquer descoberta científica que mostre que os “mecanismos evolutivos” propostos pela teoria tenham de todo poder algum para se desenvolverem;

3)   O testemunho de fósseis prova completamente o contrário das sugestões da teoria da evolução.

Nesta secção, examinaremos estes três pontos básicos em linhas gerais.

O Primeiro Passo Insuperável: A Origem da Vida

A teoria da evolução defende que todas as espécies vivas desenvolveram-se a partir de uma única célula vida que surgiu na terra primitiva há 3,8 biliões de anos. Como uma única célula conseguiu gerar milhões de espécies vivas complexas e, se qualquer evolução realmente aconteceu, porque traços disso não podem ser observados no testemunho de fósseis, são algumas das questões ás quais a teoria não consegue responder. Contudo, em primeiro lugar, ao primeiro passo do alegado extraordinário processo, há que inquirir: Como foi que esta “primeira célula” se originou?

Uma vez que a teoria da evolução nega a criação e não aceita qualquer tipo de intervenção sobrenatural, mantém que a “primeira célula” se originou coincidentemente dentro das leis da natureza, sem qualquer esboço, plano ou combinação. Segundo esta teoria, a matéria inanimada deve ter produzido uma célula viva como resultado de coincidências. Isto, contudo é uma reivindicação inconsistente até mesmo com as mais inexpugnáveis regras da biologia.

“A Vida Vem da Vida”

No seu livro, Darwin nunca se referiu à origem da vida. O entendimento rudimentar da ciência da sua época baseava-se na seposição de que os seres vivos tinham uma estrutura muito simples. Desde tempos medievais, que a geração espontânea, teoria que afirma que materiais não vivos se reúnem para formar organismos vivos,, tinha sido amplamente aceite. De um modo geral acreditava-se que os insectos se originavam de restos de comida, e os ratos a partir do trigo. Experiências interessantes executadas para provar esta teoria. Colocou-se algum trigo numa peça de roupa suja, acreditando-se que, algum tempo depois, os ratos se originariam a partir dela.

De modo idêntico, os vermes que se desenvolvem na carne eram tidos como prova da geração espontânea. Contudo, muito pouco tempo depois, compreendeu-se que os vermes não aparecem na carne espontaneamente, mas que aí são depositados por moscas, sob a forma de larvas invisíveis a olho nu.

Mesmo no período em que Darwin escreveu “A Origem das Espécies”, a crença de que as bactérias podem surgir a partir de matéria não viva, era amplamente aceite no mundo da ciência.

Contudo, cinco anos após o livro de Darwin ter sido publicado, a descoberta de Louis Pasteur refutou esta crença a qual constituía a fundação da evolução. Pasteur resumiu assim a conclusão por ele alcançada, após estudos e experiências demoradas: “A afirmação de que a matéria inanimada pode originar vira está para sempre enterrada na história.” (10)

Defensores da teoria da evolução resistiram imenso tempo ás descobertas de Pasteur. Contudo, enquanto o desenvolvimento da ciência descortinava a complexa estrutura celular de um ser vivo, a ideia de que a vida pudesse ter surgido coincidentemente enfrentava igualmente um grande impasse.

Esforços Inconcludentes no Século 20

O primeiro evolucionista que no século XX levantou a questão da origem da vida, foi o renomeado biólogo russo, Alexander Oparin. Com várias teses por ele apresentadas nos anos 1930, tentou provar que a célula de um ser vivo pode originar-se por coincidência. Estes estudos, contudo, estavam condenados a fracassar, e Oparin viu-se forçado a fazer a seguinte confissão:

“Infelizmente, a origem da célula permanece uma questão que é, actualmente, o ponto mais escuro de toda a teoria da evolução”. (11)

Os seguidores evolucionistas de Oparin tentaram prosseguir com as experiências, para assim solucionarem o problema da origem da vida. A mais bem conhecida destas experiências foi conduzida pelo químico americano, Stanley Miller, em 1953. combinando os gases que alegava terem existido na atmosfera da terra primordial numa experiência, e adicionando energia à mistura, Miller sintetizou várias moléculas orgânicas (amino ácidos) presentes na estrutura das proteínas.

