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Em Busca da Verdade
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Acontecimentos variados se repetem sempre ontem e hoje e se repetirão amanhã. Porém, mudam os nomes, os modos, os personagens e a época. O que ocorreu com a geração que presenciou a revelação do Alcorão ficou registrado para nós como lição de vida e, mesmo que mudem os nomes, os modos, personagens e época, os fatos se repetem. Ontem ocorreu em Makkah ou em Constantinopla, com Anass ou Pedro! Hoje ocorre no Brasil ou na Inglaterra, com João ou John! Ontem fomos taxados de magos, hoje de terroristas! Mudaram as denominações, denominadores e lugares, mas pelo menos alguma coisa temos em comum!
A
partir desta linha de pensamento (a repetição dos fatos com a mudança de
personagens e épocas), vamos analisar um trecho da biografia do profeta
Muhammad
"Após
sofrerem enorme perseguição e tortura em Makkah, alguns muçulmanos imigraram
para a Abissínia seguindo o conselho do profeta Muhammad Após ouvir, Négus, o rei cristão afirmou: "Por Deus, os ensinamentos do Islam e de Jesus são da mesma origem" e recusou entregá-los. E os embaixadores enviados para trazer os muçulmanos de volta à tortura sabiam que os muçulmanos não tomam Jesus como filho de Deus, pensaram que o rei cristão ficaria aborrecido com eles e no dia seguinte, voltaram e disseram: "Eles fazem a Jesus uma grande acusação!! O rei convocou os muçulmanos mais uma vez e perguntou-lhes: “Qual a vossa crença a respeito de Jesus”? Jaáfar respondeu: "O nosso profeta ensinou-nos que Jesus é um servo de Deus, e Seu mensageiro, e Seu espírito, e é a Sua palavra que Ele enviou à virgem Maria". Ao ouvir isso, o Négus tomou um cajado, traçou uma linha no chão e disse: "Não há mais diferença que esta linha entre a minha religião e a vossa" (1). Assim, Négus declarou que esta crença é na realidade a crença original e autêntica de Jesus, sua mensagem e religião. Após serem postos à prova, os muçulmanos imigrantes para a Abissínia procurando sossego e liberdade, foram perseguidos. Os idólatras de Makkah enviaram seus representantes para tentarem faze-los retornar à Makkah.. Diante da difícil situação de serem acusados de querer causar desordem no novo país, e com o argumento acusatório de terem uma fé oposta à fé do rei e que predomina no país, explicaram a verdade e foram sinceros, recitando o Alcorão e difundindo a religião. Ao ouvir ambas as partes, o rei justo não hesitou em tornar-se muçulmano, dizendo ser esta a verdadeira religião de Jesus, levando à ira os acusadores e os próprios corruptos infiltrados em seu reino que foram subornados para cooperar na corte! Pensemos agora nos dias atuais, nas acusações, acusados e acusadores. No conflito e no processo de julgamento. Nos argumentos e respostas. O que temos em comum não são as acusações, nem os locais e nem os personagens. O que temos em comum é a luta e o conflito entre a verdade e a falsidade. Entre o bem e o mal. E todas as duas partes argumentam estar ao lado da verdade e do bem e querer o bem estar da sociedade e a defesa da humanidade. E o desfecho do processo, as perdas e danos, ganhos e lucros dependem da sensatez do juiz ou responsável. Complete após refletir: Ontem os idólatras de Makkah, hoje... Ontem os muçulmanos imigrantes para a Abissínia, hoje... Ontem Amru ibnl Ass e Abdullah ibn Rabiáh, hoje... Ontem Jaáfar ibn Abi Talib, hoje... Ontem na Abissínia, hoje... Ontem Annajashi, hoje... Ontem montados em camelos e jumentos, hoje... Ontem foram acusados de desertores e baderneiros, hoje... Ontem se defenderam com a verdade, hoje... Ontem esclareceram após serem denegridos e denegrida a religião, hoje... Ontem declararam a fidelidade à verdade e ao Islam seja qual for o custo, hoje... Ontem foram honrados e condecorados com a liberdade, hoje...
