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Bem Vindos ao Mês Sagrado de Ramadan “O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão – orientação para a humanidade e evidência de orientação e de discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio desse mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade, mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que Lhe agradeçais.” (2:183-185)
Esses
versículos mostram que o jejum durante o mês de Ramadan tanto serve para fomentar o temor a Deus como a recordação d’Ele, nos corações dos
crentes, servindo ainda para que agradeçamos a Deus pela diretriz que Ele nos concedeu, com o Alcorão. Conquanto o jejum, por si, possa parecer difícil,
ele não é imposto como uma forma de punição, mas sim como um ato de devoção e auto-disciplina, coisa que leva o crente para mais perto do Todo-Poderoso
Deus.
Durante
a sua vida, o Profeta Muhammad
Sahl Ibn Saad relatou que o Mensageiro de Deus
Uma
bênção adicional que Ramadan encerra é a Noite do Decreto, a noite em que o Alcorão foi revelado ao Profeta Mohammad
Pode-se
dizer que a Noite do Decreto significa o fim da era da
jahiliya
(ignorância), e o começo da mensagem final de Deus para a Sua criação. É um marco na separação entre as trevas e a luz, entre a ignorância e o
saber, entre a falsidade e a verdade. O Profeta Muhammad
Devemos
também lembrar que Ramadan é um tempo especial para que os muçulmanos se unam como uma comunidade. Devemos prometer a nós mesmos utilizar-mos esse
tempo para visitar os amigos e parentes, resolver rusgas passadas, e reconhecer as nossas metas comuns.
Ramadan
é um tempo para a oração, unificação, paciência, caridade, e o auto-sacrifício. Como muçulmanos e verdadeiros crentes que somos, devemos
praticar essas virtudes durante o Ramadan, e por todo o ano. Se falharmos nos nossos esforços, não poderemos esperar que as nossas diligências em
disseminar a mensagem do Islam tenham sucesso. Como muçulmanos que somos, o mês de Ramadan nos oferece uma oportunidade especial para revivermos, renovarmos e
revigorarmos a nossa fé. Oremos a Deus que nos guie no sentido de assim fazermos, e Ele nos haverá de prover, nesta vida e na Outra.
A Instituição do Jejum
A
instituição do jejum é uma forma única de adoração prescrita como parte de todo o sistema do Islam. Sua singularidade espelha a singularidade do ser
humano, uma criatura composto de partes físicas e espirituais cuja excelência depende da proporção certa dessas duas partes. Muito da parte física arruína
o homem, e muito da parte espiritual também o fará. O jejum orienta o observante a arte de equilibrar as essências espirituais com as
necessidades físicas, uma prova viva de que em todos nós há uma força de vontade,
elemento pivô que
controla as nossas ações. Isso é necessário para nos ajudar a coibir as nossas tendências animalescas, originadas do estômago, completamente. Ela
nos faz esquecer a nossa origem, desperta a nossa mente, reascende e clareia os nossos pensamentos e a nossa consciência de Deus. O jejum é a sobriedade da
mente e a reconstrução das nossas faculdades espirituais.
O
jejum instilou na comida e na bebida uma legitimidade religiosa, uma vez que a sua quantidade e a hora de consumir a comida são expressos em termos de
religião, e o mastigar e o ingerir bebidas, nos intervalos prescritos equivalem à louvação e a glorificação de Deus.Ele apronta o indivíduo a
encontrar o seu Criador. Vemos que nunca foi fácil tentarmos ganhar acesso à proximidade de Deus, principalmente por causa da nossa ignorância, imagens múltiplas
ou dupla visão, força de vontade passiva, tempo, lugar, cultura, educação, e preconceito. Felizmente, as portas que levam para a proximidade de Deus
abrem-se totalmente com a ajuda do jejum.
O
jejum corrige a dupla visão que muitas pessoas sofrem no reino do espírito. A inauguração do jejum elimina o intermediário, o corretor espiritual, uma
opinião insidiosa que alguns defendem de que o crente só pode ganhar acesso a Deus por intermédio de outro, que está dotado com super poderes. Não, na
realidade, Deus é inefável e, portanto aproximável. É a essência da adoração de Deus que esclarece todos os atos da adoração, incluindo a oração. O
jejum renda esta magnífica e bela idéia de tauhid de Deus, ou seja, de não haver outra divindade além de Deus, e que Muhammad é Seu Mensageiro, num
efetivo poder energético, um poderoso e efetivo conceito quanto a focalizar e organizar o ponto de vista mundano e epitomando a orientação religiosa e
psicológica do crente.
Por
outro lado, Ramadan foi o mês escolhido para o envio da revelação final, O Alcorão Sagrado. Deus concedeu este livro para a humanidade, por intermédio
de Seu Mensageiro, Muhammad Ibn Abdullah. A recitação do Alcorão foi instituída por seu Autor, o Próprio Deus, para o crentes, por todo o tempo,
mas principalmente durante o mês de Ramadan, como foi narrado pelo Mensageiro.
Os muçulmanos, do passado e do presente, sempre misturaram o jejum
com a recitação do Alcorão. Talvez a razão disso é que um dos objetivos de Satanás é convencer o crente a não recitar o Alcorão. Porém, durante o
mês de Ramadan o próprio Satanás é impossibilitado de tentar o crente – uma vez que o Alcorão concede ao leitor o privilégio de conversar
diretamente com o Criador do Universo.
Na
verdade, o treino espiritual durante o mês de Ramadan não fica completa sem uma grande parcela de recitação do Livro de Deus. Esse Livro divino trata de
todas as questões pertinentes à vida: credo, instruções morais, administração das admoestações, quanto
às boas novas, lições tiradas de eventos históricos, interpretação dos fenômenos materiais e naturais, convoca a humanidade para o seu Criador, e admoesta os incrédulos. O Alcorão é uma exposição tanto da
doutrina espiritual como a física, no qual cada versículo e sentença tem uma relação íntima com o outro versículo e sentença.
Ramadan oferece ao crente uma oportunidade de analisar sua vida por inteiro com a recitação do Alcorão; e todo aquele que observar essa prática
durante o mês de Ramadan tem melhor chance de se graduar para um nível mais alto da fé.
Esta
edição trata também do terceiro pilar do Islam, o
zakat.