Tinham passado apenas alguns anos, quando foi revelado que esta experiência, que fora então apresentada como um importante passo em nome da evolução, não era válida, a atmosfera que tinha sido utilizada na experiência era muito diferente de das reais condições da terra. (12)

Após um longo silêncio, Miller confessou que a atmosfera por ele usada era irrealista. (13)

Todos os esforços evolucionistas empreendidos durente o século XX com o objectivo de explicar a origem da vida, acabaram por fracassar. O geoquimíco Jeggrey Bada, do San Diego Scripps Institute, reconhece este facto num artigo publicado na revista Earth, em 1998:

“ Hoje, enquanto deixamos o século vinte, continuamos a enfrentar a maior problema não solucionado que tínhamos quando entrámos no século vinte: Como é que a vida se originou na Terra?” (14)

A Estrutura Complexa da Vida

O principal motivo pelo qual a teoria da evolução terminou num tão grande impasse relativamente à origem da vida é o de que, até mesmo os organismos vivos tidos como mais simples, possuem uma estrutura incrivelmente complexa. A célula de um ser vivo é mais complexa do que todos os produtos tecnológicos produzidos pelo Homem. Actualmente, mesmo nos laboratórios mais desenvolvidos do mundo, é impossível produzir uma célula viva reunindo materiais inorgânicos.

As condições exigidas para a formação de uma célula são demasiado grandes, para serem explicadas de forma satisfatória por coincidências. A probabilidade de proteínas, as unidades constitutivas da célula, serem sintetizadas coincidentemente, é de um 1 em 10950 para proteína média constituída por 500 amino ácidos. Em matemática, uma probabilidade inferior a 1 sobre 1050 é considerada como sendo praticamente impossível.

A molécula do DNA, a qual se encontra localizada no núcleo da célula e que armazena a informação genética, é um banco de dados inacreditável. Calcula-se que se se registasse a informação codificada no DNA, isto originaria uma biblioteca gigantesca composta por 900 volumes de enciclopédias de 500 páginas cada.

Surge, neste ponto, um dilema muito interessante: o DNA consegue apenas replicar-se com a ajuda de algumas proteínas especializadas (enzimas). Contudo, a síntese destas enzimas pode apenas ser realizada pela informação codificada no ADN. Como ambos dependem um do outro, têm que existir ao mesmo tempo para a replicação. Isto dá a ideia de que a origem da vida por si mesma caminha para uma encruzilhada. O Professor Leslie Orgel, um reputado evolucionista da Universidade de San Diego, Califórnia, confessa este facto em Setembro de 1994, quando questionado pela revista Scientific American:

“É altamente improvável que as proteínas e os ácidos núcleicos, ambos estruturalmente complexos, apareçam espontaneamente no mesmo local ao mesmo tempo. No entanto, a existência de um sem o outro parece impossível. E assim, num primeiro olhar, podemos ter de concluir que a vida nunca poderia, de facto, ter sido originada por meios quimicos. (15)

Sem dúvida alguma, se é impossível à vida ter-se originado a partir de causas naturais, então tem que se aceitar que a vida foi “criada” de uma forma sobrenatural. Este facto invalida explicitamente a teoria da evolução, cujo objectivo principal é negar a criação.

Os Mecanismos Imaginários da Evolução

O segundo ponto importante que refuta a teoria de Darwin é o de que, ambos os conceitos propostos pela teoria como “mecanismos evolutivos”, não têm, na realidade, poder evolutivo algum.

Darwin baseou inteiramente a sua alegação da evolução no mecanismo da “selecção natural”. A importância por ele colocada neste mecanismo é evidente no nome do seu livro: A Origem das Espécies, Por Meios da Selecção Natural...

A selecção natural sustenta que os seres vivos mais fortes e que melhor se adaptam às condições naturais dos seus habitats, sobreviverão na luta pela vida. Por exemplo, num rebanho de veados ameaçado pelo ataque de animais selvagens, os mais rápidos sobreviverão. Assim, o rebanho de veados compreenderá indivídous rápidos e fortes. Contudo, de modo inquestionável, este mecanismo não motiva os veados para se desenvolverem e transformarem-se por si mesmos noutras espécies vivas, por exemplo, cavalos.

Deste modo, o mecanismo da selecção natural não tem nenhum poder evolutivo algum. Darwin estava também consciente deste facto e referiu isto no seu livro “A Origem das Espécies”:

“A selecção natural nada pode fazer, até que aconteçam condições favoráveis para a mudança”. (16)

O Impacto Lamark

Assim, como podem acontecer estas “variações favoráveis”? Darwin tentou responder a esta questão tendo por base o pondo de vista primitivo da ciência da sua época. De acordo com o biólogo Francês Lamarck, o qual viveu antes de Darwin, as criaturas vivas transmitem os traços que adquiriram durante o seu período de vida à geração seguinte e estes traços, acumulando-se de uma geração para a outra causam a formação de novas espécies. Por exemplo, de acordo com Lamarck, as girafas desenvolveram-se a partir de antílopes; enquanto lutavam para comer as folhas das árvores altas, os seus pescoços foram esticando-se de geração para geração.