A
partir de fatos históricos como esse podemos refletir e tirar conclusões lúcidas
e lições benéficas, de acordo com o Alcorão Sagrado e a biografia do último
dos mensageiros
Este
importante trecho da biografia do profeta Muhammad Em certa ocasião, num dos conflitos ocorridos entre os muçulmanos e os romanos, um muçulmano chamado Ámir ibn Rabiá (irmão ou primo de Abdullah ibn Rabiáh, da história de Annajashi, porém muçulmano e argumentando em favor da verdade, mostrando que a verdade não tem parentesco!!!???) foi chamado à presença do rei romano, que lhe perguntou: "O que vocês querem de nós e o que fazem em nossas terras?". Amir não hesitou em dizer, após ter rasgado com sua simplicidade, o trono e corte “emperiquitado” com ouro e seda: "Viemos para libertar os servos da adoração dos servos para adorarem o Senhor dos servos, e para libertá-los do aperto da vida terrena para se beneficiarem com a amplitude da vida eterna, e para libertá-los da injustiça das religiões para a justiça do Islam". Com a mesma honra e sinceridade dos muçulmanos da Abissínia, Ámir infundiu o respeito e o medo, ao mesmo tempo, no coração do ostentado rei injusto, à medida que Jáafar introduziu o respeito e a fé no coração do rei justo, Annajashi, fazendo-o pronunciar que esta é a religião de Jesus e minha religião.
Em
uma passagem, o profeta Muhammad Hoje, ficamos reduzidos a pequenas fragmentações espalhadas pelo mundo, fato que resultou na grande doença da qual sofrem os muçulmanos atualmente: a "espumose", que tem como aparência à leveza e o seguir da massa.(imitar e seguir a outrem sejam como for e faça o que fizer, violando aos próprios princípios). Ontem os muçulmanos não eram assim, fato que lhes fez ensinar o mundo aquilo que ele não conhecia, seja na religião ou na ciência.E quando voltarmos aos nossos princípios voltaremos a ensinar a verdade com honra, que mesmo hoje existe em nossos íntimos, honra nascida do fato de carregar o Islam, porém, os olhos nos vêm sendo humilhados. E ontem e amanhã teremos honra tanto nos íntimos, como hoje, quanto aos olhos, como não ocorre hoje!! Esta é uma das lições que podem ser extraídas deste trecho da história islâmica... observar os nossos princípios mesmo nas mais difíceis das situações e esclarecê-los. Outra lição importante... o esclarecimento da verdade no auge da difamação da religião de Deus. Os muçulmanos foram interrogados e cumpriram a obrigação de esclarecer a fé deles sobre Jesus, um esclarecimento da maneira mais educada e mais objetiva, recitando os versículos do Alcorão Sagrado que declaram o grande status de Jesus para os muçulmanos.
Este
exemplo se repete quando o profeta Muhammad Percebemos que este encontro aconteceu numa época em que os muçulmanos estavam sujeitos às mais graves perseguições e o ataque ao Islam estava em seu auge. Mesmo assim, os muçulmanos seguiram propagando a verdadeira religião entendendo que tais dificuldades fazem parte da natureza do caminho dos profetas, pois nesta causa Abraão, Noé, Moisés, Jesus e tantos outros nobres mensageiros também sofreram.
Ao
conversarem com o profeta
E
é relatado também que estes versículos foram revelados fazendo menção a
islamização de outros indivíduos e grupos que se mantinham na religião de
Jesus e confirmaram vossa submissão a Deus com o envio do profeta Muhammad
Aprendemos
com estas passagens que a religião de Deus é uma e Muhammad
Na
realidade, o testemunho de fé na unicidade de Deus e na profecia de Muhammad
destas pessoas foi uma continuação da fé anterior que possuíam, a fé
verdadeira do evangelho de Jesus que informava sobre a profecia de Muhammad Neste trecho aprendemos que, por mais que a religião seja denegrida e mau vista, Deus faz a verdade prevalecer e aqueles que a procuram a encontram. Porém, como isto acontece? Acontece quando o muçulmano esclarece sua religião, mesmo no auge da difamação e faz desta difamação uma propaganda a seu favor não se importando com o que dizem ou pensam os malfeitores. Com boa conduta e educação e sua paciência no esclarecimento e propagação da religião como fizeram Jaáfar e seus companheiros, podemos ser seus sucessores e ter a honra e virtude de ensinar o bem à humanidade e ajudá-la a encontrar a salvação. Ontem, Abu Jahl atacou o profeta e quis impedir a propagação e manifestação da fé. Hoje atacam os muçulmanos e os taxam de... ... ... temendo a propagação do Islam e a solução do Islam para o mundo.
Ontem,
os muçulmanos, representados pela pessoa do profeta Muhammad (1) Leia a história por completo em "Muhammad o mensageiro de Deus" de Aminuddin Muhammad. (pág.96). |