É tratado resumida e concisamente para ilustrar a jurisprudência básica da
caridade. Esta é uma oportunidade que não pode ser perdida pelos que devem
pagar o zakat: misturar Ramadan com
a caridade obrigatória, cumprindo-se os mandamentos de Deus e combatendo-se a
avareza de pessoas ricas, auxiliando o necessitado a suprir suas necessidades
essenciais, construindo-se, assim, um laço de relacionamento forte entre a
comunidade.
Portanto,
esta edição especial de Ramadan é um resumo das leis fundamentais quanto ao
jejum, baseados no Alcorão e na Sunnah do Profeta
Louvado
seja Deus, o Altíssimo, no começo e no fim.
O
Jejum
O
jejum é uma instituição universal. É um dos cinco artigos fundamentais
sobre os quais o Islam se baseia. É uma instituição universal em todas as
religiões do mundo e todos os personalidades religiosas adotaram o jejum como
método principal de controlar e sobrepujar as paixões. Os celtas, os
romanos, os babilônios e os assírios o praticaram. Os filósofos, Cénico,
Estoico, os pitagóricos ou os neoplatónicos, deixaram recomendações quanto
ao jejum. Os seguidores do hinduísmo, do jainismo, do confucionismo, e os
zaroastristas o praticaram. Os judeus observam um dia anual de jejum, o Dia da
Expiação em comemoração à descida de Moisés do Monte Sinai. O profeta
Moisés se qualificou para receber a revelação de Allah depois do jejum de
quarenta dias. Jesus jejuou por quarenta dias, no deserto, e ordenou seus
seguidores a jejuarem. (Mateus 4:16). Portanto, a instrução do jejum é
universal e existiu de alguma forma ou de outra, até que caiu em desuso
devido ao método, à regularidade e o tempo. Que havia antigamente jejum é corroborado
pelo seguinte versículo: "Ó crentes, está-vos prescrito o
jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados" (2:183).
O
Jejum adquire perfeição no Islam
A
injunção sobre o jejum foi revelada no ano 2 da Hégira. Ela deu à instituição
do jejum um toque final e introduziu seu método, regularidade e significado
que, em conjunto, torna-o perfeito e permanente. O jejum não terá uma morte
natural no Islam. A exemplo da oração, a instituição do jejum é
conservada viva, à medida que é observada todo ano no mundo islâmico e
forma o princípio de regulamentação de suas vidas. O jejum foi previamente
utilizado como um sinal de luto ou para a comemoração de um grande evento. A
idéia básica era aplacar a ira de algum deus. O Islam aboliu essa idéia panteística
e introduziu um significado altamente desenvolvido. O objetivo é
resguardar-se do mal. Em outras palavras, o objetivo principal do jejum é
gerar poder no homem que pode controlar uma paixão rebelde como uma besta é
trazida sob controle com a sua ocasional conservação com fome, e, então
dando-lhe alimento. O mesmo princípio é expressado pela seguinte tradição:
"A castração de minha comunidade é o jejum." " Quem não
estiver apto a casar, que jejue pois isso seria uma castração para
ele." Portanto, o jejum foi introduzido, porque elimina as propensões animais no homem.
No
jejum islâmico, nada há para ser comido ou bebido desde a alvorada até o pôr-do-sol.
Se qualquer coisa, mesmo água, seja tomada, produz um efeito não apreciável
na mente como resultado da fome. É, então, nome inapropriado de jejum. Para
colocar uma checagem efetiva na paixão, mesmo a relação sexual com a
esposa, nas horas do jejum, foi proibida.Em outras religiões, isso não foi
proibido, e portanto, não havia um controle efetivo das paixões. O jejum é
metódico no Islam, uma vez que a todo mês de Ramadan, os jovens e os idosos,
o rico e o pobre, o letrado e o iletrado, todos têm de jejuar com o mesmo espírito
de paternidade de Allah e a fraternidade universal do homem; enquanto em
outras religiões, não é assim. O Islam não esqueceu de reservar provisões
para o jejum opcional, à escolha de cada muçulmano. Ele conserva a porta da
voluntariedade aberta para todos. Devido ao desejo de qualquer provisão por
compulsão, o jejum em outras religiões está praticamente morto. O Islam
salvou essa instituição, tornando-a obrigatória. Por essa razão, o jejum
alcançou a perfeição no Islam.
Os
Resultados Obtidos Pelo Jejum.
1)
Como citamos acima, o jejum controla as paixões. Esta é a raiz de todos os
males, e isso pode ser regulado por intermédio do jejum. Quanto ao alimento
excessivo, ele causa danos tremendos no mundo. É uma lei natural que comer
excessivamente causa debilidade tanto do corpo como das paixões. Por exemplo,
se alguém tiver uma grande necessidade de paixão sexual é-lhe ordenado
jejuar. A prática diária de tal jejum, com pouca quantidade de alimento
consumidas a intervalos regulares aniquilará completamente o impulso sexual.
Semelhante é o caso com outras tendências maléficas. Deus, Todo-Poderoso,
criou o homem e sua paixão. Ele conhece o melhor remédio para as paixões,
e, portanto, prescreveu o jejum. Nosso jejum não beneficia a Deus, nem a
nossa comida, mas, na Sua sabedoria, Ele decretou o jejum, fê-lo para
proporcionar saúde ao nosso corpo e espírito.
2)
Torna a alma brilhante. O jejum revigora a alma e a anima de seu estado letárgico,
uma vez que o alimento excessivo torna-a cega e escura, como a água excessiva
destrói as plantas. O alimento excessivo torna o homem lerdo e estúpido e o
priva do poder de pensar. Um estômago faminto e, porém, uma fonte de
sabedoria. Este foi o resultado da experiência de muitas pessoas piedosas.
3)
O jejum empresta sabor à oração. Pela prática do jejum, o sabor da oração
é sentido. Um estomago cheio nunca saboreia a doçura das orações e das
invocações. Suas orações termina apenas na língua e não penetram no coração
que está cheio de comida.
4)
O jejum remove falsos sensos de prestígio. Ele remove o orgulho porque uma
pessoa com fome se acha débil e naturalmente se vira na direção do Único
Onipotente. A fome, assim, torna o homem modesto e orienta a mente na direção
do Todo-Poderoso para auxiliá-lo.
5)
Ele economiza tempo e problemas. O jejum reduz o período do sono e, assim, um
grande tempo é economizado para o trabalho. O comer excessivo restringe o
homem a se ocupar sempre em comer e ter que atender aos chamados freqüentes da
natureza, enquanto esse tempo pode ser economizado com o jejum.