Darwin forneceu também exemplos similares e, no seu livro “A Origem das Espécies”, por exemplo, disse que alguns ursos, ao deslocarem-se para o mar em busca de comida, transformaram-se em belaias algum tempo depois. (17)

Contudo, as leis da hereditariedade descobertas por Mendel e verificadas pela ciência da genética que floresceu no século 20, demoliram totalmente a lenda de que traços adquiridos eram passados a gerações subsequentes. Assim, a selecção natural, como um mecanismo evolutivo, caiu em desgraça.

Neo-Darwinismo e Mutações

De modo a encontrar uma solução, os Darwinistas propuseram a “Teoria Sintética Moderna” ou, como é mais conhecida, a Neo-Darwinismo, no final dos anos 1930. O Neo-Darwinismo adiciona as mutações, as quais são distorções formadas nos genes dos seres vivos devido a factores externos, tais como a radiação ou erros de replicação, como a “causa de variações favoráveis” para além das mutações naturais.

Actualmente, o modelo que representa a evolução no mundo é o Neo-Darwinismo. A teoria mantém que milhões de seres vivos presentes na terra, formaram-se como resultado de um processo segundo o qual numerosos órgãos complexos destes organismos, tais como as orelhas, os olhos, os pulmões e as asas, experimentaram “mutações”, isto é, desordens genéticas. Contudo, existe um facto científico claro que questiona totalmente esta teoria. As mutações não levam os seres vivos a desenvolverem-se; pelo contrário, prejudicam-nos sempre.

A razão para isto é muito simples: o DNA possui uma estrutura muito complexa e efeitos aleatórios apenas a podem prejudicar. O geneticista Americano B.G. Ranganathan explica isto da seguinte forma:

“As mutações são pequenas, aleatórias e prejudiciais. Elas raramente acontecem e a melhor possibilidade é a de que serão ineficazes. Estas quatro características das mutações implicam que as mutações não podem conduzir a um desenvolvimento evolutivo. Uma mudança aleatória num organismo altamente especializado ou é ineficaz ou é prejudicial. Uma mudança aleatória num relógio não pode melhorar o relógio. Muito provavelmente irá prejudicá-lo ou, na melhor das hipóteses, será ineficaz. Um tremor de terra não melhora a cidade, trás destruição.” (18)

Sem surpresas, exemplo algum de uma mutação útil, isto é, que se note que esta contribua para o desenvolvimento do código genético, foi até agora observada. Todas as mutações mostraram ser prejudiciais. Compreendeu-se que a mutação, a qual é apresentada como um “mecanismo evolutivo” é, actualmente, uma ocorrência genética que prejudica os seres vivos, e que os deixa incapacitados. (O efeito mais comum da mutação nos seres humanos é o cancro). Sem dúvida alguma, um mecanismo destrutivo não pode ser um “mecanismo evolutivo”. A selecção natural, por outro lado, “nada pode fazer por si mesma” como foi também aceite por Darwin. Este facto mostra-nos que não existe nenhum “mecanismo evolutivo” na natureza. Uma vez que nenhum mecanismo evolutivo existe, não pode também ter tido lugar qualquer processo imaginário chamado evolução.

O Registo Fóssil : Nenhum Sinal de Formas Intermediárias

A mais clara evidência de que o cenário sugerido pela teoria da evolução não aconteceu, é registo fóssil.

Segundo a teoria da evolução, todas as espécies vivas surgiram a partir de um antepassado. Com o decurso do tempo, espécies previamente existentes transformaram-se em outras espécies, sendo que todas as espécies apareceram desta forma. De acordo com a teoria, esta transformação prossegue de forma gradual ao longo de milhões de anos.

Tendo sido este o caso, então numerosas espécies intermediárias deveriam ter existido e vivido ao longo deste longo período de transformação.

Por exemplo, no passado, deveriam ter existido indivíduos meio-peixe/meio-réptil, que adquiriram alguns traços répteis em adição aos traços de peixe que possuíam já. Ou deveriam ter existido algumas aves-répteis,as quais adquiriram traços de aves em adição aos traços de répteis que possuíam já. Dado que isto seria numa fase transaccional, deveriam ser seres vivos incapacitados, defeituosos, débeis. Os evolucionistas referem-se a estas criaturas imaginárias, as quais eles acreditam terem vivido on passado, como “formas transaccionais”.

