A Importância da Oração no Islam

A Oração é o Pilar da religião


O que se transformou em verdadeiro axioma, transmitido de boca a boca por todo muçulmano, e está profundamente arraigado em seu coração. E certamente o é, pois representa o marco, que separa o muçulmano daquele que não o é.

O islam não lhe conferiu (a oração) essa qualidade de se tornar pilar da religião e seu grau supremo, senão pela alta importância, consideração majestosa e valor que detém diante de Deus e de Seus Mensageiro. Deus nos ordenou praticá-la, dizendo:

 “Observai as orações, especialmente as intermediárias e consagrai-vos fervorosamente a Deus” (2ª Surata, vers. 238)

O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz), disse:

"A primeira coisa de que o homem terá de prestar conta, no Dia do Juízo Final, será a oração. Se (as orações) foram válidas, todas a sua obra será; se foram defeituosas todas as suas obra também o terá sido".

Deus fez da oração o caminho da vitória, da prosperidade, da felicidade e do sucesso, na vida atual e na futura, dizendo, bendito seja: “É certo que prosperarão os crentes, que são humildes em suas orações”. (23ª Surata, vers. 1-2)

Efeitos Psicológicos da Oração

A oração corretamente realizada, com devoção espiritual e submissão completa (a Deus), ilumina o coração, purifica a alma e ensina ao servo as normas de submissão e os deveres divinos para com Deus, que é Todo-Poderoso e Majestoso, o que faz com que se enraízem no coração do praticante a majestade e a grandeza de Deus.

Ela adorna e embeleza o indivíduo com as virtudes mais sublimes, tais como a sinceridade, a honestidade, a moderação, a integridade, a lealdade, a tolerância, a modéstia, a justiça e a generosidade. Eleva o homem, orientado-o exclusivamente para Deus. Reforça, desse modo, a sensação de que Deus o está observando e, pelo temor a Ele, faz com que se elevem as suas aspirações e se purifique o seu espírito. Ele se afasta, então, da mentira, da traição, do mal, da perfídia, da cólera e da prepotência, e se põe acima da injustiça, da agressividade, da vileza, da prevaricação e da desobediência.

O devoto realiza então aquilo que Deus preconizou, a propósito da oração: “A oração preserva (o homem) da obscenidade e do ilícito; na verdade, a recordação de Deus é mais importante. Sabei que Deus está ciente de tudo quanto fazeis”. (29ª Surata, vers. 45)

A Oração é o Remédio dos Corações

A oração comporta uma imagem exterior e um espírito. Sua imagem exterior é o ritual corporal e sua essência é o ritual do coração; isto é, ela consiste numa ginástica espiritual e corporal, que ilumina o coração e o rosto do praticante com luzes divinas, eleva o seu espírito e fortalece o vínculo entre o servo e o seu Senhor.

O fato de praticá-la é um dos maiores sinais de fé e o mais significativo dos ritos religiosos; é a prova mais óbvia da gratidão a Deus e privar-se de Sua misericórdia, de Sua transbordante graça e de Sua ilimitada benevolência. É, também, uma negação da Sua generosidade e clemência.

A oração correta é o remédio eficaz contra os males do coração e contra a corrupção da alma, e é a luz que desfaz as trevas dos pecados e das culpas.
Abu Huraira relata: Ouvi o mensageiro de Deus
dizer:

 
“O que pensaríeis se houvesse um riacho diante da porta de alguém, e essa pessoa se banhasse cinco vezes por dia? Restar-lhe-ia alguma sujeira? E eles responderam: Certamente que não! Ele então disse: É o caso das cinco orações, por meio das quais Deus vos remove todos os pecados”.

A Unidade e a Igualdade na Oração

Na oração manifestam-se a justiça e a igualdade. Quando o mu´azin(quem faz o Azan) lança o seu chamado: “Vinde para a oração, vinde para a salvação”, este chamado é dirigido q todos os que o ouvem, para que observem a oração. E entre eles há o rico e o pobre, o grande e o pequeno, o príncipe e o cidadão comum. Uma vez reunidos, dispõem-se, de pé, lado a lado, sem qualquer distinção ou discriminação, pois todos são servos de Deus, reunidos no mesmo lugar evocá-lo, em humilde entrega a Ele, numa das Suas casas. “As mesquitas são casas de Deus; não invoqueis, pois, ninguém, juntamente com Deus”. (72ª Surata, vers. 18)


Todos se mantêm de pé, atrás de um único Imam (guia das orações), voltados na direção da Caaba. Todos adoram a um único Senhor que não tem parceiros, consagrados e humildes, tementes do castigo de Deus e esperançosos de Sua misericórdia. Sem qualquer duvida, descem sobre eles as graças transbordantes de seu Senhor, e eles são envolvidos pela misericórdia divina. “Invocai-O com temor e esperança, porque a misericórdia de Deus está próxima dos benfeitores”. (7ª Surata, vers. 56)