6)
O jejum economiza dinheiro. O jejum economiza nos gastos e assim auxilia a
economia. Isso não é menos útil para o homem que tem poucos meios.
7)
Contribui enormemente para a preservação da saúde. A saúde se beneficia
com o jejum. O grande físico americano Dr. Dewey disse: "Tirar o
alimento de um homem doente é enfraquecer a sua doença. É dado aos órgãos
digestivos um período de descanso para voltar a trabalhar com redobradas
energias e vigor, a exemplo da terra que é deixada sem cultivo durante um ano
, para proporcionar uma colheita abundante no ano seguinte, ou a exemplo do
homem que trabalha com redobrada energia depois de um período de descanso.O
progresso espiritual depende da mente são que, por si, depende de um corpo são.
Portanto, o valor do jejum para a preservação da saúde é enorme.
8)
O jejum ensina a prática da democracia. Ele ensina a democracia que não é
testemunhada mesmo na oração. Um rei pode orar com um pedinte na mesquita,
mas em casa ele leva uma vida totalmente diferente com alimentos e prazeres. O
jejum, porém, coloca os homens, ricos e pobres, no mesmo nível de fome e não
permite a ninguém a comer e beber ou ter relações sexuais durante o dia.
9)
O jejum ensina termos compaixão do faminto. O jejum é a única coisa que nos
dá o senso de angústia de um homem com fome na mente do rico. Assim, esse
senso acende o espírito de bondade ao pobre e o necessitado. Ele também dá
origem ao pensamento como as pessoas irão passar no Dia da Ressurreição
quando sentirão a maior vontade de comer e beber.
10)
Jejuar ensina a disciplina moral. O jejum é um campo de treino para a lição
que o homem, não importa qual seja a sua posição e seu nível, é preparado
para sofrer a grande privação e o mais duro desafio. Essa lição é
aprendida dia a dia. Essa prática realmente contribui para o desenvolvimento
moral do homem. O jejum acostuma o homem a enfrentar as durezas da vida e
aumenta seu poder de resistência.
11)
Jejum conserva a fé em Allah uma força viva. A pessoa que está jejuando
pode facilmente se satisfazer com o comer e o beber intimamente, na
privacidade de sua casa. Não há ninguém para vigiá-lo se ele ingerir
algumas gotas de água na sua garganta sedenta. Mas ele sente que Allah está
perto dele e assim ele se restringe daquilo. Assim, a existência de Allah é
sentida mais próxima. Isso não por uma ou duas vezes, mas regularmente por
um mês inteiro. Desse modo, a fé em Allah é conservada viva e uma nova
conscientização de uma vida mais elevada é despertada. Por isso, o Alcorão
diz: "Aos perseverantes ser-lhes-ão
pagas, irrestritamente as suas recompensas!" (39:10)
As
excelências do jejum:
Há
inúmeras tradições concernentes às virtudes e os méritos que a pessoa obtêm
de Allah com o jejum durante o mês de Ramadan. Durante esse mês as
portas da graça, do perdão e da bondade são especialmente abertas e as
portas da punição são fechadas. Portanto, quem deseja obter essas graças
terá apenas de jejuar durante esse mês. Allah , Subhánahu wata'ála, diz:
"O jejum é para Mim e eu recompenso por ele."
O
Profeta
Segredos
do Jejum
Há
três classes de jejum:
1)
Jejum dos muçulmanos em geral. É a auto restrição da comida, da bebida e
das relações sexuais. Esse é o mais baixo tipo de jejum.
2)
O jejum especial. Nessa espécie de jejum, além do que foi citado acima, a
pessoa se restringe dos pecados das mãos, dos pés, da visão, da audição e
dos outros órgãos do corpo.
3)
O jejum extra especial. Essas pessoas praticam o jejum da mente. Em outras
palavras, eles não pensam em nada além de Allah e na outra vida. Eles pensam
no mundo como a visão no próximo, uma vez que é o campo de cultivo do
futuro. Um certo sábio disse: "Um pecado é anotado para aquele cujos
esforços durante o dia são feitos apenas para preparar os alimentos para se
quebrar p jejum."
Esse
jejum extra especial é praticado pelos profetas e pelos próximos de Allah.
Além de ser um auto-sacrifício, os pensamentos das pessoas que o praticam
estão totalmente dirigidos a Allah. Esse é o significado do versículo:
"Dize-lhes: Deus! e deixa-os
entregues a suas cismas."
O
jejum especial se baseia em seis deveres que visam a obtenção da perfeição.
1)
Restringir a vista de ver o mal e as coisas que desviam a atenção da recordação
de Allah. O Profeta
2)
Restringir a língua de conversas vãs, da mentira, da difamação, da calúnia,
do falso testemunho, da obscenidade, da hipocrisia, da inimizade, adotar o silêncio,
guardar a língua ocupada com a lembrança de Allah e a recitação do Alcorão.
O sábio Sufian Sauri disse: "A difamação anula o jejum."Lais,
narrou, baseado em Mujáhid: "Duas coisas anulam o jejum, a difamação e
a mentira." O Profeta
3)
Restringir a audição de ouvir conversas maldosas, porque o que é ilícito
dizer, também é ilícito ouvir. Por essa razão, Allah, colocou aquele que
se alimenta de coisas ilícitas e quem ouve coisas ilícitas no mesmo nível.
Allah disse: "Os que escutam a
mentira, ávidos em devorar o que é ilícito."
(5:42).
E
disse: "Por que os rabinos e os
doutos não lhes proibiram blasfemarem e se fartarem do que é ilícito?"
(5:63) Permanecer em silêncio quando da difamação de alguém é ilícito.
Allah disse: "…sereis seus cúmplices."
(4:140).