Se tais animais tivessem realmente existido, deveriam existir milhões e até biliões deles em número e variedade. Mais importante, os restos destas estranhas criaturas deveriam estar presentes no registo fóssil. Na A Origem das Espécies Darwin explica:

“Se a minha teoria for verdadeira, inúmeras variedades intermediárias, unindo muito proximamente todas as espécies do mesmo grupo, devem ter, seguramente, existido... Consequentemente, evidências da sua existência anterior podem apenas ser encontradas entre restos fósseis.” (19)

A Destruição das Esperanças de Darwin

Contudo, embora desde meados do século XIX e por todo o mundo, os evolucionistas tenham levado a cabo esforços tenazes que lhes permitisse encontrar fósseis, nenhumas formas transaccionais foram ainda descobertas. Todas as descobertas de fósseis em escavações mostraram que, contrariamente ás exceptativas dos evolucionistas, a vida apareceu na terra de repente e completamente formada.

Um famoso paleontologista Britânico, Derek V. Ager, admite este facto, apesar de ser um evolucionista:

“O que verificamos é que, se examinarmos o registo fóssil em detalhe, quer ao nível das ordens ou das espécies, não descobrimos ─ frequentemente ─ qualquer evolução gradual, mas sim a repentina explosão de um grupo em detrimento de um outro.” (20)

Isto significa que, no registo fóssil, todas as espécies vivas surgiram repentinamente, completamente formadas, sem quaisquer formas intermediárias pelo meio. Isto é precisamente o oposto às suposições de Darwin. Além disso, é também uma prova muito forte de que os seres vivos foram criados. A única explicação para as espécies vivas surgirem repentinamente e completas em todos os detalhes, sem qualquer antepassado evolutivo, é a de que estas espécies foram criadas. Este facto é também admitido pelo amplamente conhecido biólogo evolucionista Douglas Futuyma:

“A criação e a evolução, entre elas, exaustam as explicações possíveis para a origem das coisas vivas. Os organismos ou apareceram na terra completamente desenvolvidos ou não. Se não, têm que se ter desenvolvido a partir de espécies preexistentes por meio de algum processo de modificação. Se apareceram num estado completamente desenvolvido, devem de facto ter sido criados por alguma inteligência omnipotente.” (21) 

Os fósseis mostram que os seres vivos surgiram completamente desenvolvidos e num perfeito estado sobre a terra. Isso significa que a “origem das espécies” não é, contrariamente à suposição de Darwin, a evolução mas sim a criação.

O Conto da Evolução Humana

O assunta com mais frequência levantado pelos defensores da teoria da evolução é o da origem do Homem. Os Darwinistas afirmam que os actuais homens modernos se desenvolveram a partir de alguma espécie de criaturas parecidas com macacos. Durante este alegado processo evolutivo, o qual é suposto ter començado há 4/5 milhões de anos, afirma-se, que existiram algumas “formas transaccionais” entre o homem moderno e os seus antepassados. De acordo com este cenário completamente imaginário, são catalogadas quatro “categorias” básicas:

1.  Austrolopitecus

2.  Homo habilis

3.  Homo erectus

4.  Homo sapiens

Os evolucionistas chamam austrolopitecus ao alegado primeiro antepassado do Homem, parecido com o macaco, o que significa “macaco da Africa do Sul”. Na realidade, estes seres vivos não são uma velha espécie de macacos que se extinguiu. Pesquisas extensivas feitas a respeito de várias espécies de Austrolopitecus por dois anatomistas mundialmente famosos da Inglaterra e dos EUA, nomeadamente, Lord Solly Zuckerman e o Prof. Charles Oxnard, mostraram que estas pertencem a duas espécies comuns de macacos, que se extinguiram e sem qualquer semelhança com os humanos. (22)

Os evolucionistas classificam o estágio seguinte da evolução humana como “homo”, isto é “homem”. Segundo a afirmação evolucionista, os seres vivos das séries Homo são mais desenvolvidos do que os Austrolopitecus. Os evolucionistas inventaram um fantástico esquema de evolução, organizando diferentes fósseis destas criaturas numa ordem particular. Este esquema é imaginado porque nunca foi provado que exista uma relação entre estas diferentes classes. Ernst Mayr, um dos principais defensores da teoria da evolução do século XX, admite este facto dizendo que “a corrente alcançada até ao ponto de Homo sapiens está, na realidade, perdida.” (23)

Esquematizando a corrente de elos como “Austrolopitecus>Homo habilis>Homo erectus>Homo sapiens”, os evolucionistas indicam que cada uma destas espécies é um antepassado uma da outra. Contudo, descobertas recentes de paleontólogos revelaram que os Austrolopitecus, os Homo habilis e os Homo erectus viveram em diferentes partes do mundo ao mesmo tempo. (24)

Além disso, um certo segmento de humanos classificados como Homo erectus sobreviveram até tempos muito modernos. Homo sapiens neandarthalensis e Homo sapiens sapiens (homem moderno) coexistiram na mesma região. (25)

Esta situação aparentemente indica a invalidade da afirmação de que eles são antepassados uns dos outros. Um paleontólogo da Universidade de Harvard, Stephen Jay Gould, explica esta encruzilhada da teoria da evolução, embora ele próprio seja um evolucionista:

“No que se tornou a nossa escada se coexistiram três linhagens de homínideos (A.africanus, os robustos austrolopitecus, e H.habilis), nenhuma derivando claramente da outra? Além disso, nenhuma das três exibe quaisquer tendências evolutivas durante o seu período na terra”. (26)

Resumidamente, o cenário da evolução humana, o qual procura ser confirmado com a ajuda de vários esboços de algumas criaturas “meio macaco, meio humano”, apareceu nos media e nos livros de curso, isto é, francamente, através de meios de propaganda, não constitui senão um conto sem qualquer fundamento científico.

Lord Solly Zuckerman, um dos mais famosos e respeitados cientistas do Reino Unido, o qual levou a cabo pesquisas a este respeito durante anos, e estudou particularmente os fósseis de Austrolopitecus durante 15 anos, concluiu, finalmente, apesar dele próprio ser um evolucionista, de que não existe, de facto, qualquer família de três ramificações a partir de criaturas como macacos ao Homem.

Zuckerman aleborou também um interessante “espectro da ciência”. Ele formou um espectro das ciências, abrangendo desde aquelas que considerava científicas àquelas que considerava não científicas. De acordo com o espectro de Zuckerman, os campos mais “científicos” da ciência ─ iste é, que dependem de dados concretos ─ são a química e a fisica. A seguir a estes vêm as ciências biológicas e, em seguida, as ciências sociais. No fim do espectro, que é considerado como sendo a parte mais “não científica”, estão “a percepção extrasensorial” ─ conceitos tais como a telepatia e o sexto sentido ─ e, finalmente, a “evolução humana”. Zuckerman explica o seu raciocínio:

“Movemo-nos, assim, precisamente do registo da verdade objectiva para aqueles campos da presumida ciência biológica, como a percepção extrasensorial ou a interpretação da história dos fósseis do Homem, onde para o fiel (evolucionista) quelquer coisa é possível ─ e onde o ardente crente (na evolução) é, por vezes, capaz de acreditar em várias coisas contraditórias ao mesmo tempo. (27)

O conto da evolução humana reduz-se a nada senão a interpretações preconceituosas de alguns fósseis descobertos por algumas pessoas, as guais aderiram cegamente à sua teoria.

A Tecnologia da Vista e da Audição

Um outro assunto que permanece por responder pela teoria evolutiva é a excelente qualidade da percepção da vista e do ouvido.

Antes de passarmos para o assunto da visão, responderemos de forma breve à questão de “como vimos”. Raios de luz vindos de um objecto caiem em oposição à retina do olho. Aqui, estes raios de luz são transmitidos em sinais eléctricos por células, e alcançam um cuidadoso ponto na traseira do cérebro, chamado o centro da visão. Estes sinais eléctricos são percebidos no centro do cérebro como uma imagem após uma série de processos. Com este fundo técnico, deixemo-nos pensar.

O cérebro está isolado da luz. Isto significa que o interior do cérebro é escuro, sólido, e a luz não alcança a localização onde o cérebro está situado. O local chamado o centro da visão é um local escuro e sólido, onde luz alguma vez chega; pode até ser o local mais escuro que vós alguma vez tendes conhecido. Contudo, observais um mundo luminoso, claro nesta escuridão.

A imagem formada no olho é tão exacta e distinta, que nem mesmo a tecnologia do séluco XX foi capaz de a atingir. Por exemplo, olhai para o livro que lerdes, as mãos com que o segurais, em seguida elevai a cabeça e olhai em redor. Tendes alguma vez visto uma imagem tão exacta e distinta como esta, em qualquer outro local ? Nem mesmo o mais desenvolvido ecrã de televisão, produzido pelo maior produtor de televisões do mundo, pode proporcionar-vos uma tão nítida imagem. Esta é uma imagem tridimensional, colorida e extremamente nítida. Durante mais de cem anos, milhares de engenheiros tentaram alcançar esta nitidez. Fábricas, premissas gigantescas foram estabelecidas, muita pesquisa foi feita, planos e desenhos foram feitos com este objectivo. De novo, olhai para o ecrã de uma TV e para o livro que segurais nas vossas mãos. Vereis que existe uma grande diferença na nitidez e na distinção. Além disso, o ecrã da TV mostra-vos uma imagem bidimensional, enquanto que com os vossos olhos, vedes uma perspectiva tridimensional que tem profundidade.