O
profeta
4)
Restringir as mãos, os pés e os outros órgãos do corpo dos pecados, das más
ações e salvar o estomago das coisas duvidosas na hora de se quebrar o
jejum. porque não há lógica em se restringir das coisas lícitas com o
jejum e se quebrar o jejum com coisas ilícitas. Parece-se com quem destrói uma cidade para construir um prédio. Aquele que jejua e faz coisas ilícitas
parece-se com o paciente que se restringe de comer frutas por causa da doença
mas ingere veneno. O pecado é como ingerir veneno. Aquele que ingeri-lo é
tolo. As coisas ilícitas são como o veneno e destroem a religião, e as
coisas lícitas são como o remédio. Pouco dele beneficia e muito dele
prejudica. O Profeta
5)
Comer tanto, mesmo sendo alimento lícito, na hora da quebra do jejum, que
enche demasiadamente o seu estômago. Um estômago cheio, mesmo com alimento lícito,
é muito maléfico. O jejuador come tudo que ele se restringiu de comer durante
o dia inteiro. Prepara vários tipos de comida. O objetivo do jejum é deixar
o estômago vazio para se controlar as paixões e aumentar o temor a Allah. Se
o estômago permanecer cheio, da manhã até a noite, as paixões sexuais, a
cobiça e a tentação surgem com maior intensidade.
6)
Guardar a mente do jejuador entre o temor e a esperança, porque ele não sabe
se o seu jejum será aceito ou não, se estará próximo de Allah ou não.
Esse deveria ser o caso de todo ato de adoração. Uma vez Hassan Al Basri
estava passando por um grupo de homens que estavam rindo muito. Ele disse:
"Allah fez deste mês de Ramadan um mês de disputa pelas boas
obras." O objetivo do jejum é estar em harmonia com um dos atributos
divinos. Esse atributo é o absolutismo, e significa estar privado da fome e
da sede, e ser semelhante aos anjos tanto quanto possível, estando livre das
paixões. O grau do homem é bem superior aos dos animais inferiores, uma vez
que ele pode controlar suas paixões por meio de seu intelecto, mas esse grau
desaparece uma vez que sua paixão é forte e ele é tentado por ela. Os anjos
estão próximos de Allah. Essa proximidade está em conexão com o atributo
mas não com o espaço.
O
Profeta (S) disse: "O jejum é uma confiança. Que cada um guarde essa
confiança." Quando ele recitou o seguinte versículo: "Allah manda
restituir a seu dono o que vos está confiado" (4:58), ele colocou suas mãos
sobre as orelhas e os olhos, e disse: "A audição é confiança e a
vista é confiança." Se o jejum não fosse uma confiança, o Profeta
Assim,
parece que cada coisa tem os seus segredos e suas coisas manifestas. Depende
de você observar tanto o secreto como o manifesto ou observar ambos.
Dicas do Profeta
Quanto
a como tornarmos verdadeiro o jejum condições para o verdadeiro jejum
O
Profeta o nos abstermos da falsidade Uma vez ele disse: "Se o indivíduo não deixar de falar coisas falsas e não deixar de agir segundo elas, Deus não quererá que ele deixe de comer e de beber." (Bukhari) Numa outra ocasião ele disse: "Muitas são as pessoas que jejuam, mas que nada ganham com isso além de fome e sede; e muitos são os que ficam acordados orando toda a noite e nada ganham com isso a não ser atraso de sono." (Darimi)
As
lições são claras e inequívocas: o ficarmos com fome e com sede não é,
em si, adoração, mas um meio para realizarmos a verdadeira adoração. A
verdadeira adoração significa desistirmos de violar a lei de Deus, por temor
e amor a Ele, buscando perpetrar atividades que O agradem, e refreando-nos
quanto à indiscriminada atividade dos desejos materiais. Se não fizermos
isso, estaremos simplesmente causando uma inconveniência desnecessária aos
nossos estômagos.
Fé
e auto-escrutínio
O
Profeta
Acreditar
significa que a fé em Deus deverá permanecer viva na consciência do muçulmano.
Darmos importância significa que deveremos buscar apenas o aprazimento de
Deus, vigiando constantemente os nossos pensamentos e as nossas ações, para
nos certificarmos de que nada estaremos fazendo que seja contrário ao Seu
aprazimento. A observância desses dois princípios irá proporcionar a rica
recompensa de os nossos pecados passados serem perdoados. A razão é óbvia:
mesmo que outrora tivéssemos sido desobedientes, teremos voltado, plenamente
arrependidos, para o nosso Mestre; e "Um penitente será como um que, por
assim dizer, jamais cometeu o pecado", como disse o Profeta
Um
escudo contra os pecados
Em
outra ocasião o Profeta
A
fome pela bondade
O
Profeta (S) uma vez deu orientação no sentido de que o homem, enquanto
jejuando, deverá desempenhar mais trabalho do que o usual, e desejar
ardentemente realizar atos de bondade. Compaixão e solidariedade para com
seus irmãos deverão intensificar-se em seu coração, porque, estando ele no
paroxismo da fome e da sede, estará mais capacitado a se conscientizar da miséria
dos outros servos de Deus que são destituídos.
No mês de Ramadan, aquele que providenciar comida para que outro quebre o jejum, terá os seus pecados perdoados, o livramento do Fogo, bem como a recompensa de um que esteja jejuando, sem qualquer redução da recompensa deste. (Baihaqui)
Abdullah
Ibn Abbas conta que o Profeta
Como se
Consegue o Melhor do Jejuar?
A
força espiritual não poderá ser obtida com o jejuar, se a pessoa que guarda
o jejum não estiver cônscia do propósito dele, e não permitir que ele lhe
impregne o coração e a mente e que lhe domine os pensamentos, os feitos e a
motivação.
Eis
porque Deus, após ordenar o jejum, disse que ele seria obrigatório a nós,
"Para que estejamos cônscios de Deus" –
la
'allakum tat-taqun.
Notemos
que não há garantia de que estejamos cônscios de Deus e de que sejamos
corretos. Apenas alguém que reconheça o propósito do jejuar e porfie por
alcançá-lo, receberá as suas bênçãos; alguém que não o faça não
poderá esperar ganhar nada com isso.
Os Prós e os Contras do Jejuar
O
Jejuar islâmico envolve a abstinência de três necessidades materiais primárias
dos seres humanos – comida, bebida e relação sexual –, desde a madrugada
(aproximadamente de uma a uma hora e meia antes do nascer do sol), até ao pôr-do-sol,
durante todo o mês de Ramadan.
Metodologia
do jejuar
Ao
se guardar o jejum, a intenção, por trás do jejuar, é primeiramente
essencial (wajib). Há uma saída
para alguém que se esquece de proclamar a intenção antes da madrugada.
Nesse caso, é permitido à pessoa expressar a intenção de jejuar antes do
meio-dia, para evitar o invalidamento do jejum. O palavreado da
niyyah
(intenção) é como se segue: "Pretendo guardar o jejum hoje."