Durante muitos anos, centenas de milhares de engenheiros tentaram fabricar uma TV tridimensional, e alcançar a qualidade de visão da vossa vista. Contudo, produziram um sistema televisivo tridimensional, mas não é possível vê-lo sem colocar óculos; além disso, é apenas uma tridimensão artificial. O fundo é mais nublado, a parte mais próxima parece uma armação de papel. Nunca foi possível produzir uma visão nítida e distinta como a do olho. Em ambas, na câmara e na televisão, existe uma perda de qualidade.

Os evolucionistas afirmam que o mecanismo que produz esta imagem nítida e distinta foi formada pelo acaso. Agora, se alguém vos dizer que a televisão da vossa sala foi produzida como resultado do acaso, que todos os seus átomos apenas se reuniram e produziram este invento que produz uma imagem, o que pensaríeis? Como podem átomos fazer o que milhares de pessoas não conseguem fazer?

Se uma invenção que produz uma imagem mais primitiva do que a do olho não pode ter sido formada por acaso, é então muito evidente que o olho e a imagem vista pelo olho não podem ter sido formados por acaso. A mesma situação aplica-se à audição. O ouvido externo apanha os sons livres pela aurícula e dirigi-os para o ouvido médio; o ouvido médio transmite as vibrações de som intensificando-as; o ouvido interno envia estas vibrações ao cérebro traduzindo-as em sinais eléctricos. Precisamente como com a vista, o acto de ouvir termina no centro de audição do cérebro.

A situação no olho é também verdadeira para a audição. Isto é, o cérebro está isolado do som precisamente como está da luz: não deixa qualquer som entrar. Então, não importa quão barulhento é o exterior, o interior do cérebro é completamente silencioso. Não obstante, os sons mais nítidos são percebidos pelo cérebro. No vosso cérebro, o qual está isolado do som, vós ouvis as sinfonias de uma orquestra, e ouvis todos os barulhos de um local abarrotado. Contudo, se o nível de som no vosso cérebro for medido por um aparelho preciso nesse momento, ver-se-ia que prevalece aí um silêncio completo.

Como no caso das imagens, décadas de esforço foram gastos a tentar criar e reproduzir som que seja fiel ao original. Os resultados destes esforços são registos de sons, sistemas de alta fidelidade e sistemas para sentir o som. Não obstante toda esta tecnologia e os milhares de engenheiros e de peritos que têm trabalhado neste esforço, nenhum som foi ainda obtido que tivesse a mesma nitidez e claridade como o som percebido pelo ouvido. Pensai nos sistemas de Hi-Fi de maior qualidade produzidos pela maior companhia da indústria da música. Mesmo nestes aparelhos, quando o som é gravado algum é perdido; ou quando ouvis um Hi-Fi vós sempre ouvis um som de assobio antes da música começar. Contudo, os sons que são os produtos da tecnologia do corpo humano são extremamente nítidos e claros. Um ouvido humano nunca percebe um som acompanhado por um assobio ou com atmosferas como os Hi-Fi; percebe o som exactamente como este é, nítido e claro. E tem sido desta forma desde a criação do Homem.

Até agora, nenhum aparelho visual ou de gravação produzido pelo Homem tem sido tão sensível e bem sucedido em perceber dados sensitivos como o são a vista e a audição.

Contudo, no que respeita ao ver e ao ouvir, um grandioso facto permanece por detrás de tudo isto.

A Quem Pertence a Consciência que dentro do Cérebro Vê e Ouve?

Quem é que vê um mundo aliciante no cérebro, ouve sinfonias e o gorjear dos pássaros, e cheira a rosa?

Os estímulos que vêm dos olhos, ouvidos e nariz de um ser humano viajam para o cérebro como impulsos nervosos electro-quimícos. Nos livros de biologia, fisiologia e de bioquímica, podeis encontrar imensos detalhes a respeito de como estas imagens se formam no cérebro. Contudo, nunca vos aproximareis do facto mais importante a respeito deste assunto. Quem é que percebe estes impulsos nervosos electro-quimícos como imagens, sons, odores e acontecimentos sensoriais no cérebro? Há uma consciência no cérebro que percebe tudo isto sem sentir qualquer necessidade de olhos, ouvidos e nariz. A quem esta consciência pertence? Não existe dúvida alguma de que esta consciência não pertence aos nervos, a camada gordurosa e neurónios que compreendem o cérebro. É por isto que os materialistas Darwinistas, que acreditam que tudo é composto por matéria, não conseguem dar qualquer resposta a estas questões.