Suhur
Suhur
é
uma refeição leve que se faz antes da madrugada, recomendada para ser feita
antes do virtual jejum. A suhur é
uma bênção e, por isso recomendada, mas não essencial. Qualquer consumo de
comida ou de bebida deverá cessar pelo menos de cinco a dez minutos antes do
raiar da madrugada.
Iftár
Iftar
significa
a quebra do jejum imediatamente após o pôr-do-sol.
Iftar
é um lanche leve que deverá consistir de tâmaras ou de sobremesa,
juntamente com líquidos, como água, suco ou leite. Esses são consumidos após
se fazer a seguinte dua(súplica)
para a quebra do jejum: "Ó Deus, eu jejuei para o Teu bem, e estou
quebrando o jejum do sustento que com o qual me abençoaste; aceita isso de
mim!"
O
que quebra o jejum
1)
O consumo intencional de comida, bebida, medicamento, ou tabaco, durante o
jejum.
2)
Qualquer tipo de injeção que tenha algum valor nutritivo.
3)
A relação sexual durante as horas do jejum. As invectivas acima mencionadas
irão invalidar o jejum e irão requerer a
qada' (reposição do dia ou dos dias faltosos), além da penalidade adicional (kaffára).
Alguns juristas, contudo, asseguram que, para o primeiro e segundo pontos
acima, somente a qada' é
requerida.
4)
Se a menstruação começar, durante o jejum, esse jejum precisará ser
repetido.
O
que não quebra o jejum
1)
O comer, beber, ou fumar por engano, estando desatento quanto ao jejum.
2)
O vomitar intencionalmente.
3)
O engolir ou inalar coisas que não seja possível se evitar, como a saliva,
poeira da rua, fumaça etc..
4)
O escovar os dentes.
5)
O tomar injeção (intra-muscular ou -venosa) que seja unicamente medicinal e
não nutritiva.
Kaffára
(reposição)
Durante
o período do jejum, se alguém o quebrar deliberadamente, deverá jejuar por
sessenta dias consecutivos, ou alimentar sessenta pessoas necessitadas, ou
gastar em caridade a quantia equivalente à alimentação de sessenta pessoas.
Se alguém escolher jejuar sessenta dias, e a continuidade for interrompida
por qualquer razão (a não ser por menstruação, no caso da mulher), irá
ter de começar o ciclo de sessenta dias, tudo de novo.
A
quebra do jejum sob condições excepcionais
Para
os muçulmanos será permitido quebrarem o jejum de Ramadan imposto quando ele
acarretar perigo para a sua saúde. Nessa situação, o muçulmano deverá
refazer mais adiante o seu jejum. O(s) jejum(uns) poderá(ão) ser reposto(os)
em qualquer outro tempo do ano, quer seja contínua ou intermitentemente,
manos durante o dia da eid (festividade)
Quem
estará isento do jejuar?
1.
As criança abaixo da idade da puberdade e da descrição.
2.
Os doentes mentais que sejam irresponsáveis pelos seus atos.
3.
Os indivíduos (homens e mulheres) que sejam muito velhos e fracos para arcar
com a obrigação do jejum e suportar as suas asperezas. Essas pessoas estarão
isentas desse dever, mas deverão oferecer, pelo menos, a um pobre
necessitado, a média de uma refeição completa por dia, para cada pessoa.
4.
As pessoas doentes cujas saúdes estejam sujeitas a ser severamente afetadas
pela observância do jejum; poderão adiar os dias de jejum, e depois repô-los,
dia por dia.
5.
Pessoas na expectativa de dias de dureza. Essas pessoas poderão quebrar
temporariamente o jejum durante suas viagens para compensarem dias depois, dia
por dia. Porém, será melhor para elas, diz o Alcorão, conservarem o jejum
se puderem fazê-lo sem o acúmulo de durezas extras.
6.
As mulheres que esperam neném e as que estejam amamentando seu bebê poderão
também quebrar o seu jejum. Mas deverão repor os dias adiados, dia por dia.
7.
Durante o período após-parto, a parturiente estará isenta do jejum.
8.
As mulheres nos períodos de menstruação (um máximo de dez dias) poderão
adiar o jejum, até ao fim do período, e depois compensá-lo, dia por dia. Se
o período começar durante o jejum, este deverá ser repetido.
Convidando os não Muçulmanos
Planejemos
convidar alguns não muçulmanos ou alguns colegas para o
iftar
e por ocasião do eid. Isso
ajudará a formar uma ponte sobre a lacuna de informatividade que existe entre
muçulmanos e não muçulmanos. Estaremos ainda cumprindo a
sunnah
do Profeta
Narrado
por Abu Huraira:
"O
Mensageiro de Deus, Glorificado e Exaltado seja, disse: 'Quando o mês de
Ramadan começa, os portões do céu se abrem; os portões do inferno se
fecham, e o Satanás permanece acorrentado.'"
Repartindo as
Benesses
O
Profeta Mohammad
Planejemos
isso como planejamos tudo o mais na nossa vida cotidiana.
Os
convidados são uma bênção de Deus e uma fonte de
baraka.
Uma
prancheta para os pais acerca do JEJUAR e da
EID
O
jejuar
O
jejuar durante o mês de Ramadan torna-se obrigatório (fard)
para os rapazes e as moças que atingem a puberdade, isto é, entre os onze e
os quinze anos de idade. Portanto, é aconselhável que preparemos as crianças
a enfrentarem essa obrigação, incentivando-as a jejuarem, sempre que possível,
quando ainda forem pequeninas. Muitas crianças muçulmanas começam a guardar
o seu jejum com a idade de cinco ou seis anos, ou com menos ainda. Uma vez que
essa é uma parte integrante da atividade familiar, a criança naturalmente
deverá estar ansiosa por compartilhar do que os outros estão fazendo,
acontecendo que o jejuar tornar-se-á uma grande realização.
Enquanto
não estivermos vivendo num país muçulmano (onde o jejuar durante o mês de
Ramadan é um modo de vida normal para a maioria da população), existem
muitas coisas que podemos fazer para tornarmos o jejum atraente e fácil para
as nossas crianças. Eis aqui algumas sugestões: A
suhur
e a iftár, respectivamente a
refeição da ante-madrugada e a quebra do jejum após o escurecer, poderão
tornar-se momentos especiais e deleitáveis para toda a família. A
iftár
é naturalmente seguida da maghrib,
a oração conjunta da família.