Porque esta consciência é o espírito criado por Allah. O espírito não necessita nem do olho para ver as imagens, nem do ouvido para ouvir os sons. Além disso, nem necessita do cérebro para pensar.

Quem quer que leia este facto explícito e científico deve ponderar no Todo-Poderoso Allah, deve receá-Lo e Nele procurar refúgio, Ele Quem comprime todo o universo num local escuro de alguns centímetros cúbicos numa forma tridimensional, colorida sombria e luminosa.

A Fé Materialista

A informação que apresentámos até aqui mostra-nos que a teoria da evolução é uma afirmação evidentemente em desacordo com as descobertas científicas. A afirmação da teoria a respeito da origem da vida é inconsistente com a ciência, os mecanismos evolutivos que propõe não têm qualquer poder evolutivo, e os fósseis demonstram que as formas intermediárias exigidas pela teoria nunca existiram. Assim, segue-se certamente que a teoria da evolução deve ser posta de parte como uma ideia não científica. É por isto que ideias como a do modelo do universo com a terra como centro, têm sido refutadas pela ciência através da história.

Contudo, a teoria da evolução está prementemente mantida na agenda da ciência. Algumas pessoas tentaram até representar críticas directas contra a teoria como um “ataque à ciência”. Porquê?

A razão é porque a teoria da evolução é uma crença dogmática indispensável para alguns círculos. Estes círculos estão cegamente devotados à filosofia materialista e adoptam o Darwinismo porque é a única explicação materialista que pode ser proposta para o trabalho da natureza.

Suficientemente interessante, eles confessam também este facto de tempos a tempos. Um genéticista bem conhecido, Richard C. Lewontin da Universidade de Harvard, confessa que ele é “em primeiro lugar um materialista e depois um cientista”.

 “Não é que os métodos e as instituições da ciência nos compelem, de certo modo, a aceitar uma explicação materialista do mundo fenomenológico, mas, pelo contrário, que nós somos forçados pela nossa aderência a priori a causas materiais a criar um aparelho de investigação e um conjunto de conceitos que produzem explicações materiais, não obstante quão contra intuitivas, não obstante quão mistificantes para os não iniciados. Além disso, esse materialismo é absoluto, pelo que não podemos permitir um Pé Divino na porta.” (28)

Estas são afirmações explícitas de que o Darwinismo é um dogma mantido vivo para bem da aderência à filosofia materialista. Este dogma mantém que não existe nenhum ser salvo matéria. Assim, afirma que a matéria inanimada, inconsciente criou a vida. Insiste que milhões de espécies vivas diferentes, por exemplo, aves, peixes, girafas, tigres, insectos, árvores, flores, baleias e seres humanos, originaram-se como resultado de interacções entre a matéria tal como a chuva torrencial, o relâmpago, etc., como resultado da matéria inanimada. Contudo, os Darwinistas continuam a defendê-lo exactamente assim como “não permitir um Pé Divino na porta”.

Qualquer um que não olhe para a origem dos seres vivos com um preconceito materialista verá esta verdade evidente: todos os seres vivos são obras de um Criador, o Qual é Todo-Poderoso, Sabedor e Conhecedor. Este Criador é Allah, Quem criou todo o universo a partir da não existência, o desenhou da mais perfeita forma e moldou todos os seres vivos.   

JESUS (AS) REGRESSARÁ ● 98-99 

NOTAS:

(1)   Prof. Suleiman Ates, Yuce Kur’an in Çagdass Tefsiri (O Tafssir Conteporrâneo do Sagrado Alcorão)

(2)   Tafssir de Omer Nasuhi Bilmen

(3)   Prof. Suleiman Ates, Yuce Kur’an in Çagdass Tefsiri (O Tafssir Conteporrâneo do Sagrado Alcorão, vol. 6, p. 4281)

(4)   Said-i Nursi, As Cartas, A Décima Quinta Carta, pág. 53

(5)   Said-i Nursi, As Cartas, A Décima Quinta Carta, pág. 54

(6)   Said-i Nursi, Os Raios, O Quinto Raio, pág. 493

(7)   Said-i Nursi, As Cartas, A Décima Quinta Carta, pág. 54

(8)   Said-i Nursi, Os Raios, O Quinto Raio, pág. 487

(9)   Hugg Ross, A Impressão Digital de Deus, pág. 50

(10) Sidney Fox, Klaus Dose, A Evolução Molecular e a Origem da Vida, Nova lorque: Marcel Dekker, 1977, pág. 2

(11) Alexander I. Oparin, A Origem da Vida, (1936) Nova Iorque, Publicações Dover, 1953 (Reimpressão), pág. 196

(12) “Nova Evidência na Evolução da Atmosfera Primordial e da Vida”, Boletim da Sociedade Meteorológica Americana, vol. 63, Novembro 1982, pág. 1328-1330.