As
crianças pequenas deverão ser tratadas com carinho ao serem despertadas para
a suhur, cedo pela manhã,
incentivadas a comerem o quanto desejarem, a beberem muito líquido, e
encararem o dia de jejum com uma atitude de quem está obedecendo a Deus, do
mesmo jeito que os muçulmanos adultos.
Entre
o fim do tempo do suhur e do
fajr,
ou depois do fajr, as crianças
adoram ouvir seus pais contarem estórias do Islam e lerem o Alcorão; e, o
estarem juntos, nessa hora, poderá ser muito especial e significativo.
Se,
durante o dia, as crianças pequenas se mostrarem irrequietas e fracas, ou com
muita fome, deverá ser-lhes dado apoio moral e encoraja-mento, para que
mantenham o jejum ao máximo possível; duas ou três horas de sono, durante
à tarde, poderão ser de muita ajuda nessa ocasião.
A
família poderá conversar acerca de como se sente a pessoa com fome, e da
necessidade de se ajudar os pobres, de como os produtos alimentícios crescem
pela providência divina, como certos alimentos são cultivados e processados,
e de como é errado disperdiçar-se a comida. A criança que completar um dia
de jejum juntamente com sua família haverá de sentir satisfação na sua
habilidade de passar sem a necessidade normal da comida e da bebida, em obediência
a Deus. Essa será uma experiência significativa para ela, um passo precoce
em obedecer as ordens de Deus, em adquirir hábitos flexíveis e adaptáveis,
e na habilidade de suportar as vicissitudes, em condições incomuns.
Juntamente
com a abstinência da comida e da bebida, as cinco orações deverão ser
observadas, individualmente ou com a família, pelas crianças que jejuam,
porque o jejuar, sem a prática das orações, é contraditório e sem
significado.
Deverá
ser dito à criança – e encorajamento deverá ser dado, ao longo dessa
preleção – que quando ela está jejuando, está-se abstendo de mais coisas
do que apenas comida e bebida, e que deverá também se reprimir quanto a
brigar ou discutir, ficar zangado, ou falar mal dos outros. Tanto quanto possível,
deverá proceder com as atividades normais do dia. O jejuar da criança deverá
depender, tanto quanto possível, da sua própria iniciativa e do seu desejo,
quando ela é pequena, e não imposto pelos pais.
Uma
vez que o jejuar não é na criança uma obrigação, não deverá ser
imposto, se resultar numa rigidez indevida, especialmente durante o período
escolar, em que a criança tem de estar atenta e estudar duro. Quando ela
atingir a puberdade, deverá estar capacitada a enfrentar essa obrigação,
sem a indevida dificuldade, e jejuar todos os dias do mês, a menos que ele
(ou ela) se veja numa condição que o (ou a) torne legalmente isento (ou
isenta). Nesse ponto, ele (ou ela) deverá repor os dias de jejum que deixar
para trás, como qualquer adulto.
Eid
al fitr 1. A Comemoração:
A
comemoração do eid al fitr feita
pelos pais e pelas criança mais velhas, que não cumpriram com suas obrigações
quanto ao jejuarem por todo o mês de Ramadan, é uma farsa (a menos, é
claro, que haja alguma razão válida para a isenção ou permissão de
adiarem o jejum). 2. A oração do eid:
O comparecimento a essa oração deverá ser o ponto alto do dia, sendo que a
família deverá comparecer junta (de acordo com um
hadith
íntegro, as moças e as mulheres menstruadas deverão também comparecer,
mas não poderão realizar a oração). Caso a oração de
eid
não seja observada nas vizinhanças, a família deverá atendê-la no local
mais próximo a ela, mesmo que tenha que viajar por uma distância longa.
3. Zakat al fitr:
A
oração de eid al fitr não será
aceita por Deus, a menos que a obrigação do
zakat
al fitr tenha sido cumprida por todos os membros da família,
anteriormente à oração da eid.
As crianças deverão estar cientes de que essa obrigação tenha sido
cumprida, e deverão ser incentivadas a contribuir com ela, do seu próprio
dinheiro, se possível. A quantia do zakat
al fitr é, correntemente, entre R$5,00 e R$10,00 por membro da família,
independentemente da idade. Se possível, a família deverá ainda realizar
alguns atos voluntários de caridade, nessa ocasião, como tem sido feito nos
países muçulmanos, nos quais as crianças também participam.
4. Espírito fraternal:
A
oração de eid cria um laço
especial de fraternidade, e todo ressentimento e toda má vontade contra o
camarada muçulmano são eliminados e passados a limpo, nesse tempo; as crianças
deverão estar cientes desse aspecto da ocasião. 5. Espíritos festivos:
Ambas os eid(s)
deverão ser considerados como festivais, os quais são tão importantes, que
as crianças não vão às escolas. (Se for necessária uma permissão para a
ausência por causa de uma comemoração religiosa, ela poderá ser facilmente
obtida das autoridades escolares, que deverão estar conscientes das ocasiões
em que as crianças muçulmanas, de todo o sistema escolar, comemoram.)
Tradicionalmente, tanto o eid al fitr
como
o eid al adha, e os dois dias que
as seguem, são passados a se visitar, a se receber visitas de outros muçulmanos,
a se festejar, a se estar junto com parentes muçulmanos e amigos.
Esses são os aspectos mais diletantes e especiais do
eid.
São os que irão cair no gosto das crianças, e que fixarão o
eid
para sempre nas suas mentes como os dias mais memoráveis da sua infância. Novas roupas e novos presentes:
As
crianças deverão ter roupas novas ou, pelos menos, roupas limpas no dia do
eid.
Os presentes consistindo de roupas, jóias, brinquedos, livros, dinheiro etc.,
deverão ser dados às crianças, para que se faça do
eid
um dia ainda mais especial; é claro, elas irão querer usar as suas
coisas novas na ocasião. Contudo, uma precaução deverá ser tomada aqui:
que os pais não devam obsequiar seus filhos com mais presentes do que possam
ser bons para eles, num esforço de fazerem com que o
eid
entre em competição com o natal. Esse não é o nosso intento, como muçulmanos
que somos; como de fato, isso seria inteiramente contrário à nossa meta. Os
eid (s)
são, em primeiro lugar, ocasiões para a lembrança de Deus, e para o
sentimento do júbilo que advém do cumprimento das nossas obrigações para
com Ele. Jamais se deverá permitir que esses festivais se transformem em
ocasiões para a auto-indulgência, em comelância e bebedeira, ou em dar e
receber presentes desnecessários ou extravagantes, tanto entre crianças como
entre adultos. Os pequenos presentes, dados com um espírito amoroso, são
mais perduráveis para qualquer criança que não tenha sido tornada viciada
pelos hábitos extravagantes. Todavia, para as crianças mais velhas, o
eid
deverá ser a ocasião de lhes ser dado algo que seus pais comumente não
lhes comprariam, e que elas o quiseram por muito tempo.
Cuidar
e Compartilhar é o Terceiro Pilar do Islam =
Z
A K A T
Instituições
Econômicas
A
comunidade islâmica é uma instituição prática e desveladora. Ela
reconhece o valor do bem-estar material, e o fato de que as pessoas
naturalmente necessitam umas das outras. O principal instrumento para se
assegurar o desvelo e uma comunidade saudável é a instituição do
zakat.
O zakat
e o Bem-estar Social
Enquanto
os humanos forem humanos e tiverem diferenciações de capacidades e motivações
quanto às ações econômicas, sempre haverá alguém que será pobre.
Deveras, a maioria da humanidade, agora, é afligida pela pobreza.
Todo
ser humano porta a divina amána,
ou a confiabilidade de transformar os elementos da natureza em fontes de nutrição
e conforto, de sabedoria e beleza, de eficiência e deleite, para si e para os
outros.
Imbuído
nessa amána ou confiabilidade, está
a obrigação, daqueles que têm sido agraciados com riquezas e meios, de
investirem, dos seus bens, naqueles que estiverem em estado de privação e de
miséria. O Islam ensina às pessoas que os pobres e os desprovidos têm um
"foro" ou um "direito" quanto à riqueza do abastado (Alc.
70:24-25), e exorta com constância os ricos a cumprirem com essa obrigação.
Nesse consenso, os ricos necessitam dos pobres. Se eles não satisfizerem os
"direitos" destes, serão chamados a prestar contas.
Conquanto
a sadaqa ou caridade voluntária
seja incentivada e o seu escopo seja de tal modo estendido que mesmo os pobres
possam oferecer a sua sadaqa (na
forma de um sorriso, por exemplo), o Islam estabeleceu a instituição do
zakat,
para fazer da preocupação com os pobres um dever compulsório e permanente.
O
zakat consiste de uma contribuição
anual de dois e meio por cento do rendimento da pessoa, da sua "riqueza
apropriada", para o bem-estar público. Ele é da incumbência de adultos
e menores de idade, de homens e mulheres, de vivos e mortos. Após pagarem-se
as dívidas, o zakat é deduzido da
herança de qualquer muçulmano falecido.
A
"riqueza apropriada" exclui as dívidas e os compromissos, as
utilidades domésticas (menos as jóias) requeridas para se viver; e as
terras, os edifícios, e o capital financeiro embutido nisso, ou para a produção.
O zakat deverá ser quanto ao
rendimento do ano corrente, bem como às economias acumuladas no passado sobre
todos os sortimentos.
A
lei islâmica dá poderes ao Estado Islâmico ou à comunidade islâmica para
que cobre o zakat, e que preste
conta distinta disso, em separado do fundo do tesouro estatal.
Os
fundos do zakat deverão ser gastos
com as oito categorias especificadas no Alcorão, a saber: com os pobres e os
destituídos, com os viajantes, os falidos, os convertidos necessitados, os
cativos, os cobradores do zakat, e
na causa de Deus.
Os
Benefícios do Zakat
1.
Tratando-se de um dever religioso, ele oferece ao que dá a satisfação
interior do dever cumprido. Os fundos com os quais o
zakat
é pago proporcionam satisfação e recompensa, neste mundo e no outro; os
fundos com os quais o zakat não é
pago irão proporcionar sofrimento e punição, neste mundo e no outro. A própria
palavra zakat significa "adoçamento",
e implica em que os fundos nos quais o zakat
não é pago são "amargos". A palavra
zakat
significa ainda "purificação".
2.
O zakat, instituído para o
bem-estar social e para a solidariedade, elimina as barreiras econômicas e de
classe, a animosidade entre as classes e os ódios; elimina ainda a arrogância
da parte de quem dá, e a humilhação da parte de quem recebe.
3. A necessidade de se pagar o zakat atua como um estímulo ao investimento do rendimento em empreendimentos produtivos, porque os capitais que iriam ficar parados iriam diminuir progressivamente devido à arrecadação do zakat. Investidos na produção, eles ir-se-ão juntar à riqueza da sociedade, e poderão ajudar na criação de novos empregos. O zakat tem também o significado básico de "crescimento"; a riqueza cresce com o desembolsamento e investimento.
4.
O zakat é um grande promotor da
circulação da riqueza por toda a sociedade, sendo uma das principais facetas
de qualquer economia de bens. O Alcorão condena o acúmulo e a circulação
da riqueza somente nas mãos dos ricos.
Os Prós e os
Contras do Zakat
A
paga do zakat torna-se obrigatória
a todos os muçulmanos e muçulmanas, sadios e adultos, sempre que haja uma
atividade econômica que resulte no aumento da riqueza deles ou delas. As
seguintes categorias de produção, lucro, investimento e poupança estarão
sujeitas ao zakat:
1.
O dinheiro em espécie, os investimentos, a comida, as mercadorias, as jóias,
o ouro e a prata, guardados no inventário de todo um ano, e acima de um certo
valor definido como nisab.
2.
Os negócios de puro lucro econômico.
3.
As heranças, para todo o sempre.
4.
Para os produtos das terras, a taxa será de um décimo da produção das
terras não irrigadas e não desenvolvidas, e de um vigésimo da produção
das terras irrigadas e desenvolvidas.
A
taxa do zakat e a quantia do
nisab
deverão ser decididas pelo Estado Islâmico, levando-se em consideração
os padrões de vida prevalecentes e os riscos, e as incertezas quanto aos
diferentes modos de produção.
Para
os artigos incluídos na categoria 1, a taxa do
zakat
será de 2,5 por cento sobre
a quantia que for maior do que o nisab.