(13) Stanley Miller, A Evolução Molecular da Vida: Estado Corrente da Sintese Prebiótica de Pequenas Moléculas, 1986, pág. 7

(14) Jeffrey Bada, Terra, Fevereiro 1998, pág. 40

(15) Leslie E. Orgel, “A Origem da Vida na Terra”, Scierntific American, Vol. 271, Outubro 1994, pág. 78

(16) Charles Darwin, A Origem das Espécies: Um Fac-símile da Primeira Edição, Harvard University Press, 1964, pág. 189

(17) Charles Darwin, A Origem das Espécies: Um Fac-símile da Primeira Edição, Harvard University Press, 1964, pág. 184

(18) B.G. Ranganathan, Origens? Pensilvânia: O Estandarte da Verdadeira Confiança, 1988

(19) Charles Darwin, A Origem das Espécies: Um Fac-símile da Primeira Edição, Harvard University Press, 1964, pág. 179

(20) Derek Ager, “A Natureza do Registo Fóssil”, Procedimentos da Associação Geóloga Britânica, vol. 87, 1976, pág. 133

(21) Douglas J. Futuyma, A Ciência À Experiência, Nova Iorque: Pantheon Books, 1983, pág. 197

(22) Solly Zuckerman, Para Além da Torre de Marfim, Nova Iorque: Toplinger Publications. 1970, ss. 75-94; Charles E. Oxnard, “O Lugar das Espécies Austrolopitecas na Evolução Humana: Campos para Dúvida”, Natureza, Vol. 258, pág. 389

(23) J. Rennie, “O Actual Buldogue de Darwin: Ernst Mayr”, Scientific American, Dezembro, 1992

(24) Alan Walker, Science, vol. 207, 1980, pág. 1103; A.J. Kelso, Antropologia Física, 1a Ed., Nova Iorque: J. B. Lipincott Co., 1970, pág. 221; M. D. Leakey, O Desfiladeiro Olduvai, vol. 3, Cambridge: Cambridge University Press, 1971, pág. 272

(25) Time, Novembro 1996

(26) S. J. Gould, Natural History, vol. 85, 1976, pág. 30

(27) Solly Zuckerman, Para Além da Torre de Marfim, Nova Iorque: Toplinger Publications, 1970, pág. 19

(28) Richard Lewontin, “O Mundo Perseguido Pelo Demónio”, The New York Review of Books, 9 de Janeiro, 1997, pg. 28
 

OUTRAS OBRAS DISPONÍVEIS PUBLICADAS POR “AL FURQÁN” 

Alcorão Sagrado ─ Texto, Tradução e Notas (a sair em 30 partes;  já disponíveis 10 partes)

O Alcorão, o Último Milagre

A Emigração para a Abissínia

A Proibição das Bebidas Alcoólicas

Regras do Funeral Islâmico

A Carne de Porco

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O Que a Bíblia Diz Acerca de Muhammad (s.a.w.)

A História do Profeta Adão, Noé e Abraão

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A Prostração ─ sua importância Física, Medicinal, Moral, Espiritual e Biológica

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A Mulher no Islão (3a. Edição)

A Bíblia, o Alcorão e a Ciência (2a. Edição)

O Islão e o Ocidente

A Respeito da Liberdade de Expressão

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Jesus, Um Profeta do Islão (2a. Edição)

O Mundo e o Racismo

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Antologia de Sufismo

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Práticas Religiosas Para o Dia e Para a Noite

Deus e Seus Atributos

Dez Capítulos do Alcorão

10°. Aniversário do Inauguração da Mesquita Central de Lisboa

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Noções Islâmicas Acerca do Diálogo das Civilizações

Biografias de Eminentes Muçulmanos (1a. Parte)

O Árabe Não É Difícil (1a. Parte)

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O Islão Apresentado ás Crianças (1a. Parte)

O Iraque em Foco ─ Crime, Sangue e Lágrimas

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O Conceito da Tora e do Evangelho no Islão

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O Meu Comentário a Respeito de “As Muralhas de Pano”

O Conceito de Família no Islão

O Conceito Islâmico a Respeito de: Aborto, Planeamento Familiar, Homossexualidade, Masturbação, Pais de Aluguer e Inseminação Artificial

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A Etiqueta nas Relações Sexuais ─ Importante Orientação Islâmica Para Marido & Mulher

O Cristianismo no Islão, o Alcorão e a Sunna

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