Se
os itens individuais da categoria 1 não estiverem acima do
nisab,
mas o valor combinado de todos os itens forem mais do que o estipulado pelo
nisab,
então a paga do zakat será
obrigatória.
Deve
ser lembrado que essas taxas do zakat
são
mínimas, e que os muçulmanos foram exortados, mais e mais, por Deus e o Seu
Profeta Muhammad
Os
Que Merecem o Zakat:
O
Alcorão Sagrado descreve as oito categorias seguintes que estão sujeitas a
receber o zakat:
1.
Os fuqará – indivíduos que têm
algum dinheiro, mas não o bastante para lhes suprir as necessidades. Vivem em
circunstâncias precárias, mas não pedem ajuda.
2.
Os massákin – indivíduos muito
miseráveis, que não têm nada com que comprar comida, roupa e adquirir
abrigo.
3.
Os ámilin – os cobradores do
zakat.
4.
Os muallafat al qulub – (Aqueles
cujos corações têm de ser reconciliados.) Esses compreendem os novos muçulmanos,
para serem afirmados no Islam. Compreendem também aqueles aos quais é
preciso dar-se o zakat para se lhes
conquistar os corações.
5.
A fir riqáb (emancipação de
escravos) – A qualquer pessoa que desejar livrar-se dos grilhões da
escravidão deverá ser dada uma parcela do
zakat,
para que possa pagar pela sua categoria (as pessoas que são presas por não
pagarem as multas).
6.
Os al ghárimin – indivíduos que
estejam endividados, cujas dívidas sejam mais do que os ativos, tanto que, após
pagarem as dívidas, os bens restantes irão ser menos do que o estabelecido
pelo nisab.
7.
Pela causa de Deus fi sabilillah
– Essa é uma palavra comum usada para todos os bons feitos, mas, no caso do
zakat, significa prestar ajuda a um
esforço em servir o Islam, tal como a sua propagação e a do
jihad,
etc..
8.
Os ibn al sabil (viajantes) – os
viajantes com precisão de dinheiro, quando em viagem,
são candidatos ao zakat.
Pontos
Essenciais:
1.
Uma pessoa qualificada para pagar zakat
não estará apta a receber dele.
2.
Não será permitida a paga dele para o marido, para a esposa, para os pais,
para os avós, para os filhos e netos.
3.
O uso do fundo do zakat não será
permitido na construção de mesquitas.
4.
Será preferível que se pague zakat para
os parentes merecedores.
5.
O Pecúlio de zakat deverá ser
gasto com os habitantes pobres da mesma comunidade, a não ser que haja uma
calamidade em outras partes do país ou do mundo.
6.
O zakat deverá ser dado a qualquer
um que se qualifique para o receber, como assistência ou dádiva, sem lhe
dizer que se trata do zakat.
7.
Todos os artigos de uso doméstico e todas as propriedades dadas em aluguel
estarão isentas do
zakat.
8.
O dinheiro do zakat de um
determinado ano poderá ser gasto durante esse mesmo ano, adiantadamente, ou a
prestação.
A
Cobrança do Zakat:
No
Estado Islâmico, é da responsabilidade desse Estado a cobrança e distribuição
do zakat. O Profeta Muhammad
Alcorão,
Um Milagre de Eterna Sabedoria
Este
é o mês de Ramadan, em que o Alcorão Sagrado foi enviado como diretriz para
a humanidade.
O
Alcorão foi enviado para um vasto número de leitores, mas somente os de
conduta reta poderão beneficiar-se dele.
"Eis
o Livro que é indubitavelmente a orientação dos tementes a Deus" (muttaqín
– aqueles que têm taqwa –
Alc., 2:2). As pessoas alheadas, que não têm nenhum senso de
responsabilidade, não poderão ter a diretriz do Alcorão.
O Alcorão não apenas oferece diretriz para aqueles que têm conduta reta, mas também incentiva o bom comportamento àqueles que não têm. Contudo, para tirar proveito do Alcorão, a gente terá que entender versículo por versículo, Surata por Surata.
Sinais
Claros de Diretriz
Os
versículos do Alcorão são sinais claros da diretriz traçada por Deus.
Esses sinais estão em todos os lugares, para as pessoas que pensam (ver
2:164).
Isso,
no entanto, não implica em que os significados dos versículos alcorânicos não
poderão ser claros para todos, mesmo para aqueles que não se esforçam por
compreendê-los. Um livro de infinita sabedoria, como o é o Alcorão, deve
ser lido e relido, para que a pessoa apreenda os ocultos tesouros de
significado. Ele deverá ser estudado com o melhor dos estados mental e
espiritual.
O
Alcorão faz da umma muçulmana uma
comunidade de colegas estudiosos que se auxiliam mutuamente na compreensão da
obra-de-arte. O desenvolvimento intelectual da
ummah
é o resultado do estudo coletivo do Alcorão.
A
mensagem do Alcorão é eterna, embora o nosso progresso em compreendê-lo se
dê por meio de uma progressão avolutiva. Porém, para desenvolvermos uma
verdadeira compreensão quanto ao Alcorão devemos lê-lo como um todo, não
como uma parte. Deverá ser evitado o citar-se algo do Alcorão sem a
compreensão do seu verdadeiro significado e as suas aplicações.
O mês de Ramadan oferece uma excelente chance, tanto para se ler como para se entender os significados dos versículos do Alcorão.
Durante
o mês de Ramadan, as orações noturnas (tarawih)
também nos habilitam a recitarmos o Alcorão e a ouvirmos outros recitarem.
Nos 30 dias desse mês fazemos o que muitos de nós não fazem durante todo o
ano: a recitação de todo o Alcorão.
Os
versículos do Alcorão nos abrem os olhos. Eles nos tiram das trevas e nos
levam para a luz. Eles dizem para as pessoas quem são elas, onde estão, e
qual é a relação delas com o seu Senhor.
Além de tudo, os versículos alcorânicos fazem-nos distinguir o certo do errado. Criam em nós a capacidade de fazermos um correto julgamento moral. Na verdade, a capacidade de distinguir o certo do errado e do falso é inata na consciência humana (91:8). Porém, da maneira com que as forças satânicas racionalizam os crimes e pecados, as pessoas se tornam confusas. (Ver 6:37, 43 e 35:8.) O Livro divino extirpa essas confusões e ajuda as pessoas a verem a verdade. |
Fonte: www.alcorao.com.br